Grand Funk Railroad: 50 anos de "Born To Die"
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| "Born To Die", do Grand Funk Railroad, completa 50 anos em 2026. |
Neste mês de janeiro, o décimo disco de estúdio do Grand Funk Railroad, “Born To Die”, completa 50 anos de seu lançamento. Produzido por Jimmy Ienner, o disco foi lançado pela Capitol Records e é considerado um dos piores trabalhos dos norte-americanos.
Depois de anos de convívio, os integrantes do Grand Funk
Railroad estavam esgotados e queriam parar e, antes dessa parada, lançaram o
pouco inspirado “Born
To Die”. O cansaço e o estresse estavam tão presentes na vida dos
integrantes que os caras encerraram as atividades durante as sessões do álbum e
que, em comum acordo, os músicos decidiram tornar público o assunto depois que
a obra foi lançada.
O título do álbum é considerado um dos mais sombrios do grupo,
afastando-se da atitude otimista e arrogante que prevalecia em álbuns
anteriores, como “All
The Girls In The World Beware!!!” (1974), e focando em conteúdo
musical e lírico mais sombrio sobre morte, política e relacionamentos pessoais.
O momento vivido pela banda, refletiu em um disco sem inspiração, onde que poucas faixas se destacam. A faixa-título, que abre a obra, foi composta por Mark Farner em memória de um primo que morreu por conta de um acidente com motocicleta. Enquanto a pop “Sally”, que foi lançada como single, foi escrita por Farner por conta de seu interesse amoroso pela cantora e atriz Sally Kellerman e que merece destaque também pela presença da gaita na ‘intro’. Outro destaque fica por conta de “I Fell For Your Love”, em que a temática explora a depressão criada por conta do fim de um relacionamento. Outra boa pedida do play é “Take Me”, um Hard Rock vigoroso com uma boa dose de energia adicionada. E, em meio às faixas mais sombrias, destaque para “Love Is Dyin’”, que tem uma melodia forte e pesada mesclada a sentimentos tristes para uma música que, paralelamente, é emocionalmente afetiva.
Aliás, a capa da obra, de péssimo gosto por sinal, que mostra
cada integrante em um caixão diferente deixa nítido de que o clima entre eles
não era dos melhores.
Apesar de ser considerado o pior disco do Grand Funk Railroad,
“Born To Die” tem bons momentos sim, claro que nada se comparado aos primeiros
trabalhos dos caras, mas ele é aquele típico trabalho que não desperta aquele
interesse à primeira audição, mas que, conforme escutamos a obra ao longo do
tempo, damos o seu valor. Mas, em todo caso, a aquisição só vale para quem já
conhece a obra do GFR.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist (da versão remasterizada)
da obra.
Por Jorge Almeida

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