Leo Jaime: 40 anos de “Vida Difícil”
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| "Vida Difícil", de Leo Jaime, que completa 40 anos em 2026. |
O terceiro disco de estúdio de Leo Jaime, “Vida Difícil“, completa 35 anos em 2021. Produzido por Leo Jaime e Luiz Carlos Maluly, o álbum foi lançado pela CBS/Epic. O play trouxe outro grande hit da carreira do cantor “goiano-carioca”: “Nada Mudou“.
Depois de estourar nacionalmente com o seu segundo trabalho, o clássico “Sessãoda Tarde” (1985), a carreira de Leo Jaime decolou nos anos 1980 e, claro, que o cantor teria uma árdua missão em manter o patamar conquistado com o trabalho que combinou o rock daquela década com alguns toques de doo-wop e baladas.
E, assim, ele lançou o disco “Vida Difícil”, que até chegou nas praças com outro grande hit: “Nada Mudou”, com uma letra séria e também crítica social. A música tocou bastante nas rádios, com direito a constante aparição do cantor nos programas de auditório, praticamente uma figura carimbada no Chacrinha, sem contar que ele ainda namorava a modelo Monique Evans. Mas, Leo Jaime se mostrou um compositor mais maduro e aqui ele deixa um pouco de lado as abordagens adolescentes de suas músicas e, talvez, motivado pela influência (e amizade) da “turma de Brasília” (como Os Paralamas do Sucesso e Legião Urbana).
Então, o álbum apresenta boas músicas, como “Briga”, um pop que trata de uma briga corriqueira de qualquer casal. Além dos hits “Amor”, que ganhou clipe que foi exibido no Fantástico, com Leo Jaime contracenando com a modelo Luiza Brunet. Inclusive, o cantor fez duas ótimas releituras: “Mensagem de Amor”, d’Os Paralamas do Sucesso, que, inclusive tem a participação especial de seu autor, Herbert Vianna, e “A Lua e Eu”, de Cassiano, que veio como faixa bônus.
Vale também conferir “Contos de Fadas”, em que Leo flerta com o Blues e tem um ótimo solo de sax do grande Léo Gandelman que, inclusive, teve uma excelente performance em boa parte das músicas do álbum. Assim como “Sem Futuro”, com um ótimo trabalho percussivo na ‘intro’ e um arranjo que tem um quê de Carlos Santana.
A obra teve outras canções que, apesar de não terem feito tanto sucesso, colaboraram para que a qualidade do álbum se mantivesse alta. O play termina com a sacana “Cobra Venenosa”, com sua letra de duplo sentido, no estilo de marchinhas de Carnaval e rock, com participação especial de Selvagem Big Abreu, do João Penca & Seus Miquinhos Amestrados.
De fato, “Vida Difícil” mostrou-se um disco mais maduro, como Leo Jaime queria. Repleto de boas canções, o play peca porque nunca foi lançado em CD, apesar de que algumas músicas – especialmente “Nada Mudou” e “Cobra Venenosa” – saíram remixadas em coletâneas caça-níquel, mas o disco nunca foi lançado na íntegra, pelo menos até 2015, quando saiu o box “Nada Mudou”, que é um combo que apresenta os cinco primeiros trabalhos da carreira solo do cantor (de 1983 a 1989), mas também que é difícil de achar.
Portanto, se você que tem “Vida Difícil” em vinil, saiba que isso é uma preciosidade que merece ser cuidada.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Álbum: Vida Difícil
Leo
Jaime: guitarra,
violão e voz
Por Jorge
Almeida

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