Carnaval no Museu da Língua Portuguesa tem apresentação de bloco boliviano e visita especial que destaca as mulheres no samba *
![]() |
| Lateral do edifício do Museu da Língua Portuguesa. Créditos: divulgação |
Instituição funcionará normalmente durante os dias de folia, entre 14 e 22 de fevereiro, estando fechado somente no dia 16
O Museu da Língua Portuguesa é uma ótima opção
de passeio para quem estiver na capital paulista no Carnaval. Durante
os dias de folia, entre 14 e 22 de fevereiro, vai funcionar normalmente – só
estará fechado na segunda-feira, dia 16, para manutenção – e terá duas
atrações especiais que fazem alusão ao Carnaval. Para quem quiser fugir do
agito carnavalesco, a exposição principal e a mostra
temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade estarão
abertas para o público. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz,
o Museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria
Criativas do Estado de São Paulo.
No dia 14 de fevereiro (sábado), às 10h, o Núcleo
Educativo realizará a visita especial Mulheres no Samba.
Explorando o conteúdo da exposição principal que remete ao Carnaval, os
educadores vão abordar as contribuições das mulheres negras compositoras e
intérpretes de um dos principais gêneros musicais do país.
Clementina de Jesus e Aracy de Almeida, por exemplo,
aparecem na experiência Português do Brasil, linha do tempo que narra a
história da nossa língua desde o Império Romano até os dias de hoje. Já Alcione
é um dos destaques da instalação Falares, que enaltece a diversidade da língua
portuguesa falada no Brasil por meio de telas em tamanho real onde aparecem pessoas
de diversas origens e idades de todos os cantos do país dando
depoimentos.
Para participar desta visita especial, que é
gratuita, o visitante deve comparecer ao Pátio A, perto da bilheteria, 15
minutos antes de seu início.
No dia 21 (sábado), às 14h, no Saguão Central da
Estação da Luz, a atração é a fraternidade Tinkus Bolívia Wayna Lisos, grupo do
território da Luz, onde o Museu está localizado, que estuda a dança tradicional
e folclórica da Bolívia. Esta manifestação, com os dançarinos usando trajes
coloridos, ganha destaque em eventos como o Carnaval de Oruro, reconhecido pela
Unesco como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade.
Será uma oportunidade de prestigiar uma manifestação
de Carnaval diferente do que é visto comumente na cidade de São Paulo, onde
predominam os bloquinhos e os desfiles das escolas de samba.
Com experiências audiovisuais e interativas, a exposição
principal destaca a variedade da língua portuguesa falada
no Brasil. Um dos destaques é a experiência Palavras Cruzadas, na
qual é possível descobrir a origem de dezenas de termos de nosso
vocabulário. Entre eles, baderna, futebol, mandio
Com 473 obras em exibição, entre pinturas,
fotografias e registros audiovisuais, a exposição temporária FUNK: Um
grito de ousadia e liberdade apresenta as marcas deste
movimento cultural que transforma modos de falar, vestir e criar. Concebida
pelo Museu de Arte do Rio (MAR), a mostra tem curadoria de Taísa Machado, Dom
Filó, Amanda Bonan, Marcelo Campos e Renata Prado.
A exposição evidencia o caminho percorrido pelo funk
desde a influência da música negra estadunidense, passando pelos bailes black e
soul dos anos 1960 e 1970, até o estabelecimento no Rio de Janeiro com
características próprias e depois em São Paulo, onde também assumiu feições
locais. A versão paulistana do projeto inclui obras de nomes como Tami Silva,
Brenda Nicole e Rafa Black, que destacam o funk na Baixada Santista e na
capital paulista. Há trabalhos espalhados no primeiro andar do Museu, no
Pátio B e no Pátio A.
O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da
Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de
São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O
IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social de Cultura
responsável pela sua gestão.
A exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e
liberdade conta com patrocínio máster da Petrobras e da Motiva; patrocínio da
Vale; e apoio do Instituto Ultra, do Itaú Unibanco e da CAIXA. Concebida pelo
Museu de Arte do Rio, equipamento da Secretaria Municipal de Cultura da cidade
do Rio de Janeiro e gerido pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI),
a exposição é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da
Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da
Cultura – Lei Rouanet.
Créditos: Alan de Faria | IDBR
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

Comentários
Postar um comentário