Fim de semana tem viola de graça no CCBB SP: Mostra Violas Brasileiras reúne cinco atrações na sexta (23) e no sábado (24) *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Programação inclui viola autoral, viola da gamba, oficina,
música gaúcha e o Grupo Madureira Armorial
Depois da abertura nesta quinta-feira (22/10), com a
homenagem a Tonico e Tinoco, a Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao
Contemporâneo segue nesta sexta-feira (23/10) no Centro Cultural Banco do
Brasil São Paulo (CCBB SP), com entrada gratuita. Às 18h, o violeiro,
compositor e luthier Julio Santin, de Irapuru (SP), apresenta seu repertório
autoral instrumental. Às 19h30, Francisco Andrade (viola caipira), Letícia
Torança (voz) e Rainer Patriota (viola da gamba) reúnem pesquisa, criação e
interpretação em um diálogo entre diferentes tradições da música brasileira.
No sábado (24/10), Rodrigo Caçapa conduz oficina e
roda de prosa, o duo gaúcho Valdir Verona e Rafa De Boni traz a música do Sul
do Brasil e o Grupo Madureira Armorial encerra a primeira semana. Até o
encerramento, em 31 de outubro, a Mostra ainda oferece 12 atrações, entre 10
shows, uma oficina e uma masterclass, que celebram a viola caipira como patrimônio
cultural vivo e a diversidade da família das violas brasileiras, das tradições
regionais às experimentações atuais.
A capital paulista encerra a 2ª edição da Mostra,
que já passou por Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, e marca a volta ao
espaço onde tudo começou, em agosto de 2024. A realização é do Projeto Violas
Brasileiras, Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com patrocínio por meio
da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Idealizada pelo produtor cultural e coordenador do
Projeto Violas Brasileiras, Júlio José, e com direção artística do violeiro,
compositor e pesquisador Ivan Vilela, a Mostra revela a amplitude da viola
caipira: instrumento enraizado na cultura do interior, mas também presente nas
mãos de músicos urbanos, de diferentes gêneros e influências. “A proposta
é mostrar que existe uma família de violas brasileiras, com várias linguagens,
como a viola de cocho, no Pantanal, a viola machete no recôncavo baiano com
seus sambas, a de buriti nas comunidades quilombolas, sempre mantendo a
tradição, resistindo nas comunidades desse Brasil. Podemos dizer que elas ‘são
irmãs’ que se unem na Mostra Violas Brasileiras, representando a tradição e as
novas linguagens no mesmo palco”, pontua Júlio José.
Para ele, encerrar a 2ª edição em São Paulo é motivo
de grande felicidade. “Voltamos ao espaço onde tudo começou, em agosto de 2024,
quando realizamos a 1ª Mostra Violas Brasileiras: O Som do Brasil, também no
CCBB. Nos sentimos em casa e queremos fechar este ciclo com uma verdadeira
celebração da viola”, afirma Júlio.
Para o diretor artístico Ivan Vilela, o público vai
encontrar não uma, mas várias violas. “Cada região construiu a sua, com
afinações, ritmos e jeitos de cantar próprios. Reunir essa diversidade em seis
dias, com mestres da tradição dividindo o palco com jovens violeiros, mostra
que a viola brasileira está viva e em constante transformação”, destaca Ivan
Vilela.
Programação
Símbolo de identidades regionais e ponte entre
tradição e inovação, a viola ganha na Mostra uma programação que presta
homenagem a mestres históricos e dá espaço a representantes das novas gerações.
Fim
de semana: tradições regionais
Na sexta (23/10), às 18h, o violeiro, compositor e
luthier Julio Santin, de Irapuru (SP), apresenta seu repertório autoral
instrumental. Às 19h30, Francisco Andrade (viola caipira), Letícia Torança
(voz) e Rainer Patriota (viola da gamba) reúnem pesquisa, criação e
interpretação em um diálogo entre diferentes tradições da música brasileira.
No sábado (24/10), às 15h, o músico, compositor,
arranjador, violeiro e pesquisador Rodrigo Caçapa, de Recife (PE), conduz
oficina e roda de prosa sobre seu livro ‘Um Inventário das Violas, das
Cantorias e dos Sambas Nortistas – de 1800 a 1930’. Às 17h, o duo gaúcho Valdir
Verona (viola) e Rafa De Boni (acordeon), de Caxias do Sul (RS), apresenta a
música regional do Sul do Brasil, com milonga, chamamé, chacarera e tango.
Para encerrar a primeira semana, às 19h30, o Grupo
Madureira Armorial, fundado pelo multi-instrumentista paraibano Gilber Souto
Maior, presta homenagem ao legado de Antonio Madureira e dá continuidade ao
Quinteto Armorial, com viola, violino, violão, flauta e percussão.
2ª
semana: nova geração, diversidade de vozes e encerramento
Na quinta-feira (29/10), às 18h, a violeira, cantora
e compositora Mel Moraes (Socorro-SP), destaque da nova geração da viola
caipira, apresenta show solo. Ela venceu o Concurso de Viola SP e foi premiada
como Violeira Revelação no Revelando São Paulo e no Festival Viola da Terra. Às
19h30, a Família Garfunkel, liderada pelo compositor, poeta e intérprete Jean
Garfunkel, autor de canções gravadas por Elis Regina, Maria Rita e Zizi Possi,
reúne as gerações de artistas em um espetáculo com viola caipira, violão,
baixo, flauta, percussão e vozes.
Na sexta-feira (30/10), às 18h, o violeiro Vini
Muniz divide o palco com as Rendeiras da Aldeia, coletivo de mulheres que
preserva a renda renascença e os cantos de trabalho da Aldeia Jesuítica de
Carapicuíba (SP). Às 19h30, Dani Lasalvia, multi-instrumentista pesquisadora do
universo de Dércio Marques, e o violeiro e pesquisador das tradições populares
do interior paulista Fernando Guimarães celebram o cancioneiro popular
brasileiro.
O encerramento, no sábado (31/10), começa às 15h com
a masterclass do violeiro, pesquisador e professor Junior da Violla, que
apresenta a evolução do instrumento em encontro didático e musical. Às 17h,
Ivan Vilela, fundador e diretor da Orquestra Filarmônica de Violas e uma das
principais referências da viola caipira no Brasil, sobe ao palco.
Às 19h, Neymar Dias (viola caipira), com trabalhos
indicados ao Grammy Latino, e Claudio Lacerda (violão e voz), três vezes
premiado como melhor intérprete da viola caipira, fecham a Mostra com um
espetáculo que une a cultura caipira à música de câmara contemporânea.
Próximas
atrações da Mostra Violas Brasileiras:
Convite
para instituições: A Mostra Violas Brasileiras é aberta ao público em
geral e busca ampliar o acesso à cultura popular. Instituições de cultura,
inclusão social e terceiro setor, como Organizações Não Governamentais (ONGs)
da capital paulista, são convidadas a participar. Informações com Júlio: (11)
98855-0135.
Créditos: Ellen Fernandes | EBF Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

Comentários
Postar um comentário