Exposição “Corpo-a-Corpo” na Casa de Cultura do Parque
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| "Mito do surgimento da Ayahuasca" (2024), acrílica sobre tela, de Acelino Sales – MAHKU. Foto: Jorge Almeida |
A Casa de Cultura do Parque apresenta até o próximo domingo, 1° de março, em seu III Ciclo Expositivo, o Projeto 280×1020 com a exposição Corpo-a-corpo, que insere o corpo no cerne da produção contemporânea, entendendo-o como espaço atravessado por questões sociais, culturais e políticas. A mostra reúne artistas como Acelino Sales – MAHKU, Alex Cerveny, Bárbara Wagner, Hudinilson Jr. e Regina Parra, entre outros, em obras que abordam o corpo como presença, linguagem e território.
Um exemplo é a série “Brasília
Teimosa” (2008), de Bárbara Wagner, resultado de dois anos de documentação na
periferia do Recife. A artista documentou encontros dominicais à beira-mar,
onde moradores se reúnem para conviver, exaltar e ocupar o espaço público. As
imagens despontam o prazer, a convivência e a afirmação coletiva como maneiras
de resistência cotidiana, ao mesmo tempo em que lançam luz sobre as dinâmicas
sociais de uma comunidade costumeiramente marginalizada.
Ao longo da exposição, o corpo surge como lugar político e amparo poético. É nele que se empregam experiências de desejo, conflito, invenção e alegria — não uma alegria superficial, mas uma força vital que insiste em criar e resistir, mesmo diante das tensões do mundo contemporâneo.
Destaques também para as obras "Movimento estudantil de 68 - Caça ao estudante. Sexta-feira sangrenta", foto de Evandro Teixeira; e "Mito do surgimento da Ayahuasca" (foto), de 2024, uma acrílica sobre tela, de Acelino Sales – MAHKU.
Por Jorge Almeida

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