Halford: 25 anos de “Live Insurrection”
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| As capas de “Live Insurrection”, do Halford”. À esquerda, a original; à direita, a da versão remasterizada de 2009 |
Nesta sexta-feira, 17 de abril, o álbum (duplo) ao vivo do Halford, “Live Insurrection”, completa 20 anos de lançamento. Gravado entre 2000 e 2001 durante a turnê mundial de “Resurrection” (2000), com direito a uma passagem aqui pelo Brasil no Rock In Rio III, em 2001, o disco foi produzido por Roy Z e lançado pela Metal-Is Records.
No trabalho ao vivo, além de temas do ‘debut’ da banda, Rob
Halford fez um apanhado de sua carreira, tocando temas do Judas Priest e o
Fight, mas sem tocar nada do Two, que não era bem um projeto do cantor ligado
ao Heavy Metal.
O CD1 começa com a faixa-título do trabalho que o grupo estava a
promover, “Resurrection”,
depois aparece a rápida “Made
In Hell”, também do Halford. Na sequência, uma dobradinha do
Fight: “Into The Pit” e
“Nailed To The Gun”,
do álbum “War Of Words”
(1993), que ficaram bem pesadas, por sinal. Em seguida, aparece “Light Comes Out Of Back”
que, na verdade, foi feita em estúdio e com adição de barulho do público.
Aliás, essa faixa foi originalmente gravada por Rob Halford e o Pantera na
trilha sonora de “Buffy,
The Vampire Slayer” (1992). Posteriormente, uma trinca de Judas
Priest: “Stained Class”
(que não era tocada ao vivo pelo Priest desde 1978, ano que saiu o disco de
mesmo nome), “Jawbreaker”
e “Running Wild”,
que foram bem executados pela banda do Metal God. O nono tema é outra faixa de “Resurrection”, “Slow Down”.
Depois, o álbum apresenta um dueto “peso-pesado” do Metal: Rob e Bruce
Dickinson, em “The
One You Love To Hate“, que foi feita durante a passagem de som
de um show feito no LA2, em Londres LA2. Em seguida, a obra apresenta outra
faixa que precisou ser tratada no estúdio, “Life In Black”, outra música do Fight. O play
ainda nos brinda com “Hell’s
Last Survivor” e “Sad Wings”, duas canções feitas por Rob em
parceria com os guitarristas Mike Chlasciak e Patrick Lachman, que ficaram
ótimas ao vivo. E, para finalizar, o primeiro disco: “Savior” e “Silent Screams”, ambas do disco de estúdio de
2000.
O CD 2 se inicia com uma curta ‘intro’ de 14 segundos (que foi
limada da versão remasterizada de 2009) para, em seguida, mandarem bala na
rápida “Cyberworld”. Na
sequência, uma avalanche de Judas Priest para ninguém botar defeito: “The Hellion / Electric Eye”
e o grupo foi muito feliz na escolha do repertório da banda de Birmingham: “Riding On The Wind”,
“Genocide”, “Beyond The Realms Of Death”,
“Metal Gods”, a
obrigatória “Breaking
The Law”, com uma baita interação com a plateia, e “Tyrant”, que
encerra a parte ao vivo do material. Entre essas duas últimas, na versão
japonesa, tem um cover do Scorpions, “Blackout”, com participação Rudolf Schenker, que
consta na versão remasterizada do disco em 2009). Na sequência, o álbum
apresenta três temas feitos em estúdio: “Screaming In The Dark”, “Heart Of A Lion” e “Prisoner Of Your Eyes”, sendo que as duas últimas
são temas do Judas Priest que não foram lançadas em álbuns de estúdio da banda.
Enquanto “Prisoner Of Your Eyes”
pode ser encontrada na versão remasterizada de “Screaming
Of Vengeance” (1982) e no boxset “Metalogy” (2004), mas com refrão diferente, enquanto “Heart Of A Lion”,
apareceu originalmente no álbum do Racer X, “Second Heat” (1987) e que havia sido feita durante as
sessões do álbum “Turbo”
(1986).
Bom, é evidente que as músicas não foram gravadas na mesma
noite, afinal, algumas faixas precisaram ter os famosos ‘overdubs’. E, quem ouvir
o disco atentamente, vai perceber que o público ficou mais eufórico com os
clássicos do Priest roubando a cena. É uma aula de Heavy Metal de Rob Halford e
seus músicos, que são extremamente técnicos e competentes, e é um ótimo
presente do vocalista para os fãs e fez a comemoração, na época, de seus 30
anos de carreira em grande estilo.
Aliás, em 2009, o álbum foi remasterizado, com uma pequena
diferença na capa. A edição japonesa foi lançada um pouco antes, em 28 de março
de 2001. Além disso, para os fãs chilenos, esse registro é especial: pois, na
capa, o vocalista aparece beijando a bandeira do País.
Enfim, é um trabalho maravilhoso. Pode adquirir sem medo. Heavy
Metal britânico de qualidade ímpar.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão japonesa) da
obra.
Por Jorge Almeida

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