Rush: 50 anos de “All The World’s A Stage”
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| "All The World's A Stage", do Rush, completa 50 anos de lançamento em 2026. |
Nesta terça-feira (29) completam-se 50 anos do lançamento do
primeiro disco ao vivo do Rush, o duplo “All The World’s A Stage“, gravado no Massey Hall, em
Toronto, no Canadá entre os dias 11 e 13 de junho de 1976 durante a turnê de “2112” (1976).
Co-produzido entre o grupo e Terry Brown, o disco foi lançado pela Anthem
Records. O nome do registro faz uma alusão à peça “As You Like It“, de William Shakespeare, que mais
tarde seria referenciado pela banda na música “Limelight“, faixa de “Moving Pictures”
(1981).
Esse
material traz o setlist que o Rush apresentava regularmente durante seus shows
na turnê de “2112“, mas, na
época em que saiu, por conta dos limites tecnológicos que os LP’s estavam sujeitos,
ou seja, 20 minutos em cada lado do vinil, as posições de “Lakeside Park”
e “2112” foram
trocadas por “Fly
By Night/In The Mood” e “Something For Nothing“. Já na versão em CD, que
saiu em disco único, a faixa “What
You’re Doing” foi omitida, assim como partes do diálogo de
Geddy Lee com o público por conta das restrições do tempo de duração do CD, que
na primeira edição no compact disc era de 75 minutos e, depois, em 1997, para
80 minutos.
O
álbum começa muito bem com “Bastille
Day“, com Geddy Lee fazendo vocais impossíveis, a guitarra
rápida de Alex Lifeson e Neil Peart não poderia ter sido a melhor maneira de
começar o registro. Um rock rápido e pesado. Depois, o ouvinte se depara com a
trinca “Anthem“, “Fly By Night/In The Mood”
e “Something For Nothing“,
que são parecidas com a primeira, ou seja, rápidas, sólidas e sem perder o
ritmo. A energia do grupo nesses temas e a execução que beira à perfeição, em
nenhum momento, o trio aparenta desleixado, muito pelo contrário, estavam bem
focados e inspirados. E, com isso, encerrou o lado A do LP.
Já
na sequência, com “Lakeside
Park“, o Rush dá uma amenizada no ritmo, conduzindo a música de
forma mais suave, mas cheia de energia. Os vocais e o baixo de Geddy Lee aqui
são fantásticos, assim como a poderosa bateria de Neil Peart. E, sim, os caras
tocaram as sete partes de “2112“,
porém, de forma mais abreviada, acelerando uma parte, maneira em outra e,
assim, gradualmente chegam com tudo ao clímax, que o “Grand Finale“, mas ficou tão boa quanto a versão
do álbum. Pronto, o primeiro disco foi passado a limpo. Se fosse lançado só com
essa parte, o registro já valeria a pena.
O
segundo disco ou, se preferir, o lado 3, se inicia com “By-Tor And The Snow Dog“,
que é um dos destaques de todo o disco. E não é que Geddy, Alex e Peart vão
além da capacidade humana e praticamente recriam a versão de estúdio dessa
música, e com cinco minutos a mais que a original para que fosse permitida
interações com o público. O bacana é que a canção termina com uma nota forte
que leva a “In
The End“, que traz um dos solos mais matadores de Lifson, com
seus licks rápidos, além da percussão poderosa de Neil Peart.
E
o último quarto do ‘live’ traz o ‘medley’ de duas músicas do primeiro álbum da
banda – “Working Man“/”Finding My Way”
– que, obviamente não tem a assinatura de Neil Peart porque o baterista só
entrou no grupo no disco seguinte. Mas aqui, o baterista se faz presente com o
seu solo de bateria que completa a trinca. E, encerrando, “What You’re Doing“,
que tem uma performance turbulenta em relação à versão original. Aliás, essa
música só consta na versão do lançamento original em vinil ou no relançamento
remasterizado em CD (a série “The
Rush Remasters”), já que a cópia original do CD não inclui essa
música.
Inclusive, o kit da bateria cromado da Slingerland de Neil Peart que aparece na capa do disco, foi o primeiro que Neil Peart comprou após entrar no grupo e foi usado desde “Fly By Night” (1975) até junho de 1977, quando foi substituído pelo preto cromado usado a partir de “A Farewell To Kings” (1977).
Esse
registro ao vivo do Rush foi contemplado com o Disco de Ouro pela RIAA em 1977
e com o Disco de Platina em 1981.
Em
“All The World’s A Stage”,
o desempenho de cada membro foi cheio de energia, tanto que é muito raro
encontrar falhas na obra. É um ‘discaço’ que merece fazer parte da coleção de
qualquer um que curta rock de qualidade. Maravilhoso.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Por
Jorge Almeida

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