Curso Sacola Literária aborda os povos originários por meio da literatura e da oralidade em curso virtual *

 

Promovida pela Associação Viva e Deixe Viver, iniciativa reúne escritores, pesquisadores e especialistas para refletir sobre ancestralidade, identidade, memória e formação de leitores

A literatura, a oralidade e a contação de histórias carregam saberes transmitidos entre gerações e ajudam a preservar memórias, identidades e diferentes formas de compreender o mundo. Com o objetivo de ampliar o contato com essas narrativas e valorizar a diversidade cultural brasileira, a Associação Viva e Deixe Viver promove mais uma edição do curso Sacola Literária, que em 2026 terá como tema central os povos originários. A programação será realizada em cinco encontros virtuais, às segundas-feiras, das 19h às 20h30, entre 21 de setembro e 26 de outubro.

A programação começa no dia 21 de setembro com a palestra magna Povo Verdadeiro – histórias para manter o céu suspenso, conduzida pela jornalista, escritora e produtora cultural Angela Pappiani, que possui uma trajetória dedicada a projetos culturais, socioambientais e educacionais relacionados a comunidades tradicionais. A autora desenvolveu trabalhos de pesquisa, produção e divulgação das culturas indígenas e organizou coletâneas de narrativas produzidas em parceria com diferentes povos.

“A literatura é uma das formas mais potentes de aproximar as pessoas de diferentes culturas, histórias e formas de enxergar o mundo. Ao colocar os povos originários no centro desta edição do Sacola Literária, queremos valorizar suas vozes, seus saberes e suas narrativas, mostrando que elas fazem parte da formação cultural do Brasil e precisam estar presentes também na formação de novos leitores”, afirma Valdir Cimino, fundador da Viva e Deixe Viver.

Nos encontros seguintes, o Sacola Literária percorre diferentes territórios e perspectivas. No dia 28 de setembro, a escritora indígena Lucia Tucuju, do povo Galibi Marworno, apresenta a palestra Vozes que Ecoam: Oralidade, Histórias e Ancestralidade Viva, que propõe uma reflexão sobre a oralidade como instrumento de preservação da memória. No módulo Sou indígena do sertão – identidade, literatura e pertencimento, realizado no dia 5 de outubro, os escritores de obras infantojuvenis Thiago Novaes e Ana Selia Rodrigues Novaes, ambos do povo Pankará, trazem reflexões ligadas à cultura,  memória, aos saberes de seu povo e às relações entre identidade e pertencimento.

Já em 19 de outubro, a pesquisadora Aldenice Auxiliadora de Oliveira abordará práticas pedagógicas e estratégias de mediação de leitura fundamentadas nas perspectivas dos povos originários, na palestra intitulada A literatura indígena como experiência viva: Vozes que Educam e Transformam. Encerrando o curso, no dia 26, Emília Guaraci Antunes do Amaral Viana apresenta Um livro nascido da contação de histórias. A atividade parte da obra Um Sonho de Arrepiar – As aventuras do Dito, inspirada em histórias da oralidade e nas vivências da autora em escolas de Ubatuba, um território marcado pelas contribuições dos povos originários para a arte, a música, a culinária e as lendas caiçaras.

SERVIÇO:
Sacola Literária – Povos Originários
Data: 21 de setembro a 26 de outubro, sempre às segundas-feiras
Horário: das 19h às 20h30
Formato: Palestra magna de abertura + 4 módulos
Inscrições: https://vivaedeixeviver.org.br/sacola-literaria/
Valor: A partir de R$ 60

Sobre a Associação Viva e Deixe Viver - Fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino, a Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira em diversas frentes e políticas públicas. Por meio da arte de contar histórias, forma cidadãos conscientes da importância do acolhimento e de elevar o bem-estar coletivo, a partir de valores humanos como empatia, ética e afeto. A entidade também é referência em educação e cultura, por meio da promoção de atividades de ensino continuado. Nesse sentido, conta com o canal Viva e Eduque, espaço criado para a difusão cultural, educacional e gestão do bem-estar para toda a sociedade. Hoje, além dos 721 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 93 hospitais espalhados pelo Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas Invillia, Everymind, Rede D’Or, Pfizer, Perfetti Van Melle, Instituto Helena Florisbal, Instituto PENSI, além da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

Créditos: Antonio Saturnino | If Cia. Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

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