Ozzy Osbourne: 25 anos de “Down To Earth”
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| "Down To Earth", de Ozzy Osbourne, completa 25 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 16 de outubro de 2026, o álbum “Down To Earth”, o oitavo disco de estúdio de Ozzy
Osbourne, completa 25 anos de lançamento. Produzido por Tim Palmer, a obra foi
gravada entre abril de 2000 e agosto de 2001 no Henson Recording Studios, em
Los Angeles, na Califórnia e lançado pela Epic. O trabalho saiu seis anos após “Ozzmosis” (1995),
até então, o maior intervalo entre um disco e outro na carreira do Madman.
O
álbum não é considerado um clássico de Ozzy, embora tenha boas músicas, ele
destoa um pouco em relação aos demais trabalhos do Madman, uma vez que aqui
temos uma mescla de modernidade, bem presente nos discos de New Metal, talvez,
tenha sido estratégico por parte dele para atrair novos fãs, mas o peso é
garantido graças à guitarra de Zakk Wylde e as boas performances da
“cozinha” de Mike Bordin (bateria) e Robert Trujillo que, pouco tempo depois,
foi para o Metallica substituir Jason Newsted, onde permanece até hoje. Aliás,
é importante reforçar que Zylde juntou-se a Ozzy novamente, contudo, o
guitarrista não participou do processo de composição de nenhuma das músicas da
obra, pois as músicas do disco foram feitas antes de Zakk se juntar à banda de
Ozzy.
O
material começa com a ótima “Gets
Me Through“. Depois de uma ‘intro’ suave, o ouvinte se depara
com um groove bem potente e poderoso. O videoclipe passou bastante na MTV e foi
uma ótima escolha para abrir o disco. A faixa seguinte é “Facing Hell“,
uma boa música, com ótimo trabalho de guitarras, caberia muito bem em “No More Tears”
(1991). O terceiro tema, como não poderia deixar de ser, uma balada: a linda “Dreamer“, com
uma melodia grudenta e que é nítida a influência de John Lennon nessa música.
Tem quem não goste desse lado “meloso” de Ozzy, mas considero uma ótima canção.
Em seguida, temos “No
Easy Way Out“, que merece atenção pelo peso inserido e das
habilidades de Zakk nas guitarras e, claro, uma letra bem construída. O play
continua com “That
I Never Had“, brinda o ouvinte com os riffs grudentos de Wylde,
o groove encabeçado pela “cozinha” de Bordin e Trujillo e, embora tenha
afinações baixas, os vocais estão bem colocados e um refrão simples.
Posteriormente, a obra chega à metade com a curta “You Know… (Part 1)“, uma balada de apenas um
minuto que mais aparenta ser um interlúdio para outra faixa certeira do álbum: “Junkie“,
detentora de ótimos riffs de Zakk Wylde, ritmo cadenciado e bem apropriado à
temática.
O
Madman e seus “parças” voltam a se arriscarem em outra balada na sequência. “Running Out Of Time“,
uma sonoridade melódica em que os músicos mandam muito bem e apresentam
harmonias bem bonitas e não é tão pegajosa. A faixa nove é “Black Illusion“,
onde Robert Trujillo aparece na cadenciada música. A penúltima canção é “Alive” que
mistura peso e trechos melódicos, não chega a comprometer, mas não traz nada de
excepcional, apenas bons riffs. E, para finalizar, “Can You Hear Them?“, que é pesada e que vale
conferir o excelente desempenho de Mike Bordin na bateria.
E,
como não poderia deixar de ser, a versão japonesa da obra vem com “No Place For Angels”
como faixa bônus. Todavia, ontem, dia 15, “Down To Earth” foi relançado (intitulado como “Down To Earth (20th Anniversary
Expanded Edition)“). O material, além de trazer o tracklist
original da obra, vem com três faixas bônus: a citada “No Place For Angels“,
a versão acústica de “Dreamer”
e versão single de “Gets
Me Through“. O relançamento foi disponibilizado nas plataformas
digitais.
Bom,
“Down To Earth“,
como já disse, não é nenhuma obra-prima da carreira de Ozzy Osbourne, mas é um
trabalho bem feito, com uma produção caprichada e pode até causar estranheza
aos fãs mais “radicais” do Madman, mas para quem aprecia Metal sem distinguir
sub-rótulos é uma boa pedida.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão japonesa) da obra.
Por
Jorge Almeida

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