Aerosmith: 25 anos de “Just Push Play”
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| "Just Push Play", do Aerosmith, completa 25 anos de lançamento em 2026. |
Nesta sexta-feira, 6 de março, o 13º disco de estúdio do Aerosmith, “Just Push Play”, chega aos seus 25 anos de lançamento. Gravado entre abril e dezembro de 2000, a obra foi co-produzida por Steven Tyler, Joe Perry, Marti Frederiksen e Mark Hudson. O registro foi lançado pela Columbia Records.
Depois
de um hiato de quatro anos sem lançar um material novo, o quinteto de Boston
apresentou um disco que, sinceramente, é verdadeiramente comercial, por conta
de ter faixas com um direcionamento mais acessível, o que, financeiramente, deu
certo para os caras. Pois, graças ao sucesso do primeiro single, “Jaded”, que
chegou ao top 10 das paradas norte-americanas, rendeu ao Aero um disco de
platina, um mês depois de ser lançado.
O play abre com “Beyond
Beautiful”, um rock simples, puro, com um ótimo refrão e solo
de guitarra idem, embora seja legal de ouvir, não chega a empolgar muito. Em
seguida, aparece a fraca faixa-título, que flerta com Hip-Hop, principalmente
por ser bastante remixada, e um refrão mediano. O terceiro tema é já clássica “Jaded”, que
apresenta uma bela melodia e foi nitidamente feita para tocar nas rádios e,
particularmente, passados duas décadas, acho essa música enjoativa. Na
sequência, o romantismo é mantido com “Fly Away From Here”, uma estupenda balada que
atesta a competência do Aero em fazer esse tipo de canção. O quinto tema é “Trip Hoppin’”,
outra faixa fraca e que traz uma ótima guitarra para acompanhar os vocais de
Tyler. O CD chega à metade com “Sunshine”, que possui um riff cativante, um
excelente solo de Joe Perry e, apesar do refrão meia-boca, é uma das melhores
músicas do disco.
A
outra metade da obra vem com “Under
My Skin”, que tem um pouco mais de peso, mas o protagonismo
dela se dá por conta da presença da gaita. Posteriormente, o Aerosmith
presenteia o ouvinte com “Luv
Lies”, mais uma ótima balada. A faixa nove é “Outta Your Head”,
uma faixa que nem lembra ser do Aerosmith por conta da presença da pegada de
RAP/Hip-Hop, enfim, uma música que destoa das demais. Na sequência, “Drop Dead Gorgeous”,
uma faixa bem fraca e que acho a pior do álbum, às vezes, quando escuto o play,
nem a escuto até o final. A penúltima canção é “Light Inside”, outra música mediana do disco e que
possui um refrão razoável. E, para encerrar, “Avant Garden”, uma faixa cativante, que se destaca
com os vocais de Tyler acompanhado de um violão muito bem executado.
A capa de “Just
Push Play” foi desenhada por Hajime Soroyama, que apresenta uma
ginoide semelhante a Marilyn Monroe. A ilustração já havia sido usada para a
capa de um álbum de compilação de sucessos de vários artistas chamado “Video Sound”
(1985), mas não incluía nenhuma música do Aerosmith.
Além
das 12 faixas que entraram para o disco, várias músicas foram gravadas, mas que
ficaram de fora da obra, como “Ain’t It True“, “Easy“, “Innocent Man“, “I Love You Down” e “Sweet Due” podem ser vinculados como originários
dessas sessões. Já “Angel’s
Eye” foi usada para a trilha sonora de “Charlie’s Angels“. “Face” e “Won’t Let You Down” foram lançadas como faixas
bônus em edições posteriores do álbum. A faixa “Do You Wonder” supostamente foi gravada para este
álbum também.
Bom, “Just Push Play”, comercialmente é um bom disco, mas a impressão que dá é que o Aerosmith ficou mais preocupado em colocar suas músicas nas rádios do que com a qualidade das canções em si, não à toa que Joe Perry já declarou o seu descontentamento pelo álbum.
Para
quem curte a fase clássica dos anos 1970, esse não é o álbum ideal, mas quem
curte a fase mais “radiofônica” da banda, pode adquirir que vai gostar, mas não
na sua totalidade.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

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