Dire Straits: 35 anos de “On Every Street”
| "On Every Street", do Dire Straits, completa 35 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, quarta-feira, 9 de setembro, o sexto e último álbum de
estúdio do Dire Straits, “On
Every Street”, completa 35 anos de lançamento. Gravado entre
novembro de 1990 e maio de 1991 no AIR Studios, em Londres, o disco teve a
produção co-assinada por Mark Knopfler e pela própria banda. O play saiu pela
Vertigo no Reino Unido e com a Warner Bros., nos Estados Unidos.
Depois
do grande sucesso de “Brothers In Arms” (1985), o Dire Straits saiu para uma grande turnê para
promover o disco e, depois do final da tour, em 1986, a banda deu uma pausa em
suas atividades, com Mark Knopfler focando em projetos solos, participando de
trilhas sonoras. O grupo voltou a se reunir em 1988 para uma apresentação para
celebrar os 70 anos de Nelson Mandela, juntamente com grandes nomes da música
pop, como Phil Collins, Bee Gees, Eric Clapton, entre outros. No mesmo ano,
Terry Williams saiu do grupo.
Em
1990, Mark Knopfler se reuniu com os demais integrantes do grupo para gravar “On Every Street”,
que é o mais diversificado e longo da curta discografia do grupo. E, depois do
lançamento do álbum, o grupo saiu em turnê e os resultados não foram tão
bem-sucedidos quanto à do disco anterior e, mesmo assim, a banda documentou
alguns concertos para, em 1993, lançar o registro ao vivo “On The Night”. E,
infelizmente, pelo menos para os fãs, Mark resolveu encerrar as atividades da
banda, pois não estava querendo fazer mais grandes turnês e manteve o grupo na
ativa até 1995. Depois disso, partiu para a carreira solo.
O
disco se inicia com “Calling
Elvis”, que fala sobre um fã do Rei do Rock que acredita que o
cantor ainda está vivo e, ao longo da música, Mark faz menções a diversas
músicas de Elvis, como “Hearbreak
Hotel”, “Love
Me Tender”, “Love
Me (Treat Me Like A Fool)”, “Don’t Be Cruel” e “Return To Sender”. Vale mencionar a curiosa
história do cunhado do cantor, que tentou entrar em contato com ele por
telefone e dissera que era “mais fácil falar com Elvis” do que com ele, Mark. O
segundo tema é a faixa-título, que é um Folk Rock com doses cavalares de emoção
nas guitarras de Knopfler. Em seguida, aparece “When It Comes To You“, que fala sobre um casamento
cambaleante narrado a partir da visão do marido, que sentia que era atrapalhado
pela esposa em tudo que ele fazia e, por conta disso, desejava o fim do
relacionamento. Na sequência, em “Fade To Back“, que vale a pena ser ouvida por
conta das pinceladas de jazz nos solos de Knopfler. Posteriormente, a obra
apresenta “The Bug“, que
tem aquele tratamento country típico do Dire Straits e que foi gravada também
por Mary Chaplin Carpenter, que a lançou no álbum “Come On Come On” (1992). E o lado A termina com “You And Your Friend“,
que tem uma grande interação instrumental com seu fade estendido e que Mark
Knopfler deixou a interpretação da abordagem para o ouvinte sobre o que a
música trata, como um triângulo amoroso, por exemplo.
O
lado B do disco começa muito bem com a ótima “Heavy Full” (que em algumas versões da obra tem
uma duração um pouco mais longa, com 5’10”). Na letra, o vocalista trata
ironicamente a exaltação dos vícios de coisas como cigarros, hambúrgueres,
uísque, além da luxúria e do dinheiro. A letra foi baseada da frase “You got to run on heavy fuel“,
do romance “Money: A Suicide Note”
(1984), de Martin Amis. A faixa oito é “Iron Hand“, que faz relação da greve dos mineiros
britânicos na Batalha de Orgreave que aconteceu entre 1984. Depois, em “Ticket To Heaven“,
que é uma bela música, calma e agradável de ouvir. Já “My Parties“,
Mark Knopfler mistura elegância com uma abordagem sarcástica em uma música com
uma excelente melodia. O penúltimo tema é “Planet Of New Orleans“, que é a maior faixa do
disco, com mais de sete minutos, mas que parece ser mais sobra de uma das
trilhas sonoras feitas do Knopfler do que um tema apropriado para o Straits. E,
finalizando, “How
Long“, contendo aquele magnífico Country Rock que fez tanta
gente curtir a banda.
Em
“On Every Street“,
podemos atestar como Mark Knoplfer é impecável, embora não seja o disco
favorito dos fãs, mas vale a aquisição para quem coleciona, mas longe do ideal
para quem ainda não conhece o Dire Straits tão a fundo.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.
Jeff Porcaro: bateria e percussão
Por
Jorge Almeida
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