Scorpions: 25 anos de “Moment Of Glory”
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| “Moment Of Glory”, álbum do Scorpions com a participação da Orquestra Filarmônica de Berlim, completa 25 anos de lançamento em 2025. |
Nesta sexta-feira, 8 de agosto, o álbum “Moment Of Glory”, do Scorpions, chega ao seu 25º aniversário de lançamento. Na verdade, é uma compilação de clássicos do grupo alemão gravado com a The Berlin Philharmonic Orchestra. Produzido pela banda em conjunto com Christian Kolonovits, o disco foi gravado entre janeiro e abril de 2000 e lançado pela EMI Classics.
Projetos
musicais envolvendo bandas de rock com orquestras sinfônicas não é nenhuma
novidade, não é mesmo? Antes dos alemães, grupos como Deep Purple, Rage,
Metallica, entre outros, já haviam lançado material nesse formato, e Scorpions
não fez diferente e veio com um dos melhores discos que misturam o erudito com
o popular, ainda mais que o grupo vinha do lançamento de um disco bem fraco, “Eye II Eye”
(1999).
O
álbum começa com “Hurricane
2000”, que nada mais é do que “Rock You Like A Hurricane” com outro nome. A
clássica música pesada da banda começa com uma ‘intro’ com violinos marcando
ótima presença, depois surgem as guitarras e a inconfundível voz de Klaus Meine
cantando muito bem. Depois, vem a faixa-título do play, que é a única inédita:
uma linda balada com uma letra igualmente. Destaque para a participação do
Gumpoldtskirchener Spatzen, de Vienna, que nada mais é do que um coral de
crianças. Aliás, o Scorpions é especialista em fazer ótimas baladas e essa é
mais uma dentre tantas. E vale citar que a música foi o tema da EXPO 2000 de
Hanover, cidade-natal do grupo.
O
terceiro tema é “Send
Me An Angel”, mais um tema melódico e conhecida faixa que saiu
originalmente no álbum “Crazy
World” (1990). Os destaques aqui ficam por conta dos arranjos
feitos com o piano e a participação de Zucchero, um cantor e compositor
italiano. Na sequência, uma balada que dispensa apresentação: “Wind Of Change”.
A clássica música ficou absurdamente espetacular com o acompanhamento da
orquestra. Moralmente, considero o hino da Alemanha, pois a canção original
saiu bem na época que a terra-natal da banda vivia a recém reunificação da
Alemanha com a queda do Muro de Berlim e seu título tem tudo a ver com o que
significou para o país (e para o mundo) o evento histórico ocorrido em 9 de
novembro de 1989.
Na
sequência do concerto, dois temas instrumentais em que o protagonismo fica por
conta da Orquestra Filarmônica de Berlim. Primeiro, “Crossfire”, que na verdade mistura duas músicas: “Prologue (Midnight In Moscow)”,
do compositor alemão de música clássica Solovev Sedoj, e “Crossfire”,
faixa do álbum “Love
At First Sting” (1984), do Scorpions. Já a segunda, “Deadly Sting Suite”,
apresenta mais dois temas do grupo: “He’s A Woman, She’s A Man” e “Dynamite”. O
play ainda apresenta um cover da compositora Diane Warren: “Here In My Heart”,
uma balada romântica que tem a participação da bela cantora norte-americana
chamada Lyn Liechty que, como diria o Lord Vinheteiro, do Pânico, ela é uma
bela “champola”.
A
obra segue com aquela música que me fez despertar interesse em conhecer o
grupo: “Still Loving You”,
a baladaça clássica lançada originalmente em “Love At First Sting” e que, aqui, teve uma ótima
participação dos violinos e o solo diferente do original, mas o que não diminui
em nada a qualidade dessa incrível faixa. O penúltimo tema é o petardo “Big City Nights”,
que deu uma quebra na sequência de baladas, e que traz a participação do cantor
escocês Ray Wilson (do Genesis) dividindo os vocais com Klaus Meine. E, para
encerrar, outra música lenta: “Lady Starlight”, faixa originária de “Animal Magnetism”
(1980), em que a orquestra se destaca na faixa.
No final de 2000, houve o lançamento em DVD desse projeto, porém, a gravação foi realizada em 22 de junho de 2000, na EXPO 2000, em Hanover, e o tracklist é um pouco diferente, pois, na edição em vídeo constam músicas como “You And I“, “We Don’t Own The World” e “We’ll Burn The Sky“, além dos eventuais bônus que é costumeiro em lançamentos feitos em DVD.
E, justiça
seja feita: a forma em que Christian Kolonovits fez os arranjos e conduziu a
filarmônica foi de tirar o chapéu. Muito bom mesmo.
O registro é muito bom, isso é inegável, porém, acredito que muitos fãs hão de concordar comigo, faltaram mais clássicos do grupo no repertório. Uma vez que dez temas para uma banda do quilate do Scorpions podemos considerar que é pouco. Músicas como “Blackout”, “The Zoo” e “Holiday”, por exemplo, poderiam ter entrado aí. Todavia, no conjunto da obra, “Moment Of Glory” merece uma nota 9,0.
A seguir, a
ficha técnica e o tracklist (versão CD) da obra.
Por Jorge
Almeida

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