50ª Mostra de São Paulo exibe documentário sobre Squel Jorgea nesta quinta (22) *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com reprise na segunda (26), filme de Celina Torrealba e Zeca Brito acompanha porta-bandeira da Mangueira e Portela em seu retorno à avenida após a maternidade
Após se
aposentar em 2022, Squel Jorgea decide voltar ao Carnaval do Rio.
Porta-bandeira por mais de 20 anos, ela foi a primeira a representar tanto a
Mangueira quanto a Portela. De volta após a maternidade solo, reencontra o
corpo, o gesto e a força que a tornaram referência. Na avenida, dança o enredo
de Um
Defeito de Cor, a resposta de
um filho à carta de sua mãe escravizada, história que ecoa sua trajetória.
Entre o silêncio e o tambor, sua dança se transforma em rito, resistência e
celebração da cultura afro-brasileira.
Esta é a
premissa de "Squel, Confissões de
uma porta-bandeira", de Celina Torrealba
e Zeca Brito, longa que ganha sua première paulista nesta
quinta-feira (22), às 21h30min, no
Espaço
Petrobrás de Cinema, Sala 1, na
programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema
em São Paulo. O filme será reprisado na segunda, 26 de outubro,
às 18h30min, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 2.
O filme participa da Mostra Brasil.
A produção é assinada pela Donna
Features, com coprodução da Anti Filmes. Celina e Zeca também dividem créditos
de roteiro, produção e fotografia. O filme tem previsão de lançamento marcada
para 2027. "Squel" teve sua primeira exibição no Festival do Rio.
"É um momento muito
importante para mim. Minha ficha ainda não caiu, meu coração está
apertadíssimo”, conta Squel Jorgea. Para ela, se tornar protagonista de um
filme ganha um significado ainda maior quando lembra sua carreira desde a
infância, na Baixada Fluminense. "Para aquela menina que começou em uma
escolinha de mestre-sala e porta-bandeira para crianças, ver hoje essa mulher
sambista, negra, artista e popular ocupando esse espaço em um mundo ainda tão
machista é uma conquista muito grande", complementa.
A produção nasceu da admiração dos
cineastas por Squel. Ela já estava aposentada da Mangueira quando as gravações
começaram, mas o longa ganhou novos contornos após a sambista receber um
convite da Portela. A porta-bandeira, aos 40 anos, precisou então se
reinventar, depois de ter feito o que o Carnaval muitas vezes não permite: ser
mãe. A festa popular coloca a mulher em evidência na avenida, mas, no dia
seguinte, nem sempre garante a ela o sustento. Squel conhece essa realidade
como poucas.
Entre intermináveis ensaios e
preparações, o documentário também acompanha os bastidores que antecedem as
sempre aguardadas performances de Squel na Marquês de Sapucaí. "Entendi
ali que o que emociona é resultado de um esforço enorme, que acontece longe dos
olhos do público", relembra Celina Torrealba. A experiência também
aproximou a equipe do universo da sambista: "Foi um privilégio acompanhar
a Squel nos bastidores e entrar no seu universo". A produção do
documentário durou cerca de quatro anos.
"Squel é uma das maiores
artistas nascidas no Brasil. Ela é a personificação da cultura popular
brasileira, da sofisticada linguagem do bailado carnavalesco, resultando de
muitos conhecimentos e ancestralidades", destaca Zeca Brito. “Apresentamos
o processo de criação dessa artista, em uma narrativa muito direta, onde ela
revisita sua história enquanto se prepara para um próximo grande desafio. É um
filme de superação e autoconhecimento", resume.
Serviço
"Squel,
Confissões de uma porta-bandeira" (2026)
50ª Mostra
Internacional de Cinema em São Paulo, Mostra
Brasil
Première: dia 22 de outubro, quinta-feira, às 21h30min, no Espaço Petrobrás
de Cinema, Sala 1 (Rua Augusta,
1.475)
Reprise: dia 26 de outubro, segunda-feira, às 18h30min, no Cinesystem
Belas Artes Frei Caneca 2 (Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca,
569)
Brasil
| Documentário | 85 min | Cor
Instagram:
@donnafeatures
Ficha Técnica
Direção: Celina Torrealba e Zeca
Brito
Produtores: Sergio Carpi, Celina
Torrealba, Frederico Ruas, Zeca Brito, Suzana Villas Boas e Squel Jorgea
Produção: Donna Features
Coprodução: Anti Filmes
Montagem: Jardel Machado Hermes
Roteiro: Celina Torrealba, Zeca
Brito, Jardel Machado Hermes e Renato Dornelles
Direção de Fotografia: Celina
Torrealba, Zeca Brito, Bruno Polidoro e Érica Rocha
Música Original: Fernando Aranha e
Guga Bruno
Colorista: Marina Cotrim
Design de Som: Fernando Aranha
Mixagem: Bernardo Adeodato
Personagens: Squel Jorgea, Marluce
Medeiros Paz e Marlon Lamar
Créditos: Patrícia
Rabello
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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