Kiss: 30 anos de “MTV Unplugged
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| "Kiss Unplugged MTV", do Kiss, completa 30 anos em 2026. |
Em 9 de agosto de 1995, a “banda mais quente do mundo” resolveu ‘desplugar’ as guitarras para fazer uma participação no “MTV Unplugged”, o resultado disso foi o lançamento do álbum (em CD e LP) e também VHS (conforme a época) do “Kiss Unplugged”, que chegou às lojas em 12 de março de 1996.
A formação da
banda, na ocasião, contava com Gene Simmons (baixo e voz), Paul Stanley
(guitarra e voz), Bruce Kulick (guitarra) e Eric Singer (bateria) – é evidente
que Stanley e Kulick substituíram as guitarras pelos violões para fazer o
programa da MTV. Com essa lineup, o Kiss desfilou uma avalanche de clássicos de
todas as épocas. Desde os anos 1970 fase das famosas maquiagens, passando pela
década de 1980, o período “unmasked” e do único disco de estúdio do grupo gravado
nos anos 1990 até então – “Revenge”.
Antes da apresentação no
programa da emissora norte-americana, o Kiss já havia tocado nas convenções que
seus fãs faziam pelos EUA. E em um desses encontros, uma pessoa especial estava
presente: o baterista original do Kiss, Peter Criss, e, claro, que deu uma
canja, cantando “Hard Luck Woman”.
Assim, Gene e Paul aproveitaram a ocasião e, às vésperas de gravar o “MTV Unplugged”, convidaram Peter e
Ace Frehley para participar do evento. Então, a formação original do maior
grupo de hard rock do mundo se apresentou juntos após 16 anos de separação,
assim como foi a primeira vez que Gene, Paul, Peter e Ace tocaram sem maquiagem
e também foi a única vez que Frehley e Criss dividiram o palco com Singer e
Kulick. Porém, o Kiss como sexteto só executou quatro músicas: “Beth”, “Nothin’ To Lose”, “2,000 Man” e “Rock And Roll All Nite”, as
demais músicas foram executadas com Kulick e Singer juntamente com Stanley e
Simmons.
Além das 15
faixas que constam no CD, Gene Simmons e sua trupe tocaram músicas que não
foram incluídas no disco compacto: “Got
To Choose” (disponíveis na versão em vinil, CD lançado no
Japão, no volume 3 da Coleção Millennium e o Box Set) e mais cinco versões
inéditas que estão inseridas no “Kissology: 1992-2000 (vol. 3)”:
“Hard Luck Woman” (com Paul
Stanley no vocal), “Heaven’s On Fire”,
“Spit”, “C’mom And Love Me” e a versão
country (e infame) de “God Of Thunder”.
E uma curiosidade: o acústico
do Kiss, até então, era o segundo maior em vendas, perdendo apenas para a dupla Robert Plant
e Jimmy Page.
O álbum começa
com “Comin’ Home”, uma balada
gravada originalmente em “Hotter Than Hell”
(1974) composta pela dupla Stanley/Frehley; a faixa seguinte, “Plaster Caster”, aborda a
inspiração que Gene Simmons teve sobre uma famosa groupie dos anos 1970 que
tinha como hábito fazer esculturas de gesso dos pênis de astros de rock (a
música faz parte de “Love Gun”, de
1977); a canção três do acústico, “Goin’
Blind”, é uma triste balada feita por Gene Simmons e Stephen
Coronel em que o protagonista (com 93 anos) se apaixona por uma jovem de 16
(pertence ao mesmo disco da música de abertura do CD); Paul Stanley vem em
seguida com aquela canção que encerra o clássico “Destroyer”,
“Do You Love Me?” (aqui não há
a faixa escondida “Rock And Roll Party”,
como consta no clássico álbum de 1976); a quinta canção é uma das duas do disco
mais recente do Kiss naquela ocasião, a excelente “Domino”,
com um solo perfeito de Bruce Kulick; na sequência, vem uma que Paul diz que
foi gravada no álbum “Dynasty” e que na
“Austrália, eles dizem ‘Dinasty’”, trata-se de “Sure
Know Something”, particularmente, acho esta versão acústica
melhor do que a original; “A World Without Heroes”,
do injustiçado disco “Music From The Elder”
(1981), é a sétima faixa, que foi bem aceita pela plateia presente.
E “Kiss
Unplugged” chega em sua metade com “Rock
Bottom”, do lendário “Dressed
To Kill” (1975), com 35 segundos a menos em relação a versão
original; enquanto a faixa sucessora, “See
You Tonite”, foi gravada no álbum solo de “Gene Simmons” (1978); a balada, “I Still Love You”, do
excelente “Creatures Of The Night” (1982) é a
nona canção, nesta Paul mostra porque é um dos melhores e mais carismáticos
vocalistas do rock; outra canção de “Revenge”
(1992) foi incluída no setlist da apresentação: “Every
Time I Look At You”, que contou com a participação de Phillip
Ashley no piano e teve como maestro Jon Grindstaff, que foi responsável também
pelos arranjos de cordas.
A partir da 12ª
faixa, “2,000 Man”, gravada
originalmente pelos Rolling Stones e regravada pelo Kiss em “Dynasty” (1979), o palco contou
com as presenças de Peter Criss e Ace Frehley, que fez o vocal desta; a canção
seguinte trata-se simplesmente da balada mais consagrada do quarteto
nova-iorquino, “Beth”,
evidentemente cantada por Peter Criss. Aliás, para a execução desta, Ace
“sofreu” bastante para fazer os solos porque a sua versão original é toda
orquestrada; a penúltima faixa pertence ao “debut” da banda, “Nothin’ To Lose”, conta com os
duetos dos bateristas Eric Singer e Peter Criss nos vocais. E para finalizar,
não poderia ser sem ela: “Rock And Roll All Nite”,
o hino do rock and roll, com direito aos quatro membros fundadores do Kiss a se
revezarem nos vocais desta e, ainda, no final, a tradicional “chuva” de papel
picado.
E dentre as
canções que ficaram de fora do álbum, “Got
To Choose”, pertence a “Hotter
Than Hell”; “Hard Luck Woman”,
a única do magnífico “Rock And Roll Over”
(1976) executada; “Heaven’s On Fire”,
que faz parte do único álbum do Kiss com Mark St. John – “Animalize“,
de 1984 -; “Spit” (“Revenge”); “C’Mom And Love Me”, mais uma
de “Dressed To Kill”; e “God Of Thunder” com a sua
versão totalmente oposta à original lançada em “Destroyer”.
E sobre o “Kiss Unplugged” só tenho isso a
dizer: se você gosta da banda e não tem este, compre-o; se você já tem: não o
empreste; e se odeia o Kiss, peça emprestado e ouça-o para rever o seu conceito
sobre a “banda mais quente do mundo”.
A seguir a ficha técnica e o
tracklist (com as canções não incluídas no CD) e a qual álbum pertence a
gravação original:
Por Jorge Almeida

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