Whitesnake: 45 anos de “Come An’ Get It”
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| "Come An' Get It", do Whitesnake, completa 45 anos de lançamento em 2026. |
Neste 6 de abril de 2026, um grande disco do Whitesnake chega à sua quarta década de lançamento, o excelente “Come An’ Get It”. Gravado entre julho e setembro de 1980 e mixado em janeiro de 1981, o álbum foi gravado no Starling Studios, Tittenhurst Park, em Ascot, na Inglaterra. A produção ficou a cargo do veterano Martin Birch e lançado pela Mirage/Atlantic nos Estados Unidos, Polydor no Japão, pela Liberty no restante do mundo e pela EMI no Brasil.
Com o sucesso adquirido com “Ready An’ Willing” e o ao vivo “Live… In The Hearty Of City”, ambos em 1980, o
Whitesnake estava cada vez mais em evidência e o resultado disso foi que David
Coverdale e sua trupe aproveitou o bom momento para brindar os fãs com mais um
belo disco, mantendo o patamar do trabalho anterior e, com isso, veio com outro
belo trabalho.
Além do próprio Coverdade, o grupo tinha em
sua formação excelente músicos: como a genial dupla de guitarristas Micky Moody
e Bernie Marsden, a precisão do baixo de Neil Murray e os parças do vocalista
dos tempos de Deep Purple: o baterista Ian Paice e a lenda Jon Lord, nos
teclados. Ou seja, não tinha como dar errado. Como sexteto, o Whitesnake fez
com muita maestria a mistura de Blues e o Hard Rock em “Come An’ Get It”.
O disco começa bem com os purplenianos Paice e
Lord dando as boas vindas com a faixa-título, depois David aparece com o seu
magnífico vocal e com o backing vocal bem-feito pela dupla Marsden e Moody. Na
sequência, a ótima “Hot Stuff”, que dá uma acelerada
para ninguém botar defeito e um show à parte de Jon Lord que justifica que o
sobrenome não é à toa. O terceiro tema é “Don’t Break My Heart Again”,
que Coverdale compôs inspirado no colapso de seu casamento. O detalhe é que o
guitarrista Bernie Marsden fez o solo na primeira tomada e, embora tenha tentado
fazer outras melhores, acabou convencido de que a feita inicialmente ficou
melhor e que é uma das poucas do disco que o Whitesnake mantém até hoje no
repertório. Um clássico. Em seguida, o vocalista mostra todo o seu lamento no
Blues de “Lonely Days, Lonely Nights”, com destaque para os
backing vocals, que ajudam a abrilhantar a música e o lado A é encerrado pela
“danadinha” “Wine, Women An’ Song”, que começa com Jon Lord mandando
muito bem no teclado acompanhando Coverdale e, depois, os três M’s (Marsden,
Moody e Murray) aparecem junto com Paice fazendo aquela combinação incrível.
A faixa seis é “Child Of Babylon”,
uma música maravilhosa, que começa bem lenta acompanhada de uma ‘brisa’ e,
depois, ela segue bem cadenciada e a linha de baixo de Neil Murray aqui é
fantástica. Posteriormente, em “Would I Lie To You”,
com outra letra sacana de Coverdale com a intenção de partir para o coito com
a, como diria o youtuber/músico Lord Vinheteiro, “champola”. Enquanto isso, em
“Girl”, que parece ter o arranjo inspirado na ‘purpleniana’ “Sail Away”, mas aqui o interlocutor fala do amor que a
garota sente por ele e que, em troca, ela o trata como cachorro com rabinho
abanando. O penúltimo tema é “Hit An’ Run”, que se
destaque pela ótima “cozinha” da dupla Murray-Paice. E, para encerrar, “Till The Day I Die”, um tema acústico e que os violões
foram muito bem executados e o Hammond de Jon Lord dá o ar da graça ao fundo e,
depois, a bateria de Paice aparece e dá um “up” na música, encerrando assim, de
forma brilhante a obra.
Em 2007, a EMI lançou uma edição remasterizada do álbum acrescido
de seis faixas bônus, com versões alternativas de alguns temas do play.
E não tem como deixar passar batido a arte da capa, que tem um
sentido amplo na língua da víbora, que estampa em um formato dúbio de uma
vagina.
Enfim, para quem conhece o Whitesnake apenas
da fase “farofa”, ou seja, de “1987”, em diante, está marcando bobeira, pois, “Come An’ Get It” é ótimo registro da empreitada de
David Coverdale, afinal, os números expressivos de vendas do álbum não deixam
mentir, pois, chegou a ocupar o segundo lugar das paradas britânicas, só para
se ter uma ideia. Ou seja, um discaço que vale a pena ter na coleção.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por Jorge Almeida

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