Fantasia urbana nacional une seres sobrenaturais, espiritualidade e conflitos sociais *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Em "Protetores: o livro das magias ambíguas", Bruno Panda Lopes apresenta uma trama em que criaturas místicas e forças invisíveis disputam um artefato capaz de alterar o equilíbrio entre os mundos
Existe um Rio de
Janeiro muito distinto do imaginário turístico da “cidade
maravilhosa” com suas belas praias e cartões-postais. Nas madrugadas
inquietas da cidade, violência e fé caminham pelas mesmas
ruas, atravessam becos, comunidades e histórias que raramente chegam
às manchetes. É nesse cenário que o escritor carioca Bruno
Panda Lopes ambienta Protetores: o Livro
das Magias Ambíguas, fantasia urbana em que forças
sobrenaturais circulam silenciosamente entre os habitantes da metrópole.
Com uma atmosfera sombria e mística, o
enredo apresenta ao leitor um grupo improvável de aliados conhecidos como
Protetores: humanos comuns com habilidades extraordinárias encarregados de
enfrentar forças sobrenaturais que ameaçam o equilíbrio entre o
mundo físico e espiritual. No centro da narrativa está o
desaparecimento de um artefato poderoso, o Livro das Magias Ambíguas,
objeto capaz de revelar feitiços, profecias e desejos ocultos, mas também de
consumir a energia vital de quem ousa estudá-lo.
A busca pelo exemplar coloca lado a lado
personagens muito diferentes entre si, como Roberto Rosa, um homem de
presença marcante, conhecido tanto pela força física quanto pelo humor ácido
com que enfrenta situações em que a maioria das pessoas sequer acredita que
existam; Tiago Yamamoto Caccini, exorcista treinado no Vaticano e especialista
em combate espiritual; e Clarisse de Santa Clara, uma jovem médium que se torna
peça-chave na disputa pela obra. No decorrer da história, outros
personagens entram em cena e ampliam a rede de alianças e conflitos que
move a trama.
Em Protetores: o Livro das Magias
Ambíguas, demônios, espíritos e criaturas conhecidas como
metamorfos (seres capazes de assumir formas híbridas entre humanos e
animais, a exemplo de lobisomens) fazem parte de um
mundo obscuro que convive silenciosamente com a vida cotidiana. Ao
mesmo tempo, elementos da cultura brasileira atravessam a narrativa, com
referências a rituais, entidades e diferentes formas de fé que dialogam com o
combate ao sobrenatural.
Mais do que construir uma história fantástica, Bruno
Panda Lopes apresenta uma narrativa que dialoga com aspectos
concretos da realidade urbana. Vielas, comunidades, hospitais e túneis se
transformam em palco de confrontos invisíveis, ao
refletir tensões e desigualdades sociais que fazem parte
da rotina dos grandes centros. Essa dimensão realista é reforçada
pela trajetória do autor: policial militar, graduado em Educação
Física e especialista em Direitos Humanos, ele convive diariamente
com situações de violência e vulnerabilidade, experiências que
influenciam diretamente a construção do enredo.
Neste universo em que as fronteiras entre bem e
mal nem sempre são delimitadas, humanos, entidades espirituais e criaturas
sobrenaturais coexistem em um cenário onde escolhas, crenças e circunstâncias
podem definir o destino de cada personagem. O autor propõe
uma jornada mística marcada por conflitos morais e dilemas
humanos para lembrar o leitor de que, muitas vezes, aquilo que
parece uma maldição pode ser apenas outra forma de enfrentar a escuridão.
Sobre o autor: Nascido
e criado em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, Bruno Panda
Lopes é escritor, educador social e pesquisador informal de mitologias
e religiosidades brasileiras. Policial militar e professor de jiu-jitsu em
projetos comunitários, o autor constrói suas histórias a partir da vivência
direta da cidade, combinando experiências do cotidiano urbano com elementos
sobrenaturais.
Redes sociais:
· TikTok: @autorpanda
Créditos: Dielin da Silva | LC Agência de Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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