Projetos de impacto social avançam ao unir ética e segurança digital para crianças *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Iniciativa 'O Cibernauta' utiliza linguagem lúdica para reduzir a distância entre o acesso precoce à internet e a formação cidadã das novas gerações
O avanço de projetos educacionais com foco em
impacto social tem redesenhado a forma como tecnologia e formação cidadã se
conectam no Brasil. Com a expansão do investimento social, iniciativas voltadas
à educação seguem entre as principais frentes de atuação de institutos,
fundações e empresas, refletindo uma preocupação crescente com o uso consciente
das ferramentas digitais desde a infância.
É nesse contexto que surge o livro “O Cibernauta em: A Super Senha Secreta”,
idealizado pelo especialista em segurança da informação Daniel Meirelles e pelo
economista Eduardo Argollo, uma iniciativa que une conhecimento técnico e
linguagem acessível para formar cidadãos digitais.
Esse movimento é sustentado por dados recentes. O
Censo GIFE 2024–2025 mostra que o investimento social privado alcançou R$5,8
bilhões no país, enquanto o levantamento BISC 2025, da Comunitas, aponta R$6,2
bilhões aplicados por empresas em ações sociais. A educação aparece de forma
recorrente entre as áreas prioritárias desses aportes, com espaço crescente
para projetos que incorporam tecnologia como meio de aprendizagem e prevenção.
O
cenário da conectividade infantil
A entrada cada vez mais precoce das crianças no
ambiente conectado acelera esse debate. Levantamentos do Cetic.br mostram que,
em uma década, o uso de internet entre crianças de 6 a 8 anos praticamente
dobrou no país. O dado ajuda a explicar por que projetos de educação digital
têm buscado linguagem acessível e formatos que caibam na rotina doméstica, com
conteúdos que vão além de “regras” e miram comportamento e formação ética.
Pesquisas na área educacional indicam que o contato
precoce com ambientes digitais não impacta apenas a aprendizagem técnica, mas
também a forma como crianças desenvolvem noções de responsabilidade,
convivência e tomada de decisão. Relatórios da OCDE e da Unesco apontam que a
educação digital efetiva deve incorporar aspectos éticos e socioemocionais,
especialmente em países onde o acesso à internet avança mais rápido do que a
formação para o uso consciente da tecnologia.
O
Cibernauta: Educação com propósito
O projeto “O Cibernauta”, voltado a crianças de 6 a 10
anos, nasceu como livro, mas tem sido apresentado pelos autores como uma
proposta de cidadania digital em torno de práticas simples de proteção e
convivência online. “O livro nasceu da necessidade de ensinar nossas crianças e
também os adultos a navegarem com segurança. O Cibernauta busca oferecer um
repertório que, muitas vezes, nem a escola e nem a família conseguem entregar
de forma lúdica”, afirma Meirelles.
A aposta central é tratar tecnologia, comportamento e
ética como partes da mesma conversa. Em vez de abordar o tema apenas pelo viés
do risco, o livro estrutura a aprendizagem a partir de situações do cotidiano
digital, criando espaço para diálogo entre responsáveis e filhos sobre
escolhas, limites e consequências. “Queremos que as famílias aprendam juntas,
de forma leve, sobre como se proteger, a ideia é transformar o aprendizado
técnico em algo acessível, divertido e com propósito”, diz Eduardo Argollo.
O primeiro volume, O Cibernauta em: A Super Senha Secreta, usa o
tema de senhas para introduzir noções de privacidade, tomada de decisão e
responsabilidade no uso de aplicativos e jogos. A lógica, segundo os
idealizadores, é formar repertório antes que golpes mais sofisticados se tornem
frequentes na adolescência, quando a autonomia digital cresce e as tentativas
de engenharia social costumam se intensificar.
Os próximos passos, de acordo com os autores, passam por ampliar a circulação do conteúdo para além da livraria, aproximando a iniciativa de escolas e comunidades e consolidando a proposta como um movimento de educação digital com afeto e orientação prática. A estratégia mira um ponto cego ainda comum no país: a diferença entre acesso e preparo, num momento em que a conectividade infantil avança mais rápido do que a alfabetização para o uso seguro da rede.
Sobre
Daniel Meirelles
Daniel Meirelles é gestor sênior de tecnologia, com
mais de 20 anos de experiência em Segurança da Informação, com atuação
destacada no setor financeiro brasileiro. Especialista em Transformação Digital
e Inteligência Artificial Generativa pelo MIT e certificado em Cybersecurity
pela ISC2, construiu carreira voltada à proteção de dados, governança digital e
mitigação de riscos cibernéticos. É coautor e idealizador do projeto O Cibernauta,
criado a partir da vivência como pai e da preocupação com a educação digital
infantil.
Para saber mais, acesse o Linkedin ou pelo site.
Sobre
Eduardo Argollo
Eduardo Argollo é economista, com mestrado em
Administração de Empresas pela Université de Bordeaux, e acumula mais de 17
anos de experiência em grandes organizações nacionais e internacionais dos
setores de gestão, saúde e seguros. Atuou em posições de liderança em projetos
estratégicos, PMO e processos de integração pós-aquisição em empresas como PwC,
Vale, Rede D’Or São Luiz, DaVita, Grupo H+, Oncoclínicas, entre outras. Coautor
e idealizador do projeto O Cibernauta, contribui com a visão de gestão,
educação e impacto social voltada à formação de cidadãos digitais desde a
infância
Para saber mais, acesse o Linkedin ou pelo site.
Créditos: Carolina Lara | Lara Visibilidade
Estratégica
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

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