Por trás de uma vida perfeita, há uma mulher impossível de decifrar *

 

Foto meramente ilusstrativa.

Stalking, ambições e segredos familiares se entrelaçam em "A dama de Gangnam", thriller psicológico da escritora sul-coreana Lee Hong que chega ao Brasil pela VR Editora

Para quem acompanha de fora, a vida de Oh Miná parece ter chegado ao ponto em que poucas coisas poderiam dar errado. Aos 40 anos, é uma apresentadora de televisão conhecida na Coreia do Sul, autora de um livro de ensaios que se tornou best-seller e moradora de Gangnam, bairro de Seul associado à riqueza, consumo e ascensão social. Bonita, bem-sucedida e cercada por sinais de prestígio, ela parece representar exatamente aquilo que a sociedade espera de uma mulher que venceu. Até começar a receber ameaças de um stalker misterioso.

É a partir dessa aparente contradição que a escritora sul-coreana Lee Hong constrói a trama de A dama de Gangnam, thriller psicológico publicado no Brasil pela VR Editora, com tradução direta do coreano por Bruna Giglio. Na obra, é possível acompanhar a protagonista em quatro momentos diferentes de sua vida, apresentados em ordem cronológica inversa. A cada fase da vida da personagem, o leitor regressa alguns anos no passado e descobre novas camadas de uma mulher que, quanto mais conhecida, parece também mais difícil de decifrar.

O clima de tensão toma conta da narrativa quando a perseguição se torna cada vez mais ameaçadora. O desaparecimento de seu animal de estimação, cartas anônimas, vandalismo e até um ataque físico fazem Oh Miná desconfiar das pessoas ao seu redor. Conforme a história recua no tempo, a pergunta deixa de ser apenas quem a está perseguindo e passa a envolver a própria protagonista. Suas relações familiares, seus relacionamentos, a maternidade, o luto e os vínculos construídos ao longo da vida revelam uma personagem cuja posição de vítima nunca é completamente confortável.

Miná nunca fora gentil e simpática quando criança. Desde pequena,
sabia muito bem expressar sua raiva quando as coisas não saíam como ela queria.
No entanto, diferente das outras crianças, não fazia isso chorando ou resmungando.
O método de Miná era bem mais silencioso e assustador.
(A dama de Gangnam, p. 155)

Nascida no bairro onde a história se passa, Lee Hong transforma o local onde cresceu em mais do que um cenário para o enredo. Conhecido pela concentração de riqueza, consumo e prestígio, o distrito serve como ponto de partida para uma narrativa que aborda temas como as pressões sociais enfrentadas pelas mulheres, a construção da imagem pública, as expectativas em torno da maternidade e do casamento, além da busca por ascensão em uma sociedade marcada pela competição. Ao apresentar diferentes fases da vida de Oh Miná, a escritora retrata ainda as transformações da sociedade ocidental entre o fim dos anos 1980 e a década de 2010.

Reconhecida por explorar as contradições da sociedade coreana na atualidade, a autora recebeu o Prêmio Escritor do Ano por seu romance de estreia, Girlfriends (posteriormente adaptado para o cinema), e foi finalista do Korea Times Literary Award. Em A dama de Gangnam, ela combina suspense psicológico, drama familiar e crítica social para construir uma protagonista feminina moralmente ambígua, em uma narrativa em que aparências, relações e memórias podem esconder mais do que revelam. A capa da edição brasileira é assinada pela quadrinista e ilustradora coreano-brasileira Ing Lee, que traz para a obra seu traço característico em uma composição que combina referências aos quadrinhos, à estética pop e à cultura urbana asiática.

Ficha Técnica:
Título: A dama de Gangnam
Autora: Lee Hong
Tradutora: Bruna Giglio
Editora: VR Editora
Edição/ano: 1ª/2026
ISBN do livro físico: 978-85-507-0841-6
ISBN do e-book: 978-85-507-0842-3
Gênero: Thriller psicológico; ficção literária sul-coreana; drama criminal
Idade recomendada: 18+
Número de páginas: 268
Preço: R$ 79,90
Onde encontrarAmazon | VR-Commerce | Principais livrarias

Sobre autora: Nascida em Gangnam, Lee Hong ganhou destaque no cenário literário sul-coreano ao receber o Prêmio Escritor do Ano pelo romance, Girlfriends (2007), posteriormente adaptado para o cinema. Suas obras exploram desejos, tensões e contradições da sociedade coreana contemporânea, sendo amplamente elogiadas pela crítica e consolidando a autora como uma das principais representantes do que os críticos passaram a chamar de “romance de Gangnam”. Foi finalista do Korea Times Literary Award e recebeu o Novos Talentos da Arte, na categoria Literatura, concedido pelo Conselho de Artes da Coreia. Paralelamente, Lee Hong dirige uma agência literária dedicada à internacionalização da literatura feminina coreana e vem idealizando e coordenando diversos projetos editoriais e culturais entre a Coreia e a Europa. Atualmente, vive em Paris, onde escreve o próximo romance.

Sobre a editora: Alguns livros viram febre, outros, marcam gerações. Com mais de 25 anos no Brasil e um catálogo de autores e ilustradores premiados, a VR Editora transforma literatura em experiências que os leitores querem viver e reler.
Instagram: @VReditorabr 

Créditos: Dielin da Silva | LC Agência de Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

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