Deep Purple: 30 anos de "Purpendicular"
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| "Purpendicular', do Deep Purple, completa 30 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 17 de fevereiro, o álbum "Purpendicular", do Deep Purple, completa 30 anos de lançamento. Gravado entre fevereiro e outubro de 1995, no Greg Rike Prodctions, em Altamonte Springs, na Flórida, a obra foi produzida pela própria banda e lançada pela RCA.
Em 1984, depois de oito anos inativo, o Deep Purple volta à ativa com a sua mais lendária formação, o MKII (Gillan, Glover, Blackmore, Lord e Paice) e lançaram o ótimo “Perfect Strangers”, ainda em 1984. Desde então, a crise de egos entre o guitarrista Ritchie Blackmore e o vocalista Ian Gillan se inflamou cada vez mais ao longo dos anos. Tanto que entre 1989 e 1992, Gillan saiu, foi substituído por Joe Lynn Turner, praticamente deixando o grupo soar uma espécie de “Deep Rainbow” (Deep Purple + Rainbow) e, por pressão de Glover, Lord e Paice, obrigou Blackmore a “engolir” o sapo para ter o vocalista de volta. Mesmo com esse afastamento temporário, as desavenças entre ambos não diminuíram e, de saco cheio, o autor do riff de “Smoke On The Water” caiu fora de vez do Deep Purple. A banda tentou Joe Satriani nas guitarras, porém, o substituto escolhido para o lugar de Blackmore foi outro: Steve Morse (ex-Kansas e Dixie Dregs).
Com o novo guitarrista, o Deep Purple ficou quase todo o ano de 1995 (entre fevereiro e outubro) trancado nos estúdios Greg Rike Productions, em Orlando, Flórida (EUA) para a gravação de seu décimo quinto álbum de estúdio, “Purpendicular”, que foi lançado em fevereiro de 1996 no Reino Unido e em abril nos Estados Unidos.
O
disco é considerado um dos melhores que a banda lançou sem Ritchie Blackmore
(particularmente considero este e “Come Taste The Band”, como os melhores álbuns do Deep
Purple sem Ritchie), há faixas com toque experimental como a empolgante “The Aviator”,
pequenas partes de teclado em torno das partes da guitarra como a música de abertura
do álbum, “Vavoom: Ted The
Mecanic”, que inicia com o excelente riff de Morse, constatando
que a sua escolha foi bastante válida, além da ótima “Sometimes I Feel Like Screaming” – este merece a
alcunha de “clássico” além de ser uma das melhores baladas do Deep Purple
(acredito que é a melhor desde “Soldier Of Fortune”, de “Stormbringer”,
de 1974). É claro que o grupo não abandonou o lado “rocker”, vide “Somebody Stole My
Guitar” e “Hey Cisco”. E, para não passar despercebido, a gaita aparece
em “The Purpendicular
Waltz”, a última faixa do disco. As demais é aquele hard
rock/heavy metal tradicional do Deep Purple.
Como
você percebeu, o nome do álbum – “Purpendicular” – é um trocadilho, neste caso, com
base no nome da banda e a palavra “perpendicular”.
E
o Deep Purple, com essa formação: Gillan, Glover, Lord, Paice e Morse, se
revitalizou e foi muito feliz com a escolha de Steve Morse, que foi considerado
o principal responsável em resgatar a autoestima da banda.
A
seguir a ficha técnica e o tracklist da obra
Por
Jorge Almeida

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