Alice Cooper: 50 anos de “Alice Cooper Goes To Hell”
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| "Alice Cooper Goes To Hell", de Alice Cooper, completa 50 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 25 de junho, o segundo álbum solo de Alice Cooper, “Alice Cooper Goes To Hell”, completa 50 anos de lançamento. Gravado nos estúdios Soundstage, em Toronto; no Record Plant East, em Nova York, e o RCA Recording Studios, em Los Angeles, o disco foi produzido por Bob Ezrin e lançado pela Warner Bros.
A obra é uma continuação de “WelcomeTo My Nightmare”, e segue com a saga de Steven, o material foi escrito por Alice em parceria com o guitarrista Dick Wagner e Bob Ezrin. Assim como no trabalho anterior, o cantor manteve as baladas em meio ao seu rock horror, muito em função do sucesso de “Only Women Bleed”. Então, ele fez um de seus maiores sucessos: “I Never Cry”, que aborda sobre os seus problemas com a bebida, justamente em um período em que ele começou a frequentar as casas de reabilitação.
O
álbum abre com “Goes
To Hell“, a faixa-título que é praticamente uma autobiografia
de Alice Cooper e, aqui, ele é “condenado” pelos seus atos e abusos alcoólicos
e sua conduta politicamente incorreta. Em seguida, em “You Gotta Dance“,
o interlocutor faz o papel de um frequentador de discoteca e que se envolveu no
ambiente da disco. O terceiro tema é “I’m The Coolest“, um Rock/Jazz que é capitaneado
pelo baixo de Tony Levin e as guitarras de Hunter e Wagner. Depois, em “Didn’t We Meet“,
“Titia” Alice aborda os seus encontros com outras almas nos sonhos e faz
referências a momentos protagonizados por Steven, o personagem-tema de seus
pesadelos em uma faixa com toques psicodélicos e ótimos backing vocal. E o lado
A da obra termina com a power ballad, a citada “I Never Cry” que fala, de forma subliminar, as
dificuldades de Alice Cooper com a bebida e as adversidades em se reabilitar.
O
lado B do disco começa com “Give
The Kid A Break“, que trata do momento em que Alice Cooper é
“recepcionado” pelo demônio, inclusive, se lamentando com o dito cujo por estar
lá. O interessante é que Cooper faz as vozes tanto a voz do tinhoso quanto o do
condenado Steven. Na sequência, em “Guilty“, é mostrado um rock enérgico e é mais uma
faixa autobiográfica. Depois, em “Wake Me Gently“, outra balada em que é destacado
sobre o sonhador que tem medo de encarar a realidade e a sensação do abandono.
O nono tema é “Wish
You Were Here“, um Rock & Soul que, em relação ao clássico
homônimo do Pink Floyd, só tem mesmo o nome. O penúltimo tema é “I’m Always Chasing Rainbows“,
uma canção gravada originalmente em 1918, que destaca que o narrador segue na
busca interminável da felicidade. E, para finalizar, “Going Home“, música que fala que Alice Cooper (ou
Steven?) chegara em casa e em bom estado.
A
turnê “Alice Cooper Goes To Hell”
de 1976 foi completamente cancelada antes do início devido a Cooper sofrer de
anemia na época. No entanto, várias músicas do álbum acabaram no show ao vivo
de Cooper.
Enfim,
“Alice Cooper Goes To Hell”,
apesar de não ser tão inovador quanto o seu antecessor e não traz aquela Hard
Rock que culminou com o clássico “Billion
Dollar Babies” (1973), do Alice Cooper Group, mas é uma
excelente opção de disco para ter na coleção do mestre do Rock Horror que tem
entre seus “discípulos” o King Diamond e o Kiss.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Alice Cooper: voz
Por Jorge Almeida

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