Irmãs Gelli abrem primeira exposição em São Paulo na Casa Seva *

 

Foto meramente ilustrativa.

"Leva tempo, mas vai dar tempo" abriu as portas no último sábado, 7 de março, na Vila Modernista, reunindo personalidades e convidados da cena carioca e paulistana. Cerca de 70% das obras foram vendidas no dia

São Paulo, março de 2026 – No último sábado, 7 de março, a exposição “Leva tempo, mas vai dar tempo”, do duo de artistas cariocas Irmãs Gelli, abriu as portas para a visitação do público na Casa Seva, na Vila Modernista, em São Paulo, reunindo cerca de 80 pessoas. Com curadoria de Catalina Bergues, da equipe curatorial do Instituto Tomie Ohtake, a exposição apresenta um conjunto de 15 obras inéditas desenvolvidas a partir de cera ecológica, madeira de demolição e plástico reciclado de faróis de carros, incluindo uma grande instalação performática de cerca de meia tonelada de cera. 

Dentre as personalidades que marcaram presença estiveram nomes como a família Chabonnières, fundadora da seguradora SulAmérica; o cantor de samba e MPB, Rodrigo Campos; a escritora Tatiana Nascimento; e os influenciadores digitais Angélica Bucci, Victoria Yamagata e Guilherme Rainer, entre outros. 

“Ficamos muito felizes com a recepção de todos a nossa primeira individual em São Paulo. O retorno emocional que tivemos ao conversar com as pessoas na abertura foi muito importante, principalmente depois da ativação da instalação performática. Depois de tanta dedicação foi muito bom ver que no primeiro fim de semana da exposição o espaço estava lotado”, comenta a artista Alice Gelli. 

Durante a inauguração, ela e a irmã, Gabi Gelli, realizaram duas sessões da performance, conduzindo o público em uma experiência de contemplação e desaceleração em meio à cidade. Durante os 20 minutos da intervenção artística, as artistas manipulam grandes blocos de cera com maçaricos, estimulando o lento desenvolvimento de estruturas em cera, inspiradas nas estalactites e estalagmites encontradas em cavernas na natureza.  

Para Gabi, as performances atingiram o objetivo desejado no público: “a gente conversou com as pessoas que assistiram e acho que conseguimos criar uma brecha no tempo que convida as pessoas a estarem aqui. Hoje a gente vive com o tempo muito fragmentado, então criar esse espaço de 20 minutos de presença é um desafio enorme. Muitas pessoas falaram que ficaram hipnotizadas acompanhando o caminhar das gotas, o pinga-pinga se formando e sentiram em paz, e para nós isso é muito importante”. 

Para a diretora e fundadora da Casa Seva, Carolina Pileggi, a mostra é uma oportunidade de apresentar o trabalho das jovens artistas para o grande público paulista, mas também para colecionadores e formadores de opinião. “Recebemos muitas pessoas que já conheciam o trabalho delas e estavam animadas em finalmente poderem ver tudo pessoalmente, mas também recebemos visitantes que ainda não conheciam e ficaram impressionados, inclusive grandes colecionadores”, completa Carolina. 

A mostra segue em cartaz até 18 de abril, com entrada gratuita. 

Sobre as Irmãs Gelli | www.irmasgelli.com.br  
Alice e Gabi Gelli são irmãs, artistas e cariocas. A pesquisa da dupla se debruça sobre a perspectiva do encontro, da troca e da materialidade do tempo, diante do excesso de virtualização da vida. Há um desejo em direção ao olho no olho e ao impacto da obra de arte sobre os corpos. Antes de se tornarem Irmãs Gelli, Alice e Gabi desenvolveram seu trabalho em trajetórias individuais, que hoje complementam a poética da dupla. Nos últimos anos, juntas, realizaram exposições individuais em espaços como Centro Cultural dos Correios (Rio de Janeiro, 2024); Galeria Brisa, em parceria com Daniel Mattar (Lisboa, 2024) e Lurixs (Rio de Janeiro, 2023). Participaram de exposições coletivas no Brasil e no exterior como “Trame di memoria” (2025), durante a Semana de Design de Milão; pop-up “Bleu” (2023), em Paris, com a Bianca Boeckel Galeria; “Gavetas, cofre e armários (2022), com curadoria de Mario Camargo, no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro; Ocupação Oasis (2021), no Rio de Janeiro, entre outras. Em 2022, realizaram projetos inéditos para o Jaguar Parade, em São Paulo e em Nova York, vinculado à preservação do ecossistema das onças na América Latina. Além disso, foram selecionadas em 2025 para integrar a VII Bienal do Sertão, que ocorreu em Minas Gerais, e em 2026 apresentam a individual em São Paulo.  

Sobre a Casa Seva  
Espaço expositivo dedicado à sustentabilidade, arte e cultura, a Casa Seva foi projetada pelo arquiteto Flavio de Carvalho e construída entre 1936 e 1938 dentro da Vila Modernista, em São Paulo. Sua missão é estimular uma rede mais sustentável por parte de artistas e galeristas e inspirar ações e escolhas sustentáveis no dia a dia de seus visitantes, parceiros e colaboradores. Por meio de exposições, eventos, palestras e workshops, a Casa Seva busca expressar beleza, provocar reflexão e inspirar ação.  

Serviço:  
Exposição “Leva tempo mas vai dar tempo” - Irmãs Gelli  
Curadoria: Catalina Bergues  
Período: até 18 de abril de 2026  
Horário de visitação: de terça a sexta, das 11h às 18h, e sábados, das 11h às 15h  
Endereço: Casa Seva - Alameda Lorena, 1257, Casa 1 - Vila Modernista - São Paulo/SP  
Entrada gratuita. Mais informações em www.casaseva.com.br  

Créditos: Bruna Janz | Suporte Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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