Halford: 25 anos de “Resurrection”
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| “Resurrection”: álbum de estreia do Halford, que completa 25 anos em 2025. |
Coincidentemente, na mesma data que o Scorpions lançara “Moment Of Glory”, o Halford viera com o seu ‘debut’, o sensacional “Resurrection”. Gravado entre agosto de 1998 e junho de 2000, o álbum marcou a estreia de mais um projeto de Rob Halford após a sua saída do Judas Priest: o Halford, banda de Heavy Metal que traz simplesmente o seu sobrenome. Produzido por Roy Z, o play saiu pela Metal-is Records/Metal God Records.
Após
a saída do Judas Priest, Rob Halford montou o Fight e, com ele, lançou três álbuns,
com destaque para o primeiro disco dos caras: “War Of Words” (1993), o vocalista resolveu arriscar-se
em outras águas com o estranho projeto Two, que foi rejeitado pelos fãs e
“malhado” pela crítica especializada. Então, Rob Halford percebeu o equívoco e
voltou para a sua área de conforto, ou seja, o Heavy Metal tradicional, direto,
rápido e com muitos riffs. E, com isso, trocadilhos à parte, o disco de estreia
do Halford marcou a ressurreição do deus do metal. O play apresenta ótimas
composições, gravação e produção impecáveis e, o melhor, com Rob cantando
muito, o que seria meio que uma redundância em se tratando dele.
A
obra é difícil de apontar um destaque, pois, todas as faixas são pedradas na
orelha. A começar com a sua faixa-título que é impossível deixar um apreciador
de Metal ficar parado sem querer “banguear” a cabeça. Outros petardos ficam por
conta de “Made In Hell”,
com direito a citação ao Brasil, “Silent Screams”, a densa “Slow Down”, “Locked And Loaded”
que lembra um pouco do Fight, mas o deleite fica por conta de “The One You Love To Hate”,
que traz um dueto fantástico com Bruce Dickinson, uma faixa que ficou “duca”.
E, para variar, a versão japonesa do disco ainda contém mais duas faixas bônus,
totalizando 14 músicas. Em 2006, o álbum foi remasterizado, contendo mais
faixas que foram reorganizadas e que, ao todo, teve 16 temas e a capa
ligeiramente alterada.
Além da
qualidade das letras, não podemos deixar passar em branco o ótimo trabalho da
produção de Roy Z e também o talento e a competência dos músicos que gravaram o
álbum com o Metal God.
De
fato, “Resurrection”
impactou no cenário e foi muito bem aceito pelos apreciadores da música pesada
e mostrou que Rob Halford seguiu em forma e cantando muito. Inclusive, a boa
receptividade do disco permitiu que o Halford fosse uma das atrações do Rock In
Rio III, em 2001, que tinha como headline o Iron Maiden, e o show do grupo foi
considerado um dos melhores daquela edição do festival, juntamente com a banda
de Steve Harris. Isso posso atestar porque esse que vos escreve estava lá no
inesquecível 19 de janeiro de 2001.
E, antes de
finalizar, agradeço ao meu colega Bruno César Godoy por ter me dado uma peita
com a estampa da capa desse álbum.
Com certeza
esse é um disco que merece ser ouvido com cuidado, mas cuidado com o pescoço de
tanto o ouvinte querer “banguear”. Discaço.
A seguir, a
ficha técnica e o tracklist (versão japonesa) da obra.
Roy Z: guitarra
Por Jorge
Almeida

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