GAFFFF 2026 reúne lideranças globais para debater segurança alimentar, sustentabilidade, logística e o futuro da transição energética *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Promovido pela DATAGRO no Nubank Parque, em São Paulo, o
festival reuniu lideranças globais para debater os desafios do agronegócio e já
tem data marcada para a próxima edição: 10 e 11 de junho de 2027, em São Paulo.
SÃO
PAULO, 9 de outubro de 2026 – A terceira edição do Global Agribusiness Festival
(GAFFFF 2026), realizada pela DATAGRO no Nubank Parque, em São Paulo, dias 1º e
2 de outubro, reuniu autoridades, especialistas e lideranças mundiais do setor
para debater temas como os rumos estratégicos do agronegócio, os gargalos de
infraestrutura e a relevância do Brasil no abastecimento global de alimentos e
na transição energética. O evento contou com 184 patrocinadores e 144
expositores, além de 328 palestrantes de 21 países, distribuídos em 87 painéis
e 81h30 de palestras. O público veio de 21 países e todos os 26 estados
brasileiros estiveram representados.
Na cerimônia de abertura, Plínio Nastari, presidente
da DATAGRO, destacou a importância de criar fóruns globais de debate para
impulsionar o desenvolvimento do setor e enfrentar as transformações futuras “O
avanço da agricultura brasileira é fruto histórico da união entre ciência,
pesquisa e ecossistemas de colaboração”, afirmou. Nastari enfatizou ainda que a
capacidade produtiva, sanitária e sustentável do país deve ser utilizada como
instrumento de cooperação internacional para garantir a segurança alimentar e
energética global.
A dimensão socioambiental e humana do setor foi o
foco da keynote
speaker Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e ex-Alta
Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Em sua participação,
Robinson chamou a atenção para o fato de que grandes volumes de exportação nem
sempre traduzem segurança alimentar interna, citando a vulnerabilidade de
cadeias globais a choques climáticos. A líder internacional defendeu o
engajamento das comunidades locais. “A resposta à crise do clima e da natureza
passa pelo engajamento das comunidades locais”, disse, ressaltando a relevância
de uma atuação cooperativa e complementar do Brasil com o resto do mundo.
Outro ponto alto da programação abordou a imagem e a
percepção do agronegócio junto à sociedade, em apresentação de um estudo sobre
a visão do consumidor urbano e dos próprios produtores. “O setor é muito mais
moderno e tecnológico do que o imaginário popular supõe”, garantiu Luiz Felipe
Nastari, diretor da DATAGRO.
Luiz Felipe destacou que o GAFFFF cumpre um papel
fundamental ao aproximar o campo da população urbana, quebrando clichês e
evidenciando a diversidade, a inovação e os investimentos do agro
contemporâneo.
A programação técnica do primeiro dia também lançou
luz sobre as transformações no comércio global, dinâmicas geopolíticas e o
acesso a novos mecanismos de crédito rural.
As discussões do segundo dia aprofundaram os
gargalos de infraestrutura e inovação no país. Especialistas alertaram que o
custo do transporte de grãos no Brasil chega a ser até 48% superior ao dos
Estados Unidos por conta da dependência do modal rodoviário, quadro agravado
pela falta de capacidade de armazenagem nacional, que atende a apenas 62% da
produção.
Em painel sobre biotecnologia, representantes do
Brasil, Argentina e Estados Unidos concordaram que a comunicação sobre novas
tecnologias deve focar nos benefícios concretos entregues à sociedade.
Já o debate sobre o Código Florestal ressaltou a
regulação ambiental brasileira - que obriga a preservação de 33,2% do
território em propriedades privadas -, defendendo a tradução da legislação para
o mercado externo e a aplicação do princípio do "protetor-recebedor"
para valorizar quem preserva a natureza.
A transparência do setor também foi pauta da Rede
Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor), que posicionou a checagem rigorosa de
dados como pilar para a reputação internacional.
Em outro painel, Guilherme Benchimol, fundador e
presidente do Conselho da XP Inc., e Plínio Nastari debateram cultura
empresarial e liderança, enquanto os painéis sobre transição energética
trataram do avanço dos biocombustíveis no Brasil, com R$ 289 bilhões em
investimentos registrados e sua aplicação em novos mercados, como combustível
sustentável de aviação (SAF), transporte marítimo e biometano.
O segundo dia contou, ainda, com a Cavalgada do Bem,
que reuniu cerca de 200 cavaleiros em um percurso do Parque da Água Branca até
a entrada do Nubank Parque.
Na parte de Cultura, o GAFFFF contou com shows de
Edson & Hudson, Rio Negro & Solimões, Estela Blanco e Fiduma &
Jeca. No primeiro dia, entre os shows, também aconteceu o Grand Rodeo PBR. No
segundo dia, a programação incluiu um momento voltado para a Festa do Peão de
Barretos.
E o próximo Global Agribusiness Festival (GAFFFF), o maior festival de cultura Agro do mundo, já tem data para acontecer: dias 10 e 11 de junho de 2027, em São Paulo.
Apresenta: XP e Corteva Agriscience; Master: FAESP/SENAR e Prefeitura Municipal de Sorriso; Diamante: Agri Connection, Baldan, Grupo Ceres, John Deere, RAM, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo e Timbro,Sebrae e APEX-BRASIL.
Organizado pela DATAGRO, o GAFFFF reuniu conteúdo, negócios, gastronomia e entretenimento. A edição de 2026 contou com 184 patrocinadores, 144 expositores, 130 apoiadores, 328 palestrantes, 87 painéis, 81h30 de palestras e 91h30 de programação total, distribuída em seis palcos de conteúdo. O evento também reuniu 77 agricultores familiares, teve 28 horas de feira, nove atrações no palco Global e 12 media partners. Entre os participantes, cinco a cada dez eram tomadores de decisão, dois a cada cinco eram produtores rurais ou pecuaristas e três a cada quatro tinham entre 25 e 55 anos. Como desdobramento do evento, será elaborado o Consenso do Agronegócio, documento síntese com as principais conclusões apresentadas nos painéis.
Créditos: Daniela Ribeiro | Agência FR
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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