Estar móveis apresenta mutualismos na DW! 2026 *

 

Foto meramente ilustrativa.

Exposição com curadoria de Fernando Velázquez & Lucas Bambozzi (MOOLA)

 

Abertura com performance | 05/03, às 17h

O coletivo (se)cura humana realiza a ação performática inaugural Corpo-Árvore, estruturada como um manifesto sobre os processos de transformação urbana.

 

05 a 14 de março

Segunda a sexta: 10h às 19h | Sábado: 10h às 16h | Domingos: fechado  

ESTAR Conceito | Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1080  

A ESTAR Móveis apresenta Mutualismos, com curadoria de Fernando Velázquez e Lucas Bambozzi, do coletivo MOOLA, durante a 15ª edição da DW! Semana de Design de São Paulo, que acontece de 5 a 14 de março de 2026, com visitação pública a partir das 10h.

No dia da abertura, em 5 de março, às 17h, o coletivo (se)cura humana realiza a ação performática inaugural Corpo-Árvore, estruturada como um manifesto sobre os processos de transformação urbana. A intervenção acontece na praça em frente à loja conceito.

 

A mostra reúne quatorze artistas e coletivos de projeção internacional e trajetória consolidada, entre eles Francis Alÿs, Eder Santos e Raquel Kogan, ao lado de investigações contemporâneas que ampliam o debate entre arte, tecnologia e espaço.

 

CONCEITO
Em Mutualismos, a ESTAR Móveis propõe uma reflexão sobre as redes de interdependência que estruturam a vida contemporânea.

A exposição investiga as relações entre matéria, energia, tecnologia e ambiente, reconhecendo que cada fenômeno se constitui em diálogo com inúmeros outros.

Inspirado no conceito biológico de mutualismo, que descreve relações nas quais organismos coexistem em benefício mútuo, o projeto amplia essa ideia para o campo artístico, onde forças naturais, sociais e tecnológicas se entrelaçam em fluxos contínuos de coexistência.

Entre instalações, vídeos, pinturas e dispositivos sonoros, os trabalhos revelam fricções, equilíbrios instáveis e zonas de passagem. Água, luz, som, concreto e magnetismo emergem como agentes ativos, evidenciando que habitar o mundo é sempre interferir nele.

Em um momento marcado por instabilidades ecológicas e pelo esgotamento de modelos civilizatórios que fragilizaram nossa relação com o ambiente, a mostra convida o público a rever suas formas de percepção e presença no mundo. Ao evidenciar vínculos muitas vezes invisíveis, Mutualismos afirma que o corpo não termina na pele e que a paisagem não termina no horizonte.

 

TEXTO CURATORIAL MOOLA | MUTUALISMOS 

“A biosfera é entrelaçamento, interdependência, intercâmbio e cooperação.  

Da matéria forjada nas primeiras estrelas vieram os elementos que hoje compõem a vida. A energia do sol sustenta a vida na Terra, desde as plantas, que produzem o ar que respiramos e se alimentam dos sais e minerais do solo, até nós, que ao final do ciclo retornamos à terra e rehabitamos o planeta transmutados. Forças invisíveis a olho nu, como os campos magnéticos e a gravidade, regulam ventos, marés e oceanos, que por sua vez modulam o clima e os ritmos da vida. Assim, cada fenômeno existe em relação a incontáveis outros, em um encadeamento contínuo que conecta e afeta.

E a água a ver com tudo. Se o rio seca, a floresta adoece. Se o solo empobrece, a colheita muda. Se uma espécie desaparece, uma rede inteira entra em alerta. O equilíbrio é sempre sutil e hoje sabemos que também somos parte ativa dessas tramas. Nossos modos de viver, incluindo as tecnologias que criamos ao longo do tempo e hoje nos moldam, alteram e modificam as tramas da coexistência. E nossa jornada já deixa marcas indeléveis no planeta, que devolve sinais de seu próprio desatino com o antropocentrismo.

O metabolismo do planeta se revela nas fricções entre sistemas, nos intervalos e nas passagens que tornam a vida possível. Há algo de profundamente líquido nesse processo.

Como se estivéssemos imersos em um mesmo meio — um fluido amniótico compartilhado, onde cada gesto reverbera. Aprender a perceber antes da ruptura e do colapso total é reconhecer que habitar o mundo é sempre interferir nele. De que forma, com qual escuta?

Esta exposição parte da ideia de que viver é participar de uma rede contínua de mutualismos. O corpo não termina na pele, a paisagem não termina no horizonte, respirar é participar dessa química comum. Pois a natureza não está mesmo fora de nós.”

CONTEXTO DA PESQUISA MOOLA

Quando pensamos a vida como circulação, e não como formas isoladas, diferentes vozes convergem. Vladimir Vernadsky descreveu a Terra como um metabolismo em ação; James Lovelock viu nela um sistema capaz de se autorregular; Lynn Margulis mostrou que a evolução nasce de alianças entre espécies.

 

Bruno Latour lembrou que não há um ‘fora’ da Terra, enquanto Eduardo Viveiros de Castro e Deborah Danowski nos convidam a imaginar mundos onde natureza e humanidade não se opõem.

 

Quando Ailton Krenak fala da Terra como parente, traduz em experiência o que esses pensamentos sugerem: viver é estar implicado — uma trama de mutualismos onde cada respiração já é relação.” 

NÚCLEO ARTÍSTICO DA EXPOSIÇÃO
Reunindo artistas de projeção internacional, trajetória histórica e forte inserção institucional, Mutualismos articula diferentes gerações e campos de produção contemporânea.

A presença de Francis Alÿs, referência global com obras em acervos como MoMA, Tate e Bienal de Veneza, estabelece um diálogo com a contribuição pioneira de Eder Santos na videoarte brasileira e com a pesquisa consistente de Raquel Kogan no universo da arte digital.

As explorações sobre som, tecnologia e sistemas emergem nas obras de Felipe Julián (Craca) e de Fernando Velázquez, em diálogo com a produção do coletivo MOOLA, que também apresenta obra própria na mostra.

No campo da espacialidade e da materialidade, destacam-se as pesquisas de André Komatsu e Albano Afonso, enquanto as dimensões poéticas e sensoriais se expandem nas obras de Monica Ventura e Sonia Guggisberg.

O conjunto evidencia um campo de produção que articula arte, tecnologia, espaço e percepção, conferindo à exposição densidade crítica e projeção no circuito especializado.

Ainda, de maneira incidental, os curadores resgatam o pensamento de Yoko Ono, John Cage e Bruce Lee em documentos, instruções e memes que complementam o statement curatorial.

ARTISTAS E OBRAS
Albano Afonso
Anatomia da Luz (instalação)

André Komatsu
Disseminação Concreta (instalação)

Eder Santos
Uakti (vídeo)

Felipe Julián (Craca)
Saipotu Socipotu (instalação sonora)

Fernando Velázquez
Antropobsceno (instalação neon)

Francis Alÿs
Sometimes Making Something Leads to Nothing (vídeo/ação)

Lea van Steen e Raquel Kogan
(instalação)

Lucas Bambozzi
Paisagens Rasgadas (instalação)

MOOLA (Fernando Velázquez, Lucas Bambozzi e Fabio Riff — convidado especial)
Chocalho e o Acelerador de Partículas (objetos cinemáticos)

Monica Ventura
V, série Iná (pintura)
(se)cura humana (Flavio Barollo, Jeferson Rogério, Letícia Progênio, Odacy Oliveira e Wellington Tibério)
Corpo-Árvore (performance)

Sonia Guggisberg
Ilhas Secas (instalação)

PROGRAMAÇÃO
A programação inclui uma performance do coletivo (se)cura humana, realizada na abertura da mostra, no dia 5 de março, às 17h, que será posteriormente incorporada como obra à exposição. Estruturada como um manifesto poético e crítico, a ação articula tecnologia, território e saberes ancestrais.

Em diálogo com os principais conceitos da exposição, a ação propõe uma experiência sensorial participativa em torno da cidade, da memória, do futuro e da coexistência.

Ao longo do período expositivo, serão realizadas ativações diárias e conversas com artistas convidados, ampliando a discussão sobre relações sistêmicas, processos criativos e práticas contemporâneas.

CURADORIA | MOOLA
O coletivo MOOLA, formado por Fernando Velázquez e Lucas Bambozzi, é um desdobramento prático do grupo de estudos independente Mola, com foco nas intersecções entre arte, ciência e tecnologia, coordenado pela dupla desde 2014.

A iniciativa nasce do encontro entre investigações que transcendem fronteiras autorais. Seus objetos e instalações se configuram como dispositivos de tensão, sistemas em permanente estado de teste, aferição e reconhecimento de padrões. São obras que não oferecem respostas definitivas, mas instauram campos de indeterminação, nos quais os sentidos emergem em estado bruto.

Utilizando tecnologias diversas, como vídeo, lasers, motores, projeções e dispositivos digitais, o MOOLA constrói experiências sensoriais e reflexivas, que articulam rigor técnico, improvisação e percepção. 

A partir das trajetórias complementares de seus integrantes, o coletivo desenvolve uma produção que tensiona os limites entre humano, máquina e ambiente, operando no limiar entre o poético, o experimental e o crítico.

Em Mutualismos, a curadoria constrói um campo relacional no qual as obras dialogam entre si e com o espaço expositivo, ativando vivências que permeiam dimensões sensíveis.

Fernando Velázquez (@f___velazquez_)
Lucas Bambozzi (@lucas_bambozzi_)
MOOLA — @mola_arte_ciencia_tecnologia

PARCERIA ESTAR + MOOLA

A colaboração entre a Estar Móveis e o coletivo MOOLA teve início em 2025, com a exposição Que Inteligência é Essa?, que investigou os impactos da inteligência artificial, dos algoritmos e das interfaces tecnológicas sobre a percepção da realidade. Na ocasião, o projeto propôs uma reflexão sobre verdade, artificialidade e experiência em ambientes mediados por máquinas.

Em Mutualismos, a parceria se aprofunda, deslocando o foco da mediação algorítmica para os sistemas de interconexão entre corpos, ambientes, tecnologias e ecossistemas, reafirmando o compromisso conjunto com a pesquisa, a experimentação e o pensamento crítico.

 

SOBRE A ESTAR MÓVEIS

Com mais de sete décadas de trajetória, a ESTAR Móveis consolidou-se como referência no design brasileiro, combinando expertise de mercado, curadoria apurada e investigação contínua em materialidade e processos. Sob a liderança de Edith Diesendruck, diretora criativa, e Raquel Fogelman, diretora comercial e de gestão, a marca desenvolve coleções que articulam linguagem contemporânea, excelência produtiva e identidade própria.

 

A loja conceito ESTAR Gabriel, inaugurada em 2013 na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, abriga também o ESTAR Anexo, espaço dedicado a exposições e projetos especiais. Desde 2023, a marca integra o D&D Shopping, ampliando sua presença no principal polo de design da cidade. 

www.estarmoveis.com.br
ESTAR Móveis (@estarmoveis) 

 

SERVIÇO

ESTAR Móveis no DW! Semana de Design 2026  

Exposição: Mutualismos  

Curadoria: Fernando Velázquez & Lucas Bambozzi (MOOLA)

Período: 5 a 14 de março de 2026  

 

Abertura

05 de março, a partir das 10h

Performance do coletivo (se)cura humana: às 17h, na praça em frente à loja 

Recepção à imprensa e convidados: das 16h às 19h

 

Local  

Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1080  

Jardim América — São Paulo — SP  

 

Horários de visitação  

Segunda a sexta: 10h às 19h  

Sábado: 10h às 16h  

Domingos: fechado  

 

Entrada gratuita  

 

Créditos: Cris Landi


* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

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