Conheça o Cineclube Cachoeira, que propõe encontros para debater o audiovisual no interior do estado do Rio *

 

Foto meramente ilustrativa.

O projeto fortalece o acesso à cultura no município de Valença (RJ)

O Cineclube Cachoeira surge como um espaço de encontro, escuta e partilha em torno do cinema, afirmando o audiovisual como linguagem, experiência e provocação — e não como produto de consumo. Instalado e pensado a partir do território, o projeto reforça a importância de fomentar a cultura no interior do estado, ampliando o acesso aos bens culturais e estimulando a formação de público fora dos grandes centros.

Mais do que uma programação regular de exibição de filmes, o Cineclube Cachoeira se estabelece como uma prática contínua. Cada sessão é um convite para estar junto, assistir a um filme e prolongar a experiência no diálogo. As conversas fazem parte indissociável do encontro: o filme não termina nos créditos, mas se desdobra em debates, discordâncias, memórias e associações livres, produzindo pensamento coletivo.

O idealizador, curador e cineasta Rodrigo Graciosa ressalta a importância do projeto: “Com uma atuação que reconhece a cidade não apenas como público, mas como matéria viva do processo, o cineclube também cumpre um papel estratégico de fomento ao audiovisual local. Ao formar espectadores, despertar o interesse pelo cinema e incentivar novos olhares, o projeto contribui para o surgimento de potenciais realizadores no próprio território, fortalecendo a cadeia cultural de forma orgânica e duradoura.".

A curadoria do Cineclube Cachoeira se distancia de tendências de mercado e da lógica algorítmica. Parte do desejo de fricção, descoberta e deslocamento, assumindo o risco como elemento fundamental da experiência cultural. Ao mesmo tempo, reafirma seu compromisso com a democratização do acesso, envolvendo o público por meio de pesquisas e votações que participam da escolha dos filmes exibidos.

A programação de 2026 foi concebida como uma jornada acessível pelas diferentes formas de narrar no cinema. O percurso começa na narrativa clássica, atravessa o cinema moderno e chega às produções contemporâneas, oferecendo ao público ferramentas sensíveis para ampliar seu repertório e seu olhar crítico, sem exigir conhecimento prévio.

Cada sessão é acompanhada por materiais de apoio — pequenas publicações digitais que contextualizam os filmes e explicitam as escolhas curatoriais — além de peças gráficas inspiradas nas obras exibidas, sorteadas ao final dos encontros. Esses elementos funcionam como registros e extensões da experiência, contribuindo para a construção de memória e circulação de conhecimento.

Independente por escolha, o Cineclube Cachoeira busca sustentabilidade por meio de um financiamento coletivo contínuo. A proposta aposta em um modelo de baixo custo para quem apoia, mas de alto retorno simbólico e intelectual: ao longo de 2026, os associados participam ativamente de debates, trocas e processos formativos que extrapolam a simples exibição de filmes. “O financiamento coletivo é entendido como uma forma de fortalecer vínculos, ampliar o engajamento e garantir autonomia ao projeto, sem abrir mão da possibilidade de futuras parcerias.", declara Rodrigo Graciosa.

Em um cenário de concentração de ofertas culturais e dificuldades de acesso no interior, o Cineclube Cachoeira reafirma o cinema como ferramenta de encontro, reflexão e construção coletiva. Mais do que exibir filmes, o projeto sustenta uma prática: ver juntos, conversar juntos e sustentar juntos a cultura como bem comum.

Sobre o curador
Rodrigo Graciosa é produtor e curador do Cineclube Cachoeira. Atua no Conselho Municipal de Cultura de Valença-RJ na cadeira do audiovisual e organiza o Fórum Setorial Audiovisual de Valença RJ (FSAV). Formado em design pela Puc-Rio, deu seus primeiros passos no audiovisual na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no ano de 2003. Concluído o curso, fez a Oficina de Direção de Fotografia Avançada, na EICTV (Cuba), no ano de 2006. Em 2008 foi selecionado para a Oficina de Direção de Fotografia na TV Globo e trabalhou na emissora como diretor de fotografia até julho de 2012. Em 2020, concluiu o curso de formação de roteirista na Roteiraria. Publicou o podcast de entrevistas “3TABELAS”. Produziu, roteirizou e dirigiu os curta-metragens "Bento", “Minha Cidade” e "Cidade dos Sonhos”. É cineasta e atua no mercado audiovisual como diretor de fotografia.

Serviço
Cineclube Cachoeira na web
Campanha de financiamento coletivo contínuo no Apoia.se 
Cineclube Cachoeira (@cineclubecachoeira)
3 tabelas - podcast
FSAV | Fórum Setorial Audiovisual de Valença-RJ (@fsavalencarj)
www.rodrigograciosa.com
IMDB 

Créditos: Carolina Graciosa da Fonseca

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Chamado à reparação *

Renegado lança MargeNow *

Laion Bot: Com foco em melhor praticidade, Fortaleza lança canal de atendimento por Inteligência Artificial *