Carla Prata usa “efeito surpresa” e transforma fantasia em espetáculo na Avenida *
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| Carla Prata. Créditos: Luís Felipe Morais |
Rainha da Tucuruvi aposta em uma das fantasias mais simbólica de sua carreira, sem costeiro, e encanta a Avenida com vermelho intenso, rosas e entrega absoluta no samba
Carla Prata protagonizou um dos momentos mais marcantes da noite ao desfilar como Rainha de Bateria da Acadêmicos do Tucuruvi, terceira escola a entrar na Avenida, neste domingo, dia 15 de fevereiro.
Com muito samba no pé, técnica apurada e sintonia absoluta com a
bateria, ela mostrou entrega total do primeiro ao último compasso.
Uma escolha estética que saiu do excesso tradicional de costeiros
monumentais, cristais de valores astronômicos e plumas, Carla surpreendeu
ao apresentar a proposta mais minimalista de sua carreira.
O visual foi dominado por um vermelho vibrante e intenso, que
envolvia o corpo como uma segunda pele. O body estruturado, em base nude, era
ricamente bordado com pedrarias vermelhas aplicadas em desenhos orgânicos que
acompanhavam as curvas com precisão. No busto e na região do quadril, rosas
tridimensionais se destacavam em volumes estratégicos, criando profundidade e
movimento a cada passo.
Sem costeiro, a imponência vinha da construção do próprio
figurino. Ombros levemente estruturados recebiam aplicações de plumas vermelhas
que ampliavam a silhueta sem esconder o corpo. O headpiece marcante reunia
flores, plumas e velas estilizadas com chamas acesas — símbolo de fé, proteção
e luz.
A saia longa em organza vermelha translúcida formava um manto
dramático que fluía com leveza, criando ondas intensas a cada giro. Aplicações
de rosas espalhadas pela extensão da peça reforçavam a estética de um jardim em
chamas — forte, feminino e simbólico.
Nas pernas, a tradicional meia arrastão equilibrava sensualidade e
tradição, enquanto o salto alto vermelho alongava a silhueta e sustentava a
presença imponente da Rainha.
As velas ganharam vida em um dos momentos mais comentados da noite,
quando Carla as acendeu com o auxílio de uma varinha cênica, efeito que gerou
encanto.
Representando “todas as Marias”, Carla levou para a Avenida uma
fantasia considerada a mais simples de sua trajetória — mas talvez a mais
potente em significado. Um luxo que não estava no excesso, mas na
ancestralidade, na fé e na força feminina traduzida no vermelho do fogo e da
paixão.
À vontade, confiante e profundamente conectada à bateria, Carla mostrou que o verdadeiro brilho do Carnaval nasce da entrega. E, na noite em que a Tucuruvi entrou na Avenida, ela provou que simplicidade pode ser grandiosa quando carrega verdade.
Créditos: Fabiana Villela | Talento Comunicação
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

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