Rush: 45 anos de “Moving Pictures”
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| "Moving Pictures", do Rush, completa 45 anos de lançamento em 2026. |
Em 12 de fevereiro de 1981, o Rush lançou o seu oitavo álbum de estúdio, “Moving Pictures”, que foi gravado entre outubro e novembro de 1980 no Le Studio, Morin Heights, em Quebec e foi produzido pela própria banda juntamente com Terry Brown.
O disco abre com um dos maiores sucessos do power trio canadense em toda sua longa trajetória: a clássica “Tom Sawyer”, que faz referências ao personagem de mesmo nome dos livros de Mark Twain.
A música surgiu de uma melodia que Geddy Lee vinha
utilizando para estabelecer os seus sintetizadores nos controles de som. Quando
estavam no No Phase One Studios com o produtor Terry Brown começaram a gravar
as demos, tanto “Tom
Sawyer” quanto “Limelight” foram polidos em outubro e executadas
ao vivo em uma turnê de aquecimento para, em seguida, iniciarem a gravação
principal no Le Studio. Ah, e para quem tem mais de 20 anos, deve se lembrar
que este clássico do Rush era o tema de MacGyver, do seriado Profissão: Perigo.
Com o tempo, tornou-se obrigatória nos shows do Rush.
A
faixa seguinte, “Red
Barchetta”, dizem que foi inspirada no conto “A Morning Drive
Nice”, de Richard Foster, mas Peart, entretanto, afirma que o nome da música
foi inspirado em uma Ferrari 166 MM Barchetta.
A
terceira canção de “Moving
Pictures” é a instrumental “YYZ”. Na música, é tocado repetidamente o código
Morse no início da canção. O nome da faixa é o código de identificação IATA do
Aeroporto de Toronto, cidade-natal da banda.
Em
seguida, aparece “Limelight”
que tem sua letra baseada em uma insatisfação própria de Neil Peart com a fama
e sua intrusão na vida pessoal.
Na
época do LP, a faixa de abertura do lado B é “The Eye Camera”, a maior música do disco, com
10’59 de duração, que (musicalmente falando) faz uma tentativa de capturar a
energia e o humor de duas das maiores cidades do mundo que fala inglês (Nova
York e Londres).
A
penúltima canção, “Witch
Hunt”, se destaca pelos efeitos sonoros dos teclados Lee
Oberheim, antes da parte rock da música.
E
o “gran finale” surge com “Vital
Sign”, que foi fortemente influenciada por reggae e electro
progressivo, devido ao uso de seqüenciadores.
Até hoje “Moving Pictures” é o álbum mais vendido do Rush, ultrapassando a casa dos quatro milhões de cópias vendidas, apenas nos EUA. E também é um dos dois trabalhos canadenses presentes no livro “1001 Álbuns que Você Deve Ouvir Antes de Morrer” (“2112” é o outro).
A foto da capa
do disco foi tirada em frente ao Edifício Legislativo Ontário, no Queen’s Park
em Toronto.
A seguir, a
ficha técnica e o tracklist* de “Moving Pictures”:
Por Jorge Almeida

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