Mais tempo para conhecer Emanoel Araujo: Museu Afro Brasil prorroga "Um Xirê para Emanoel" e "Afríquia" *
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| Créditos: divulgação |
Sucesso de público, mostras revelam diferentes dimensões do artista, colecionador, curador e fundador do Museu e já atraíram cerca de 41 mil visitantes; temporadas seguem até outubro de 2026 e janeiro de 2027
São
Paulo, agosto de 2026 – O público terá mais tempo para conhecer a
trajetória, a obra e o pensamento de Emanoel Araujo (1940-2022).
O Museu
Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e
Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Museu Afro
Brasil (AMAB) – Organização Social de Cultura, prorrogou as
temporadas de “Um Xirê para Emanoel” e “Afríquia: o
artista como colecionador”, exposições que apresentam
diferentes dimensões do artista, curador, colecionador e fundador da
instituição.
Com cerca de 41 mil visitantes, as duas mostras ganham novas
datas. “Um
Xirê para Emanoel” poderá ser visitada até 3 de outubro
de 2026, enquanto “Afríquia: o artista como colecionador” segue
até 31
de janeiro de 2027.
As exposições partem de perspectivas diferentes, mas têm Emanoel
como ponto de encontro. Xirê evidencia sua produção artística e os
diálogos construídos com artistas que fizeram parte de sua trajetória. Afríquia apresenta
o colecionador, pesquisador e curador, revelando escolhas e relações que ajudam
a compreender seu pensamento sobre arte e as conexões entre África e Brasil.
A prorrogação amplia a oportunidade de conhecer essas diferentes
dimensões de uma trajetória que marcou a arte e a cultura brasileiras e está
diretamente ligada à própria história do Museu Afro Brasil.
Um Xirê para Emanoel
Com trabalhos do artista visual baiano Alberto Pitta e
curadoria de Vera Nunes, “Um Xirê para Emanoel” foi
concebida como uma homenagem a Emanoel Araujo. A exposição estabelece diálogos
entre obras de Pitta, trabalhos de Emanoel, peças de Mãe Detinha
de Xangô e obras pertencentes ao acervo do Museu.
O título faz referência ao xirê, sequência de
cantos e danças dedicada aos orixás nas religiões de matriz africana. A partir
dessa ideia, a exposição aproxima artistas, tempos e referências, trazendo
questões relacionadas à ancestralidade, à memória e à permanência da arte negra
brasileira.
A presença de Alberto Pitta também recupera uma relação
construída ao longo de décadas. Artista, designer, gravador e criador do Cortejo Afro,
Pitta desenvolveu uma produção marcada pela pesquisa de símbolos, estampas,
religiosidade e referências afro-brasileiras.
Com a prorrogação, “Um Xirê para Emanoel” permanece em cartaz até 03 de outubro de
2026.
Afríquia: Emanoel colecionador
Se Xirê parte dos encontros construídos em torno da
arte, “Afríquia:
o artista como colecionador” permite entrar em outra
dimensão de Emanoel Araujo. Com curadoria de Gabrielle
Nascimento, a exposição apresenta sua atuação como colecionador
e a formação de uma coleção africana construída ao longo de décadas.
São mais de 200 itens, entre esculturas, máscaras,
fotografias, documentos, livros, discos, tecidos e outros objetos. O conjunto
permite conhecer não apenas aquilo que Emanoel colecionou, mas também as
pesquisas, relações e escolhas que ajudaram a formar seu pensamento sobre arte,
história e as conexões entre o continente africano e o Brasil.
Colecionar, para Emanoel, não estava dissociado de sua atuação
como artista e curador. Ao aproximar objetos de diferentes origens, períodos e
linguagens, construía relações e possibilidades de leitura sobre as produções
africanas e afro-brasileiras.
A mostra permite ainda compreender aspectos da formação do
próprio Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e como o olhar de seu fundador
contribuiu para a construção de seu acervo e de sua identidade.
“Afríquia: o artista como colecionador” segue em
cartaz até 31 de janeiro de 2027.
Mais tempo para descobrir Emanoel
Vistas em conjunto, as duas exposições ajudam a ampliar a
compreensão sobre Emanoel Araujo para além do fundador do Museu.
Revelam o artista, o colecionador, o curador, o pesquisador e também as
relações que estabeleceu ao longo de sua trajetória.
A extensão das temporadas permite que novos públicos conheçam
esse legado e oferece a quem já passou pelo Museu a possibilidade de retornar
às exposições e descobrir outras camadas de sua produção e de seu pensamento.
Serviço
Um Xirê para Emanoel
Até 3 de outubro de 2026
Artista: Alberto Pitta
Curadoria: Vera Nunes
Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da
Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo,
administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura.
Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel
Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte.
Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, no Parque
Ibirapuera, em São Paulo, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca
de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 20 mil obras, apresentando
diferentes aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e
abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições
da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura
nacional. O Museu exibe parte desse acervo na exposição de longa duração e
realiza exposições temporárias.
Como parte de sua estratégia de ampliar o diálogo com diferentes
públicos e fortalecer sua presença na sociedade, o Museu conta ainda com Seu Jorge e
Lázaro Ramos como embaixadores institucionais.
Créditos: Marcela Lima | 4F Com
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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