Alice Cooper: 35 anos de “Hey Stoopid”
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| "Hey Stoopid", do Alice Cooper, completa 35 anos de lançamento em 2026. |
Nesta quinta-feira, dia 2 de julho, o álbum “Hey Stoopid”, o 12° disco da carreira solo de Alice Cooper, completa 35 anos de lançamento. Gravado entre 1990 e 1991 no Bearsville Studios, em Nova York, o material foi produzido por Peter Collins, lançado pela Epic e praticamente mantém a mesma pegada do registro anterior, “Thrash” (1989), e recheado de convidados especiais do meio do Hard Rock, Glam Rock e Heavy Metal.
Claro que isso manteve o sucesso comercial de Alice Cooper em alta e colaborou para que ele aparecesse em projetos de outros artistas, como uma participação especial na faixa “The Garden”, do “Use Your Illusion I” (1991), do Guns N’ Roses, e também em filmes como “Freddy’s Dead: The Final Nightmare”, também de 1991, assim como uma conhecida participação na comédia “Wayne’s World” (no Brasil, “Quanto Mais Idiota Melhor“), em 1992.
O
disco começa bem com a sua faixa-título, uma espécie de “School’s Out”
dos anos 1990. Um Hard Rock bem executado e que tem as participações especiais
de Slash, no solo do meio da música, Joe Satriani (que tocou em mais outras
quatro faixas da obra) e o vocal inconfundível de Ozzy Osbourne no verso: “You know, I know“.
Esse foi o primeiro single do álbum. A canção seguinte é “Love’s A Loaded Gun“,
com uma letra que diz sobre um amante com ciúmes doentio e que segue a amada
por tudo que é canto. A pegada “balada Hard” faz dela uma grande música. Também
saiu como single que teve como lado B o cover “Fire“, de Jimi Hendrix. A faixa três é “Snakebite“, que
traz um excelente instrumental, letra interessante e o título aborda algo já
familiar em se tratando de Alice Cooper, não à toa que a música começa com a
emissão do sibilar de uma cobra. Posteriormente, a obra apresenta “Burning Our Bed“,
uma balada semi-acústica e uma letra de um apaixonado que parece ter perdido a
cabeça e se arrependeu depois. Outra com a participação de Satriani. Em
seguida, a ótima “Dangerous
Tonight“, um ‘hardão’ poderoso e que, anos depois, em 2014, foi
apresentado no jogo de videogame “Watch
Dogs“. A obra chega à metade com “Might As Well Be On Mars“, uma linda balada
cadenciada e feita em parceria com um velho conhecido do cantor (e dos fãs),
Dick Wagner, e o ‘hitmaker’ Desmond Child.
A
segunda parte do disco começa a ótima “Feed My Frankstein“, que traz o “duelo” de
guitarras entre Joe Satriani e Steve Vai, com direito a Nikki Sixx, do Mötley
Crüe no baixo e a pequena participação da atriz Cassandra Peterson, a eterna
“Elvira, a Rainha das Trevas”. Aliás, a música foi apresentada no já citado
filme “Wayne’s World“,
onde Cooper a canta em um show e, além disso, a música foi incluída na trilha
sonora do filme, o que ajudou a divulgar o álbum também. Depois, em “Hurricane Years“,
que tem a participação especial do virtuoso guitarrista Vinnie Moore na boa
faixa Hard Rock e que faz uma menção referente a Bob Dylan, no caso ao maior
clássico do cantor, “Hurricane“.
A obra segue com a ótima “Little
By Little“, que contém um primoroso trabalho de Joe Satriani.
Já “Die For You“,
mantém a pegada de “Thrash”
e a guitarra dessa vez ficou por conta de Mick Mars, do Mötley Crüe. A
penúltima música é “Dirty
Dreams“, que merece atenção por conta de seu arranjo quase cru
com mais uma participação de Vinnie Moore. E, para encerrar o disco original, “Wind-Up Toy“,
que tem aquela abordagem “rock teatral” típica de Alice Cooper em que ele
ressurge com o seu alter-ego Steven, depois de 15 anos e que, aparentemente, o
personagem de “Welcome
To My Nightmare” (1975) não curtiu muito essa coisa de
se tornar um adulto. E destaque (mais uma vez) para a performance de Joe
Satriani.
A
versão japonesa ainda contém “It
Rained All Night” e a versão remasterizada do play, que saiu em
2013, além dessa faixa da edição japonesa ainda traz “Fire” e uma versão editada de “Hey Stoopid“.
Embora
não tenha obtido o mesmo retorno comercial que “Thrash“, “Hey Stoopid” obteve bom desempenho nas paradas,
rendendo a Alice Cooper disco de ouro nos Estados Unidos e prata no Reino
Unido.
Sim,
esse registro é um dos mais inspirados trabalhos do mestre do Rock Horror, e
não deve nada aos seus icônicos discos dos anos 1970. Infelizmente, Alice
Cooper foi “prejudicado” pelo tal do movimento grunge.
Enfim,
vale cada segundo de audição. Clássico absoluto.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (da versão remasterizada de 2013) da
obra.
Alice
Cooper: voz e harmônica
Por
Jorge Almeida

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