CantaVento lança Quintais de Dentro, álbum para cantar, dançar, brincar, ouvir no carro e em todo lugar *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Grupo celebra 25 anos com seu primeiro disco integralmente autoral e reafirma a infância como território de poesia, escuta e imaginação
Com 25 anos de trajetória dedicados à música para
crianças de todas as idades, o CantaVento apresenta seu novo
álbum, Quintais de Dentro. Este, que é o primeiro trabalho composto
integralmente por canções autorais do grupo, é mais do que um lançamento
fonográfico: o disco é um convite à escuta atenta, à presença e à reinvenção do
tempo em meio à vida contemporânea. Ouça aqui.
Com suas canções nascidas majoritariamente durante o
período da pandemia do Covid-19, Quintais de Dentro carrega em
suas letras as inquietações, descobertas e desejos que atravessaram o grupo
naquele momento: como oferecer alento? Como transformar incertezas em música?
Como criar espaços de imaginação quando o mundo parece encolher?
“Os temas das canções e o nosso discurso surgiram
muito do que sentíamos e do que queríamos comunicar e até mesmo entender
durante esse período, então essas composições saíram em uma troca constante
entre todos nós do grupo”, explica Gabriel Peregrino, multi-instrumentista do
grupo.
As respostas surgiram em processo coletivo. No
CantaVento, compor é sempre um gesto compartilhado: alguém traz um verso, uma
melodia, uma ideia e o grupo constrói junto. Letras, harmonias e arranjos
amadurecem como frutos “que caem do pé”, frescos e cheios de sentido. O
resultado é um mosaico poético que orbita temas valiosos ao grupo: o brincar,
os sonhos, a cidade, a natureza, o tempo, a escuta e a delicadeza das relações.
Infância levada a sério
Ao longo de sua trajetória, que inclui álbuns
como Esticador de Horizontes (2013) e Brincantorias (2018),
o CantaVento construiu uma identidade própria na música brasileira para a
infância. Sem simplificações ou concessões, o grupo parte do princípio de que
crianças são sensíveis, inteligentes e merecem obras ricas.
Suas referências atravessam a educação, a filosofia
e a cultura popular brasileira. Pensadores como Paulo Freire, Lev Vygotsky e
Émile Jaques-Dalcroze dialogam com poetas como Manoel de Barros e lideranças
como Ailton Krenak, além de educadoras e mestres das culturas populares
brasileiras.
Mas o grupo evita falar em “base teórica” fechada:
prefere pensar sua obra como prática viva, construída na experiência, no palco
e na escuta das crianças.
O palco como território de troca
Nos shows, as reações são parte da obra. Crianças
dançam, inventam, interrompem, sonham em voz alta. Adultos se emocionam muitas
vezes de surpresa. O grupo conta histórias de pequenos espectadores que
transformam o rumo da apresentação com uma pergunta ou um gesto, fazendo com
que o espetáculo se recrie ali, ao vivo.
“Temos muitas histórias lindas. As crianças se
interessam de verdade, se divertem, se emocionam. Lembro de um show em que uma
menina de uns seis anos começou a dançar espontaneamente. Quando eu percebi,
passei a imitá-la, como se estivesse seguindo a proposta dela. A alegria que
ela sentiu foi indescritível, ela dançava cada vez mais, orgulhosa de si. As
crianças são muito receptivas e atentas. É emocionante ver o quanto elas querem
brincar com a música, ouvir, descobrir novas obras. Elas se entregam à
experiência com uma presença muito verdadeira”, conta Carol Ladeira, integrante
do grupo.
Em tempos de muitas telas e estímulos rápidos, o
CantaVento escolhe não disputar atenção pela aceleração. Ao contrário: aposta
na confiança. Não subestima os ouvidos das crianças, não encurta o tempo das
canções, não multiplica estímulos visuais para “prender” o olhar. Acredita na
potência da presença, na força dos instrumentos ao vivo, na imaginação ativada
pela palavra e pelo silêncio.
Quintais de Dentro é
música para dançar no quintal, correr, subir em árvore, cantar no carro, ouvir
na sala de aula, compartilhar em família. Mas também é trilha para aquietar,
observar o céu e pensar na vida, porque criança também pensa na vida.
Com arranjos que atravessam referências da cultura
popular brasileira — do maracatu ao samba, do reggae às cantigas reinventadas —
o álbum reafirma o lirismo poético como eixo central do trabalho. Cada canção
propõe uma pequena travessia sensível, aberta às interpretações de quem escuta.
25 anos de história
Carol é uma das fundadoras e está desde o início da
trajetória do grupo (com breve intervalo). Marcelo integra o CantaVento há
muitos anos, enquanto Nina, Esther e Gabriel chegaram em 2018, durante o ciclo
do álbum Brincantorias. Eddy é o integrante mais recente, somando
forças especialmente no novo show Quintais de Dentro.
Ao celebrar 25 anos de caminhada, o CantaVento
reafirma seu compromisso com uma arte que não separa infância e maturidade, que
acredita na música como espaço de encontro e que transforma quintais — externos
e internos — em territórios de imaginação.
FAIXAS
1. Quintais de Dentro
2. Quem Quiser Ter um Jardim
3. Canto de Cigarra
4. Xote do Passarinho
5. Onde Mora o Sonho?
6. Cadê?
7. Quero que a Noite
8. Pingo
9. Tudo que é Lindo
CantaVento
Carol Ladeira –
voz
Nina Neder –
voz
Marcelo Falleiros –
violão e voz
Esther Alves –
flauta, sanfona e voz
Gabriel Peregrino –
percussão, piano, viola e voz
Eddy Andrade –
baixo e voz
Créditos: Stella Sanches
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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