No Oscar, palavras podem valer mais que a estatueta *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Discursos esperados no próximo domingo devem reunir emoção, propósito e clareza, explica especialista em comunicação intencional
A cerimônia do Oscar, marcada para este fim de
semana, consagra filmes e artistas que se destacaram ao longo do ano. No
entanto, quem acompanha a premiação sabe que a memória do público não se limita
aos vencedores. Discursos, reações na plateia e gestos de quem não leva a
estatueta frequentemente ganham vida própria e dominam as redes sociais por
dias. Em muitos casos, são esses momentos que acabam definindo a narrativa que
permanece após a noite de gala.
Para o especialista em comunicação intencional Cristian Magalhães, nos últimos anos a premiação também se consolidou como espaço de posicionamento público. Um dos exemplos mais lembrados ocorreu em 2018, quando Frances McDormand venceu o prêmio de melhor atriz por Três Anúncios Para um Crime e convidou todas as mulheres indicadas naquela edição se levantarem na plateia. A imagem correu o mundo e se tornou símbolo do debate impulsionado pelo movimento Me Too, que naquele momento pressionava Hollywood por mudanças estruturais.
A história da premiação reúne exemplos de como a comunicação pode ampliar o alcance de um prêmio. Em 2016, Leonardo DiCaprio transformou seu discurso ao receber a estatueta por O Regresso em um alerta sobre a crise climática. Já Lady Gaga emocionou o público ao agradecer pelo prêmio da canção Shallow, do filme Nasce uma Estrela, ao falar sobre perseverança e sonhos.
“O discurso no Oscar precisa condensar emoção, propósito e clareza. Quando a
mensagem encontra o público, ela ultrapassa o momento da premiação e continua
circulando por anos”, afirma Cristian.
Créditos: Paula Cabrera | Máxima Assessoria de Imprensa
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Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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