Museus como aliados da educação: MEA mostra como espaços culturais ampliam a aprendizagem no RS *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Programa Prosas com a Escola está com edital aberto para que escolas públicas possam inscrever projetos que dialoguem com arte, educação, cultura e práticas socioambientais
Espaços culturais e educativos não escolares têm um
papel cada vez mais relevante na formação de crianças e jovens no Brasil. Ao
oferecer experiências práticas, sensíveis e contextualizadas, museus ampliam as
formas de aprender e se consolidam como aliados estratégicos da educação
básica. No Rio Grande do Sul, o MEA – Memorial da Evolução Agrícola, em
Horizontina, tem colocado essa perspectiva em prática por meio do programa
Prosas com a Escola MEA, que viabiliza experiências educativas fora da sala de
aula.
A iniciativa parte do princípio de que aprender vai
além do currículo formal e que o contato com a arte, a memória, a cultura e o
território fortalece o protagonismo estudantil, o senso de pertencimento e a
formação cidadã. Em 2025, o programa envolveu cinco escolas públicas do
Noroeste gaúcho, com a realização de 47 atividades educativas e a participação
de cerca de mil alunos e professores.
Para a professora e pesquisadora em Educação Adriana
Magro (UFES), que investiga as relações entre arte, cultura e processos de
aprendizagem, espaços como o MEA funcionam como verdadeiros “laboratórios
sociais”. “Quando colocamos o foco no modo como se aprende, criamos
oportunidades de convivência mais humanizada com o outro. Museus oferecem vivências
que a escola, sozinha, muitas vezes não consegue proporcionar, e é justamente
aí que essas parcerias se tornam potentes”, afirma.
O
museu como extensão da escola
No Prosas com a Escola, o MEA atua a partir de
projetos pedagógicos já desenvolvidos pelas instituições de ensino, oferecendo
curadoria educativa, oficinas práticas, ações culturais e exposições que
dialogam com o cotidiano dos estudantes. A metodologia inclui visitas técnicas,
escuta ativa de gestores, professores e alunos, além de processos de avaliação
protagonizados pelos próprios estudantes.
Impactos
na escola e na comunidade
Um dos projetos desenvolvidos em 2025 foi “Tornando
a nossa Bela mais Bela”, da EMEF Bela União, em Horizontina. A proposta
incentivou os alunos a fotografar trajetos, espaços e vivências do bairro,
refletindo sobre identidade, cuidado com o espaço público e pertencimento. O
projeto culminou em uma exposição no MEA, cuja abertura foi marcada por uma
performance teatral realizada pelos estudantes.
De acordo com Angélica Vanessa Balsan, diretora da
escola em 2025, a parceria com o MEA surgiu da necessidade de ampliar as
experiências educativas dos alunos. Ela destaca que, antes do projeto, havia
pouco envolvimento dos estudantes com temas ligados à cultura local e à
preservação dos espaços coletivos. “Com a experiência proporcionada pelo Prosas
com a Escola, os alunos passaram a se sentir mais pertencentes à cidade, mais
interessados em aprender e mais conscientes do seu papel como cidadãos”, afirma.
Educação
mais humana e contextualizada
Para Adriana Magro, a aproximação entre escolas e
espaços culturais ajuda a romper com a ideia de aprendizagem restrita à sala de
aula. “Enquanto a escola segue diretrizes curriculares e protocolos, os espaços
não formais oferecem metodologias mais livres. Quando atuam juntos, cada um com
suas singularidades, constroem experiências formativas mais ricas, conectando o
individual e o coletivo”, avalia.
Com a abertura do Edital 01/2026 – Prosas com a
Escola, o MEA convida escolas públicas e filantrópicas da Educação Básica do
Noroeste do Rio Grande do Sul a inscreverem projetos de exposição — inéditos ou
já realizados — que dialoguem com arte, educação, cultura e práticas
socioambientais. Os projetos devem estar alinhados às Diretrizes Curriculares
da Educação Básica (DCNEB) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Todas as atividades do MEA são gratuitas e de classificação livre.
Estacionamento exclusivo para visitantes. Não fecha
ao meio dia.
Prédio do Memorial: de quarta a domingo e feriados,
das 9h às 17h (entrada na exposição até às 16h30).
Área externa do MEA: de terça a domingo e feriados,
das 8h às 22h.
O MEA - Memorial da Evolução Agrícola é uma
iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto John Deere, através da Lei
Rouanet de Incentivo à Cultura do Programa Nacional de Apoio à Cultura
(PRONAC), e tem como patrocinador master a John Deere Brasil.
Créditos: Emilene Lopes | Engaje Comunicação
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

Comentários
Postar um comentário