Abre Terça | Gabriela Machado | MMM Galeria *
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| Gabriela Machado expõe na Maneco Müller - Multiplo Galeria no Rio. Créditos: Daniel Ramalho |
“Tremer, tremer, é sempre assim”
Maneco Müller : Multiplo Galeria,
no Leblon, inaugura exposição de Gabriela Machado.
Série de desenhos sintetizam a
poética da artista, onde a cor predomina em tons cítricos e solares.
Mostra abre no dia 24 de março,
terça-feira, às 18h.
A Maneco Müller : Multiplo Galeria, no Leblon,
inaugura em 24 de março, terça-feira, a exposição individual “Tremer,
tremer, é sempre assim”, de Gabriela Machado. Com quatro décadas de
trajetória, a pintora apresenta uma série inédita de desenhos em tinta acrílica
sobre papel, trabalhos que condensam a maturidade de sua pesquisa criativa. São
doze obras, numa seleção que reúne o melhor da produção recente da artista
carioca, que se destaca pelo uso singular da cor em composições pulsantes,
cheias de luz e movimento. O trabalho de Gabriela Machado vem de um do desejo
de transformar em pintura aquilo que a surpreende na paisagem do dia a dia. O
texto crítico é assinado por Pedro Duarte e a mostra pode ser visitada até 15
de maio, com entrada franca.
Gabriela Machado pinta como quem escreve um diário,
registrando em cor e gesto o que lhe salta aos olhos. Fragmentos da paisagem
cotidiana, captados pela percepção aguçada e sensível da artista, ressurgem
como campos de cor e gesto. Os traços são soltos, vigorosos, inesperados. A
paleta é cítrica, luminosa, intensa. Sua pintura nasce de um diálogo do corpo
com os sentidos, e não de uma obediência à forma. A inspiração pode ser um
galho pendurado, o movimento da água do mar – ela também é nadadora e surfista
— que, no instante do pintar, se transformam e se reconfiguram através da massa
pictórica. “É um fazer que nasce na visão e passa pela epiderme. É um processo
corpóreo”, explica ela, que possui obras em coleções prestigiadas, como as
de Gilberto Chateaubriand e do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de
Janeiro.
Produzida em 2025, a série reúne dez desenhos no formato de 75 x 55 cm, em composições de tons sóbrios e elegantes. As pinturas em grande escala (200 x 152 cm) contrastam, com uma paleta de cores fortes, ácidas e pulsantes. A escolha das obras de alguma forma sintetiza o processo de trabalho da artista. “Em geral, começo no desenho em papel, em pequeno formato. Faço e refaço várias vezes a mesma imagem indefinidas vezes. Quando o exercício em formato reduzido se esgota, parto para as grandes dimensões, sobre papel ou tela de linho”, conta a artista. “O trabalho de Gabriela se desenvolve através do processo de rever sua própria pintura, de se debruçar novamente pelo que já fez, livre de certezas, sem medo do que vai aparecer. Com isso ela é capaz de alcançar lugares únicos, construindo uma obra de muitas surpresas e frescor”, explica Maneco Müller, sócio da galeria. “Acompanhamos a trajetória dela há mais de trinta anos. É uma produção de muita coerência e diversidade, que temos a alegria de apresentar pela segunda vez numa individual”, afirma Stella Ramos, que dirige a galeria ao lado de Maneco.
GABRIELA
MACHADO
Nasceu em Santa Catarina, em 1960. Vive e trabalha
no Rio de Janeiro. É formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade
Santa Úrsula, 1984. Estudou gravura, pintura, desenho e teoria da arte na
Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro, 1987-1992). Frequentou
cursos ministrados por Paulo Venâncio Filho, Paulo Sérgio e Ronaldo Brito. Foi
vencedora do Prêmio de Artes Plásticas FUNARTE Marcantonio Vilaça (2009).
Inaugurou o espaço da Caixa Cultural de São Paulo com a exposição Doida Disciplina
(2009), com curadoria de Ronaldo Brito após realizar a mesma exposição na Caixa
Cultural do Rio de Janeiro e lançar um livro homônimo (Doida Disciplina –
Editora Aeroplano, Rio de Janeiro). Em 2008, fez uma individual na Galeria 3 +1
em Lisboa, Portugal, e foi contemplada com o prêmio Marcantonio Vilaça em
aquisição coletiva da Fundação Ecco (Brasília). Ainda em 2008 lançou um livro
intitulado Gabriela Machado (Editora Dardo, Santiago de Compostela, Espanha).
Entre as suas exposições individuais ocorridas em anos anteriores destacam-se:
Desenhos, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com texto de
Paulo Venâncio (2002); Centro Universitário Maria Antônia, texto de Afonso Luz
(São Paulo, 2002); e Neuhoff Gallery de Nova York, com texto de Robert Morgan
(2003). Podemos citar ainda: Largo das Artes, juntamente com o escultor José
Spaniol (Rio de Janeiro, 2007), Pinturas, na Galeria Virgílio; Pinturas, H.A.P.
Galeria, texto Ronaldo Brito (Rio de Janeiro, 2005); H.A.P. Galeria, texto
Paulo Sergio Duarte (Rio de Janeiro, 2002); Projeto Macunaíma, na Funarte (Rio
de Janeiro,1992). Teve trabalhos representados em importantes feiras
internacionais, com destaque para Valencia Art (2009), Arte Lisboa (2009, 2008
e 2006) e Pinta Art Fair em Nova York (2008 e 2009). Também em 2008 expôs com
grande repercussão e reconhecimento na ARCO’08 – Feira de Arte Contemporânea em
Madrid (2008), onde ocupou por inteiro o stand da H.A.P. Galeria. Outras
participações em feiras e exposições coletivas incluem outros anos na ARCO
Madrid (2001/1998); SP Arte (São Paulo, 2008/2007/2006/2005); Arquivo Geral
(Rio de Janeiro, 2008/2006/2004); Art Chicago (Chicago, 2004); Art Cologne
(Alemanha, 2003); San Francisco International Art Exposition (NY, 2002);
Desenho Contemporâneo, Centro Cultural São Paulo e Caelum Gallery (NY, 2002);
Novas Aquisições Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM (Rio de Janeiro, 1998);
Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1998); Mostra América (1995); 1ª Bienal Nacional
da Gravura (São Paulo, 1994); Centro Cultural São Paulo (1993); X Bienal do
Desenho de Curitiba (1991); Projeto Macunaíma, na Funarte (Rio de Janeiro,
1992/1990). Sua obra está presente em importantes coleções brasileiras, como as
de Gilberto Chateaubriand, José Mindlin, George Kornis, João Carlos Figueredo
Ferraz, Charles Cosac, Fundação Castro Maya, Instituto Brasileiro de Arte e
Cultura, Centro Cultural Cândido Mendes e Fundação Catarinense de Cultura
(MASC), Fundação ECCO e Museu de Arte da Pampulha. Fora do país, além da
exposição lisboeta em 2008, em 2002 a Neuhoff Gallery de Nova York inseriu o
trabalho da artista em duas coletivas – uma delas, The Gesture, junto com
conceituados pintores americanos como Frank Stella e Franz Kline. Já apresentou
seus trabalhos em Bergen, na Noruega, a convite da curadora Mallin Barth.
MANECO
MÜLLER : MULTIPLO GALERIA
Inaugurada em 2010, a MMM Galeria tornou-se ao longo
do tempo mais do que uma galeria, onde as obras ficam expostas para a
apreciação do público. É um ponto de encontro de artistas, estudiosos, colecionadores
e apreciadores da arte contemporânea. Movida pelo desejo de oferecer ao público
formas diferentes se relacionar com a obra de arte, cada exposição montada é
fruto de um trabalho dedicado, cuidadoso e apaixonado, que busca sempre
desafiar o olhar do visitante, despertar a reflexão e incentivar a fruição
estética. Ao longo dos anos, a galeria se consolidou como um espaço que investe
no lançamento de edições exclusivas e cultiva preciosidades. Aqui,
artistas consagrados e novos talentos oferecem o melhor de sua criação. Com
múltiplos, obras em papel, objetos e pinturas, além de projetos especiais, de
importantes artistas brasileiros e estrangeiros, a proposta é não só enriquecer
coleções já estruturadas, como atrair também não especialistas e despertar
novos colecionadores. Entre os momentos mais emblemáticos da galeria estão as
exposições de Eduardo Sued (2025), Waltercio Caldas (2012 e 2022), José Rezende
(2022), Carlos Vergara (2022), José Antonio Dias (2013), Pedro Cabrita Reis
(2014), Cildo Meireles (2019) e Roberto Magalhães (2019). Ajudaram também a
construir a história da galeria nomes como Amália Giacomini, Ana Calzavara,
Beth Jobim, Celia Euvaldo, José Bechara, Luiz Zerbini, entre outros. Na
trajetória da galeria, se destacam também performances, instalações, mostras e
oficinas que se expandiram para outros espaços e manifestações artísticas:
Chelpa Ferro (Teatro Tom Jobim, 2012); José Pedro Croft (galeria e terreiro do
Paço Imperial, 2015), pintura mural de Célia Euvaldo (Oficina Mul.ti.plo
Videiras, 2017), exposição e peça de teatro no centenário de Lygia Clark
(Fazenda Cachoeira, 2019, Itaipava), O Real Resiste (intervenção nas ruas do
Rio de Janeiro, 2020) etc.
Créditos:
Júnia Azevedo
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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