Deep Purple: 50 anos de “Made In Europe”
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| "Made In Europe", do Deep Purple, completa 50 anos de lançamento em 2026. |
Neste domingo, 11 de outubro, o álbum ao vivo “Made In Europe“, do Deep Purple, completa 50 anos. Gravado em 1975, o play foi co-produzido por Martin Birch e pela banda, o registro saiu pela EMI/Purple Records, no Reino Unido, e pela Warner Bros., nos Estados Unidos.
O registro saiu após a separação de Deep Purple na década de
1970, mas foi gravado em 1975, em três apresentações feitas entre os dias 4 e 7
de abril daquele ano, em Graz, na Áustria; Saarbrücken, na Alemanha; e Paris, na França, durante a turnê de “Stormbringer“. As apresentações em Graz e em Paris
foram lançadas na íntegra anos depois. Na época, a banda trazia a sua clássica
formação, a MK III: David Coverdale (voz), Ritchie Blackmore (guitarra), Glenn
Hughes (baixo/voz), Ian Paice (bateria) e Jon Lord (teclados).
Em termos de quantidade de faixas, o play é relativo curto,
apenas cinco faixas, mas as longas ‘jams’ feitas pela banda preenchem o espaço.
Claro que não traz o conteúdo de um show inteiro, contudo “Made In Europe” tem
sua importância porque foi o primeiro registro ao vivo do MK III oficial e
mostra o grupo destilando 45 minutos de pura energia. E, por ser apenas um
“recorte” de shows do grupo, o tracklist da obra só contém faixas gravadas
originalmente por aquela formação, ou seja, músicas de “Burn” e “Stormbringer“.
O registro abre com a clássica “Burn“, em que os caras já detonam com tudo, bem ao
estilo “pé na porta”. Mas, o destaque fica para o memorável solo de Jon Lord,
que serviu de ponte para “Ricardinho Pretomais” fazer suas peripécias na
guitarra. Em seguida, aparece outro petardo: “Mistreated“, com uma interpretação grandiosa de
David Coverdale, assim como o solo de Blackmore, com direito ao grupo fazendo
medley com “Rock
Me Baby“, um Blues que ficou consagrado na voz de B.B. King. E
o lado A encerra com “Lady
Double Dealer“, com contém riffs certeiros, e é um Hard Rock
bem interessante.
O lado B do vinil vem com “You Fool The One“, com uma versão longeva de mais
de 16 minutos com as atenções voltadas para Jon Lord, que faz miséria com o seu
Hammond. E, para finalizar, “Stormbringer“,
onde mais uma vez Ritchie Blackmore traz uma atuação bem segura e com os vocais
firmes da dupla Coverdale/Hughes.
Apesar de não ser tão aclamado como o “Made In Japan”
(1972), esse registro ao vivo do Deep Purple não deixa de ser um grande trabalho
do quinteto. É uma paulada do começo ao fim.
A seguir, a ficha técnica e o tracklista da obra.
Por Jorge Almeida

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