O culto do bem-estar: jornalista americana investiga a cultura do autocuidado e seus impactos na saúde mental *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Novo lançamento da Editora Contexto, o livro de Rina Raphael analisa uma indústria que movimenta trilhões de dólares.
Cansaço constante, ansiedade e a sensação de nunca
estar fazendo o suficiente atravessam o cotidiano de muitas pessoas. Nos
últimos anos, esse mal-estar passou a ser frequentemente enquadrado pelo
discurso do autocuidado como algo a ser resolvido por meio de escolhas
individuais, práticas e protocolos específicos. É a partir desse cenário que a
jornalista americana Rina Raphael constrói O culto do
bem-estar, livro que chega ao Brasil pela Editora Contexto
na primeira quinzena de fevereiro.
Resultado de uma ampla investigação, O culto do
bem-estar examina as promessas feitas pelas marcas de
bem-estar e questiona a lógica segundo a qual soluções isoladas seriam capazes
de responder a questões de saúde mental e qualidade de vida que são, na
prática, complexas e multifatoriais. Ao longo da obra, Raphael dedica atenção
especial à experiência feminina, mostrando como mulheres, historicamente menos
estudadas pela ciência e mais cobradas socialmente, se tornaram o principal
público de um mercado que transforma cuidado em obrigação e vulnerabilidade em
falha pessoal.
Jornalista americana especializada em saúde,
bem-estar e tecnologia, Rina Raphael acompanha há anos a consolidação da
indústria global do autocuidado. No livro, ela analisa como práticas legítimas
de cuidado passaram gradualmente a assumir um caráter prescritivo,
transformando-se em exigências permanentes de equilíbrio e controle emocional.
Nesse processo, o bem-estar deixa de funcionar como
apoio e passa a operar como parâmetro de desempenho. A promessa de que é
possível “dar conta de tudo” – desde que se siga o método certo – desloca para
o indivíduo a responsabilidade por estados de exaustão que têm origem em
rotinas de trabalho intensas, desigualdades estruturais e falta de redes de
apoio.
Ao percorrer os principais pilares do movimento do
bem-estar – alimentação, exercícios, gerenciamento do estresse e
espiritualidade –, O
culto do bem-estar mostra como o desejo legítimo de cuidar de
si foi progressivamente capturado por narrativas que prometem controle sobre o
corpo, a mente e o futuro.
Rina observa que, em um contexto de instabilidade e sobrecarga, a ideia de controle se torna especialmente sedutora. Produtos, rituais e protocolos são apresentados como atalhos para equilíbrio e segurança, ainda que frequentemente ignorem as condições reais de vida das pessoas que os consomem.
Debate
global que dialoga com a realidade brasileira
Embora escrito a partir do contexto
norte-americano, O culto do bem-estar dialoga diretamente com a
realidade brasileira, em que o vocabulário do autocuidado se espalhou
rapidamente pelas redes sociais, pelos consultórios e pelo mercado editorial.
A publicação propõe uma leitura crítica que não
ridiculariza quem busca alívio nem nega a importância do autocuidado. O que a
autora questiona é a lógica do atalho.
Publicado originalmente nos Estados Unidos, O culto do
bem-estar recebeu atenção da imprensa internacional, com
resenhas e reportagens em veículos como The New York Times, The Guardian, The Times (Reino
Unido), The
Wall Street Journal, Good Morning America e Los Angeles
Times. Os direitos de tradução já foram vendidos para países como
Reino Unido, China e Polônia.
A edição brasileira conta com prefácio da psicóloga clínica e pesquisadora Ilana Pinsky, que aproxima o debate da realidade nacional e reforça a importância de distinguir cuidado de marketing, ciência de promessa e responsabilidade de culpa.
Serviço
Livro: O culto do
bem-estar
Editora: Editora
Contexto
Autora: Rina
Raphael
Tradutora: Marcella
de Melo Silva
Nº
de páginas: 400
Preço: R$
99,90
Prefácio
da edição brasileira: Ilana Pinsky
Data
de lançamento: 10 de fevereiro
Pré-venda
Créditos: Camila Santana | Digital Trix
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

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