Obrigado, Messi!

 

Messi comemorando um de seus gols contra a Áustria. Foto: Elizabeth Kreutz/ISI Photos/ISI Photos via Getty Images 


Hoje, 22 de junho de 2026, segunda-feira, estou em Parelhas, interior do Rio Grande do Norte, gozando das minhas férias, mas acompanhando atentamente cada partida da Copa do Mundo FIFA 2026. E, justamente diante dessa situação, tirei uma pausa do meu descanso, para escrever sobre um momento histórico que vi diante da TV: Lionel Messi se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 18 gols.

O craque argentino, que fez hat-trick na estreia dos atuais campeões do mundo diante da Argélia, mais uma vez, desequilibrou no duelo contra a Áustria. Mesmo tendo desperdiçado um pênalti (sim, gênios também erram), o camisa 10 se redimiu e marcou os dois gols que garantiram a vitória da seleção albiceleste que, de quebra, garantiu a classificação argentina.


No auge de seus 39 anos, a entrega de Messi na seleção de seu país é impressionante: o time joga para ele, mas ele também corresponde, pois, tudo gira em torno do craque da Inter Miami que, não à toa, é, neste momento, o artilheiro da atual edição do Mundial, com cinco gols em dois jogos.


Apesar de toda essa euforia em cima de Messi, que foi o principal condutor ao título da Copa do Mundo de 2022, a estrela argentina tem nesse ano antagonistas de calibre: o seu eterno “rival” Cristiano Ronaldo que, assim como ele, possivelmente, faz a sua despedida das Copas, com oito gols, mas sonha em levar o nome de Portugal no topo do mundo; tem também Mbappé, com quem pode fazer o repeteco da final do último Mundial. Aliás, o francês tem grandes chances de passar o argentino no ranking dos maiores goleadores. Além disso, Messi e seus ‘hermanos’ ainda têm pela frente a disputa com a Espanha (da promessa Lamine Yamal), com a Inglaterra e o poderio de seu artilheiro Harry Kane e, correndo por fora, Haaland com a sua Noruega pode surpreender, ou o Brasil, muito por conta da rivalidade, e caso Vinícius Jr. desencante ou, quem sabe, Neymar se recupere e jogue em alto nível (que, convenhamos, acho bem difícil).


E que, a cada feito do argentino, as comparações de Messi a Pelé e Maradona são inevitáveis. Não ouso a creditá-lo como maior que o Rei (embora não o tenha visto jogar) e nem ao El Pibe. Porém, para não ser injusto, prefiro deixar o único atleta tricampeão mundial como jogador como “o atleta do século XX” e creditar La Pulga como “o atleta do século XXI”.


Logo após o hat-trick de Lionel Messi, momento em que ele igualou a Miroslav Klose no topo dos maiores goleadores da história das Copas, a militância digital entrou a vapor e tratou de dizer que Marta é a maior da história porque tem 17 tentos. Assim, sem querer desmerecer a brasileira, mas acho um levantamento descabido. Ela é a maior entre as mulheres, mas, embora seja o mesmo esporte, são categorias e situações diferentes. Mas, com esses gols de hoje, Messi derrubou (pelo menos por enquanto) com qualquer militância.


Os recordes quebrados por Messi são tantos que até os negativos apareceram: ele foi o primeiro a desperdiçar três pênaltis (com bola rolando) em três Copas diferentes.


Por falar em militância, enquanto os fãs de um certo político enaltecem o presidente argentino Javier Millei e suas medidas, comentam algo do tipo “que saudades de um presidente” por conta de não gostar do atual presidente brasileiro, sinceramente, vendo Messi desequilibrando, prefiro parafrasear essa galera, mas em outro campo: “que saudades de quando a minha seleção tinha um craque que decidia a favor do Brasil”.


E, para encerrar, apesar de todo o merecimento de Messi pelo momento que vive, não vou torcer pela Argentina na Copa do Mundo, mas, como amante de futebol, espero que ele encontre Cristiano Ronaldo em algum momento de mata-mata dessa Copa. Seria um duelo de gigantes.


Detalhe: Messi ainda pode passar dos "20 e tantos" gols em 2026.


No mais, parabéns e muito obrigado Lionel Messi.


Por Jorge Almeida

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