Deus sive Natura - Os 349 anos da Morte de Spinoza + O Triângulo da Leitura, por Ricardo Hecker Luz*
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| Foto meramente ilustrativa. |
Deus, ou seja, a Natureza + Espinoza Descartes e o Amor à TIS
A leitura atenta deste saber infinito, certo e claro
deveria reescrever todas as religões: as judaicas, as cristãs, as evangélicas e
as oriundas do Alcorão. Isso não acontece. A censura à verdade de 1677 não
morre em 2026 e em tempo algum. O amor de todos à Tolice, à Ignorância e à Superstição elimina,
por princípio, a chance de ler, entender e aceitar a
verdade destas três palavrinhas mágicas. Deus sive Natura. O Deus
Impossível de existir no mundo real deixa de existir em qualquer mundo
possível. O Deus Real ‘respira’ a verdade certa e eterna.
O 21 de fevereiro de 2026 marca os 349 anos da morte
do maior filósofo de todos os tempos. Benedictus de Spinoza.
E ele tem um papel muito importante na minha vida. Por volta de 2017, 10 anos
após o meu achado científico do Leitor de Uma Palavra, leio o livro do gênio
insuperável como um romance simples. E o LUP reaparece
com todas as letras na voz escrita em edição barata, de R$5, do Tratado da
Reforma do Entendimento (1677). O par da leitura [bola]letrado=/’bola/falado ganha
uma nova dimensão em 2021. O conceito óbvio e simples do Lup vira
a essência do ler na mente.
A produção intelectual violenta descreve o ler
‘geométrico’ da palavra, da sílaba e do grafema em 5 volumes da Série Ler com
Toquinho (2021). E, como diria Renê Descartes, os meus 20 anos
de estudos dedicados e pacientes se chocam com as tradições loucas de
‘coveiros’ que só querem convencer os outros de suas verdades, sem se preocupar
por um instante com a verdade. Eles tomam a ‘escrita’ pela ‘leitura’ e se surpreendem muito
quando muitas crianças não aprendem nada da leitura com o alfabeto e as letras
soltas.
O mesmo Renê Descartes alerta. “Só se descobre a
verdade, pouco a pouco, em algumas matérias.” E preciso de mais 5 anos para
redifinir tudo da leitura, isto é, a distância a ser percorrida, o saber
necessário e o processo integral de transformar uma mente iletrada – não
leitora de nenhuma palavra, em uma mente letrada e leitora de todas as palavras
de uma lingua materna qualquer, como o português do Brasil. E duas crianças, a
Maria Clara e o Ravi, me ajudam a entender mais e melhor a essência de tudo e
de muitos detalhes. E, claro, não tenho todas as respostas para tudo do
letramento.
As aulas e as brincadeiras me permitem ver e a
entender nuances complexos – invisíveis a todos, menos a mim. E repito
Descartes. Apenas eu criei o conceito do LUP. Apenas eu estudei a leitura por
mais de 20 anos. Só eu poderia descobrir e definir a ideia adequada da
leitura. As pesquisas com a Maria Clara e as brincadeiras com o Ravi
ocorrem entre 2022 e 2026 e me ajudam a clarificar tudo. E, só em janeiro de
2026, consigo traduzir a leitura e o ler em termos muito espinozianos – o par falado
e letrado é essência objetiva do ler e da leitura. A
alegria breve e eterna sempre me acompanhará.
B. de Espinoza, 1632-1677. Principais Obras: Tratado da
Reforma do Entendimento, Ética, Tratado
Teológico-Político, Tratado Político. Editei alguns textos
de Spinoza: A Cura (Tratado da Reforma do Entendimento)
e Prefácio (Tratado
Teológico-Político). São uns 10 livros físicos disponíveis.
Obras sobre Spinoza no Brasil: O Segredo de
Espinoza (José Rodrigues dos Santos) O Milagre
Espinoza (Frédéric Lenoir) O Problema
Spinoza (Irvin Yalon) Espinoza: uma filosofia da
liberdade (Marilena Chauí) Nervura do
Real (Marilena Chauí) Nervura do Real II (Marilena
Chauí)
MATÉRIA ANTECIPADA E ADAPTADA SOBRE O LANÇAMENTO DE
LER COM TOQUINHO 1 - A SER PUBLICADA EM 24/2/26
Espinoza Descartes e o Amor à TIS (a luta contra a Tolice, a Ignorância e a Superstição)
revela a associação feliz e alegre do conceito de Leitor de uma
Palavra com Espinoza. “A verdade de Ric*Luz e a gravidade
da leitura lexical e extralexical se apoiam em dois gênios do pensar a vida, o
ser, o conhecimento e a verdade”, propõe o autor. O conceito forjado na
linguística com a codificação do falado no letrado /’bola/=[bola] permite
a decodificação do letrado no falado [bola]=/’bóla/. E
Spinoza explica o Lup por uma perspectiva nova e
diferente, com as forças do intelecto.
“Se a ideia é aquela da coisa mais simples, ela não
poderá ser senão clara e distinta; pois
essa coisa deverá ser conhecida, não em parte, mas na totalidade,
caso contrário, dela nada se poderá conhecer.”
[Tratado
da Reforma do Entendimento]. A citação explica o fracasso
repetido da didática do alfabeto e das letras soltas (nada se
poderá conhecer) e o sucesso absoluto na leitura do todo da
palavra [bola] (Se a ideia é
aquela da coisa mais simples, ela não poderá ser senão clara e distinta).
Há sintonias com o Discurso Sobre o Método, de Renê Descartes, o pai
da 'ciência' geométrica.
“Uma multidão de votos não é uma
prova válida para as verdades mais difíceis de se descobrir. [...] E me sinto
obrigado a empreender por mim mesmo a tarefa de me conduzir buscando um
verdadeiro método para chegar ao conhecimento de todas as coisas”, no caso de
Ricardo Hecker Luz, do conhecimento de todas as coisas da leitura no processo
de levar uma mente iletrada ao letramento completo no português do
Brasil. O livro do ric*luz reflete um pouco sobre o feliz encontro de um
conceito óbvio, o Leitor de uma Palavra, com a ideia adequada eterna
de Espinoza.
Segundo o escritor e cientista Ricardo Hecker Luz,
não há meio de se forjar o sistema letrado na mente sem
usar a equação do Lup em todos os elementos essenciais da
fala. A escola ignora isso! A essência
objetiva do Ler. Confundir escrita e leitura mostra essa
loucura sem fim dos professores. E se obriga a decorar nomes de
letras e a somar as letras para 'tentar' e não conseguir
ler o nome que 'escrevem' bem. O ler grafêmico e silábico (o ler
extralexical) nunca usa o ler todo da palavra letrada e falada (o ler lexical),
muito fácil de entender e ler (Luz 2010, 2024, 2025).
“E o costume que adquiriram de aprender coisas mais
fáceis primeiro e depois passando às mais difíceis, pouco a pouco, lhe servirá
muito melhor do que todas as minhas instruções”, as palavras de Renê Descartes
se casam com as do Ric e as de Spinoza. E o s dois gênios da
filosofia sugerem que a escola sabe bem pouco sobre o que julga saber
tudo. E os sábios reforçam a necessidade de se iniciar o letramento com
a leitura
da palavra, algo fácil, simples e 'automático'. Ric, Renê e o
Bento rechacam 'as ideias inadequadas da leitura'. O cientista e a VIS - a
soma alegre e feliz da Verdade com a Inteligência e o Saber - parecem incapazes
de derrotar as tradições loucas da TIS e corrigir o ensinar apenas o mais
díficil antes, agora e sempre.
Mais informações no site www.abc100abc.com.br.
*Ricardo Hecker Luz é Mestre e Doutor em Linguística

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