Tim Maia: 55 anos de “Tim Maia”, o segundo disco do “Síndico”

 

"Tim Maia", segundo disco solo de Tim Maia, que completa 55 anos em 2026.

Aproveitando que nesta quarta-feira (6), portanto, “hoje é o dia de Santo Reis’, como cantara o saudoso Tim Maia (1942-1998), gostaria de aproveitar para falar sobre os 55 anos de lançamento do segundo disco solo do cantor, que traz apenas seu nome. Gravado nos estúdios Somil, em Botafogo, no Rio de Janeiro, o álbum foi lançado em 1971 e produzido pelo próprio Tim.

A obra apresenta um verdadeiro caldeirão sonoro, com Soul, Funk e outros ritmos brasileiros com uma naturalidade absurda. Afinal, o artista tinha plena liberdade para criar, muito por conta do enorme sucesso do trabalho anterior. E, assim, o Síndico nos brindou com outra pedrada sonora.

Logo de cara, a ótima “A Festa do Santo Reis”, que traz uma junção de baião com Soul, que virou uma marca de Tim Maia. Depois, um dos maiores sucessos da carreira do cantor: “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, um clássico Samba-Soul, arrasador, direto e que apresenta uma visão afetiva e humana de Tim Maia. E que, anos depois, foi devidamente “adaptada” pela torcida do Corinthians. Quem nunca cantou essa música na vida? Um dos maiores hits da carreira. A obra continua com “Salve Nossa Senhora”, parceria de Carlos Imperial e Eduardo Araújo, mantendo o diálogo entre o soul e o baião, e avança para regravações que ganham nova força na voz de Tim, como “Não Vou Ficar”, que fez bastante sucesso com uma versão funk com Roberto Carlos. E o lado A termina com “Broken Heart”.

E o lado B abre com “Você” — outro sucesso absoluto do disco — e “Meu País”. Há ainda tempo para requinte de bossa nova em “Preciso Aprender a Ser Só”, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, mostrando as raízes e a versatilidade do artista, além do swing em inglês de “I Don’t Know What to Do With Myself”, parceria com Hyldon. Acompanhado por uma banda afiada, com destaque para os jovens Hyldon e Paulinho Guitarra, o disco é constantemente mencionado entre os melhores da música brasileira, figurando em listas como a da Rolling Stone. Mais do que uma sequência bem-sucedida, “Tim Maia” (1971) é o álbum em que ele se firma definitivamente como o maior soulman do Brasil.

E, em tempos sombrios, façamos como Tim Maia: não queira dinheiro, só amar.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Tim Maia
Intérprete: Tim Maia
Lançamento: 1971
Gravadora/Distribuidora: Polydor
Produtor: Tim Maia

Tim Maia: voz e violão

Hyldon e Paulinho Guitarra: guitarras
Capacete: baixo
Paulinho Braga: bateria
Peter Thomas: órgão e acordeão
Pinduca: vibrafone
Don Chacal: percussão
Renata Lu, Graça Lami, Clarisse e As Gatas (Zenilda Barroso, Dinorah Lemos e Eurídice): vocais de apoio
Waldir de Barros e Darcy da Cruz: piston
Zé Bodega: saxofone tenor
Aurino Ferreira: saxofone barítono
Zeca do Trombone e Sílvio: trombones
Homero Gelmini (Spala), Marcelo Pompeu Filho, Quinídio Faustino Teixeira, Gentil Dias, Natércia Teixeira da Silva, Adolpho Pissarenko, Pesach Nisembau, Otávio Canabrava Waladares e Octávio Miranda Ilha: violinos
Murillo da Silva Lourdes e Nelson de Macêdo: violas
Ana Bezerra de Mello Devos e Alceu de Almeida Reis: violoncelos

1. A Festa de Santo Reis (Márcio Leonardo)
2. Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar) (Tim Maia)
3. Salve Nossa Senhora (Eduardo Araújo / Carlos Imperial)
4. Um Dia Eu Chego Lá (Tim Maia)
5. Não Vou Ficar (Tim Maia)
6. Broken Heart (Tim Maia)
7. Você (Tim Maia)
8. Preciso Aprender a Ser Só (Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)
9. I Don't Know What To Do With Myself (Tim Maia / Hyldon)
10. É Por Você Que Vivo (Tim Maia / Rosa Maia)
11. Meu País (Tim Maia)
12. I Don't Care (Tim Maia)

Por Jorge Almeida

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