Uriah Heep: 35 anos de “Different World”
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| "Different World", do Uriah Heep, completa 35 anos de lançamento em 2026. |
Neste mês de fevereiro, o álbum “Different World”, o 18º trabalho de estúdio do Uriah Heep, completa 35 anos de seu lançamento. Gravado nos Chapel Studios, em Loncolnshire, e no Fairview Studios, em East Workshire, o disco foi produzido pelo baixista Trevor Bolder e lançado pela Legacy, no Reino Unido e no Japão, e pela Roadrunner, no restante da Europa. A versão norte-americana e canadense da obra só saiu em 2000. Esse foi o primeiro disco da banda que não teve nenhum single lançado e o terceiro com o vocalista Bernie Shaw.
Esse
registro do Uriah Heep apresenta um trabalho que não lembra muito o estilo
clássico da banda na década de 1970, mas sim um “Pop Metal”, bem próximo da
sonoridade comercial do Hair Metal, que estava com a popularidade em alta na
década de 1980. Isso colaborou com uma musicalidade bem mediana, embora tenha
umas pitadas do Rock de Arena, também popular nos anos 1980. Embora tenha
registrado um som bem acessível, o play tem um resquício de música progressiva
ao longo do disco.
Essencialmente,
“Different World”
não apresenta nada de extraordinário. A música de abertura, “Blood On Stone”,
é um bom rock em que contém um excelente trabalho de guitarra de Mick Box. Já a
faixa seguinte, “Which
Way Will The Wind Blow” é uma faixa confusa, que não lembra em
nada o Uriah Heep. Já “All
God’s Children” apresenta um coral de criança cantando nos
refrãos, mas não deixa de ser outra música que pouco lembra a fase áurea da
banda. Enquanto isso, em “All
For One”, os caras ficam próximo do eletro-pop. Com um refrão
suave, até que não é uma música ruim. E o play chega à metade com a
faixa-título, que também apresenta uma pegada pop, mas nada de extraordinário.
A
segunda metade da obra inicia com “Step By Step” (não, não é a mesma música da boy
band noventista New Kids On The Block!). Com uma pegada que lembra vagamente o
MK III, do Deep Purple, a música é uma das melhores da obra. A música “Seven Days” é a
faixa mais pesada do registro, mas muito aquém daquelas “classiqueiras” do
Uriah Heep. Enquanto isso, “First
Touch” contém um pop que, convenhamos, bem fraco. E o disco
termina com “One
On One” e “Cross
That Line”, que praticamente não acrescentam em nada, só mesmo
para completar o álbum.
No
lançamento em CD, a obra trouxe a faixa “Stand Back” como bônus, enquanto a versão
remasterizada editada em 1998, além da citada faixa, o play ainda apresenta
mais três bônus – a versão remizada de “Blood Red Roses“, “Hold Your Head Up” (editada) e uma ‘live version’
de 1987 de “Rockarama“.
E, por fim, na edição “Deluxe”, mais cinco faixas bônus: a citada “Stand Back“, a
demo de “Powers Of Addiction”
e as versões extendidas de “Holy
Roller“, “Blood
On Stone” e “Cross
That Line“.
Bom,
“Different World”
não pode ser considerado o pior disco do Uriah Heep, mas só é recomendável para
fãs incondicionais e colecionador, mas não é a melhor opção para quem deseja
conhecer melhor a banda britânica.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Brett Morgan: bateria
Por
Jorge Almeida

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