Com novo disco da banda Varanda, Selo Sesc Minas Musical aposta na diversidade de perfis para formar seu catálogo *

 

Foto meramente ilustrativa.

Contribuição do Sistema Fecomércio MG no mercado musical, por meio do Sesc em Minas, tem como característica a pluralidade de artistas e ritmos em destaque pelo estado. Além da banda de Juiz de Fora, Fabinho do Terreiro, EZKIEL, Deh Muss, Letícia Leal, Pelos e Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário Santa Efigênia de Ouro Preto também foram nomes contemplados

Recém-criado pelo Sistema Fecomércio MG, em mais uma iniciativa dedicada a fortalecer a nossa cultura, o Selo Sesc Minas Musical tem como uma de suas premissas o compromisso com a diversidade de ritmos e linguagens musicais que ecoam no estado. Por isso, a primeira leva de trabalhos lançados pelo projeto mescla artistas de diferentes gerações, estilos musicais e origens, configurando um catálogo heterogêneo.

De Juiz de Fora para todo o país
Destaque em nível nacional na cena do rock autoral alternativo, a banda Varanda, de Juiz de Fora, acaba de lançar o álbum “Às vezes um sonho” pelo Selo Sesc Minas Musical. O novo trabalho tem 11 faixas e já está disponível nas plataformas digitais. 

Na ativa desde 2019, o jovem quarteto juizforano, formado por Amélia do Carmo (voz), Augusto Vargas (baixo e voz), Bernardo Merhy (bateria) e Mario Lorenzi (guitarra) representa uma nova geração da música mineira, com sonoridade ligada ao indie pop, ao rock contemporâneo e às letras de tom bem-humorado, afetivo e otimista. 

Nos últimos anos, a banda tem se destacado no cenário nacional, com turnês por diversos estados e participações em grandes festivais, como o Lollapalooza de 2026, em São Paulo. 

“Às vezes um sonho” (uma abreviação para o extenso título “Às vezes um sonho pode ser um planeta inteiro ou uma canção ou uma cama com travesseiro de pluma de ganso ou um apagão ou a grande luz no meio desse grande túnel no qual estamos inegável, infalível e incansavelmente passageiros”) é o segundo álbum do grupo, mas o primeiro a ser lançado por meio de um selo, experiência celebrada pela banda.

“Essa parceria com o Selo Sesc Minas Musical foi uma oportunidade de dar uma estrutura melhor para o nosso trabalho. E isso se traduz na qualidade das canções, dos sons. Era um plano antigo levantar nosso segundo disco, mas ainda não tínhamos muita coisa definida. Então, foi um empurrão fundamental para tudo acontecer”, afirma a vocalista Amélia do Carmo. 

“Até então, só tínhamos gravado em Juiz de Fora. Então, foi muito muito legal esse processo de sair da nossa zona de conforto e ir gravar em outro lugar, com uma grande estrutura. Isso foi proporcionado pelo Sesc”, explica o baixista Augusto Vargas, sobre a oportunidade de gravar o álbum em um estúdio de São Paulo. 

“Sair de Juiz de Fora para gravar em outro lugar deu uma arejada nas ideias. Foi bom passar por essa experiência. Tivemos acesso a bons equipamentos e espaços maneiros”, complementa o guitarrista Mario Lorenzi.

“Sempre gostamos do Sesc e ficamos muito lisonjeados por fazer parte desse primeiro momento do projeto. Acredito que seja uma parada legal para os dois lados. Tanto pelo Selo Sesc Minas Musical acreditar no nosso trabalho, quanto por estarmos associados a uma instituição que promove tanta coisa legal e que agora conta com esse selo que tem uma proposta muito voltada para o incentivo à cultura”, comenta o baterista Bernardo Merhy.

Catálogo 
A Varanda está na lista de sete artistas de Minas Gerais que passaram a integrar o catálogo do Selo Sesc Minas Musical, criado neste ano pelo Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, com o objetivo de produzir, distribuir e promover a música feita no estado. 

A seleção artística foi feita por uma equipe curatorial que acompanha o mercado e está qualificada para escolher artistas que têm se destacado dentro de suas propostas.

No atual ciclo, a curadoria contou com agentes da Gerência de Cultura do Sesc em Minas, em parceria com Barral Lima, Bia Nogueira e Carol de Amar, referências do mercado da música nacional e com articulação ativa na cena cultural mineira. 

A escolha de cada participante considerou critérios como multiplicidade cultural, intergeracionalidade e identidade, buscando refletir a pluralidade da música produzida em Minas Gerais.

Saiba mais sobre cada artista: https://mais.sescmg.com.br/selosescminas/

Samba de raiz
Outro artista que terá um disco completo lançado pelo Selo Sesc Minas Musical será Fabinho do Terreiro, referência do samba belo-horizontino. “Esculacho”, que chega em breve às plataformas digitais, será o primeiro álbum da carreira do músico que completa 62 anos de idade em 2026 e já teve canções gravadas por grandes estrelas como Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija-Flor, Agepê, Gracia do Salgueiro e Nelson Rufino. 

Com oito faixas, o trabalho reúne composições próprias, feitas em parceria com outros nomes importantes do samba de Minas e do Brasil, como Toninho Geraes, Nem da Leste e Ricardo Barrão. O álbum ainda inclui participações das artistas Marina Gomes, Chris Cordeiro e Mariana Martins, e conta com direção musical de Thiago Delegado e produção de Barral Lima.

Fabinho define o lançamento como uma “festa do samba de Minas Gerais”. Segundo ele, todo o setor sai fortalecido com essa novidade.

“Os movimentos musicais de samba já aconteceram há muito tempo, com muita força em Minas Gerais, mas faltava uma iniciativa como essa. Graças ao Selo Sesc Minas Musical, tive acesso a um nível de produção que seria muito cara para um artista bancar sozinho. Essa parceria foi muito importante para gravarmos um trabalho maravilhoso, sofisticado, que mistura bem as raízes do samba mineiro, do partido alto, do coco, do congado. É um disco muito rico, e fico muito honrado por estar entre os primeiros artistas a fazer parte do Selo”, afirma o compositor.

Potência feminina 
Além dos álbuns, o Selo Sesc Minas Musical lançou singles de cinco artistas. Violonista, compositora, cantora, produtora cultural e figura de múltipla notoriedade na cena artística de Belo Horizonte, Deh Muss lançou “Lua Fina” pelo Selo Sesc Minas Musical. Composta em parceria com Sofia Cupertino, a música é uma ode ao feminino e à sua força criadora. A lua simboliza o ciclo menstrual e a transmutação, permanecendo a mesma em suas múltiplas fases. 

Para a artista, o Selo Sesc Minas Musical possibilitou que sua criação fosse trabalhada da melhor maneira:

“Tenho dois discos gravados, mas na cena independente, por causa dos altos custos, esse processo costuma ser na base da cooperação entre amigos. Antes, eu nunca tive acesso a uma estrutura tão boa, com toda a assessoria necessária para a produção, não só na gravação, mas também no lançamento. Pude escolher a banda que eu queria e a produtora que eu queria, para fazer tudo da melhor forma”, declara Deh Muss sobre a faixa, que contou com arranjo e produção musical de Cláudia Manzo, numa mistura de sonoridades latinas com o ritmo landó.

Black music e outras sonoridades vindas do interior
Músico, compositor e letrista, o itabiritense EZKIEL lançou o single “Angú com Dendê” pelo Selo Sesc Minas Musical. A música, inspirada por uma ida do artista à Bahia, tem como base o ritmo ijexá, misturando outras sonoridades afro-brasileiras e latinas. 

A expressão “Angú com Dendê” foi ouvida por EZKIEL em uma conversa com o parceiro e percussionista baiano Djamiler. Serviu para sintetizar o sentimento que o músico mineiro transmitiu à composição criada durante uma viagem feita em janeiro deste ano entre Itabirito, no interior de Minas, e Corumbau, no litoral baiano.

“Esse nome serviu para eu relatar como é essa conexão entre Minas e Bahia. Da mesma forma que somos bem recebidos lá, os baianos também são bem recebidos em Minas Gerais. Serve também para enaltecer a cultura de cada local e falar do amor, dos encontros e reencontros que acontecem no caminho, na praia”, revela EZKIEL, que venceu o Festival da Música de Itabirito, em 2025.

Graças à parceria com o Selo Sesc Minas Musical, a ideia se materializou na gravação, já disponível para o público.

“Receber esse convite do Selo Sesc Minas Musical foi uma sensação muito boa. A vida do artista independente é muito incerta, muito instável, nem sempre desenvolvemos nossos trabalhos devido às dificuldades do cotidiano que a gente enfrenta. Fiquei muito honrado, até um pouco apreensivo, mas foi uma experiência muito prazerosa, por todos os recursos disponibilizados e pela atenção da equipe do Sesc”, conta o artista sobre o processo.

Identidade e história 
Representante de uma das expressões mais importantes da tradição afro-brasileira em Minas Gerais, a Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário Santa Efigênia de Ouro Preto lançou o single “Povo Preto de Ouro Preto é Ouro Auê Chico Rei Reina” pelo Selo Sesc Minas Musical. 

Ligada às festividades de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, a Moçambique Santa Efigênia de Ouro Preto preserva memória, religiosidade e ancestralidade por meio de cantos, danças, caixas e chocalhos. Seus cortejos conectam a ancestralidade ao presente em uma experiência de grande valor cultural.

A música surgiu de um acontecimento muito simbólico para o grupo: em 2019, uma antiga bandeira de reinado forjada a ferro foi encontrada na cidade histórica, comprovando a existência dessa tradição no local há pelo menos 200 anos.

“Isso foi um grande marco para nós. Encontramos essa bandeira de ferro policromada, com as imagens de Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito, e o Maurício Tizumba escreveu essa linda música em homenagem a isso”, conta Kedison Guimarães, capitão da Guarda. 

Por meio da parceria com o Selo Sesc Minas Musical, o grupo levou a canção para ser gravada em um estúdio ouropretano e, agora, todo o Brasil pode se encantar com essa história.

“Poder gravar isso fortalece muito nossa caminhada e expande nossa cultura reinadeira. Foi uma experiência muito significativa para nós. O Sesc sempre contribuiu com a nossa história em outras ações e tê-lo novamente como parceiro, agora com o Selo Sesc Minas Musical, mostra o compromisso da instituição com o fomento das culturas afro-brasileiras e o valor da caminhada da nossa Guarda”, argumenta Kedison Guimarães.

Viola ressignificada
Violeira, compositora e cantora, com mais de 15 anos de carreira, Letícia Leal, de Teófilo Otoni,  lançou “Toque para Marina” pelo Selo Sesc Minas Musical.  Trata-se de uma música instrumental, que conta com a participação de Natália Mitre, no vibrafone, e Rodrigo Salvador, na rabeca.

Letícia Leal desenvolve uma pesquisa musical que une a viola caipira à música instrumental, ao pop e à MPB. Premiada no concurso de viola da Globo Minas, em 2012, ela atua em projetos autorais e coletivos, além de coordenar a Orquestra Belorizontina de Viola Caipira e dirigir o Instituto Viva Viola.

O single “Toque para Marina” surgiu em 2020, a partir de um momento de luto vivido pela artista, que perdeu uma sobrinha de apenas quatro meses de idade. A música foi sua forma de manifestar o sentimento e trazer conforto para a família, numa época em que os encontros estavam restritos por conta da pandemia da covid-19.

“Essa composição veio no meu processo de luto, como se a música fosse uma forma de ajudar essa criança a ir para o céu. E ela ajudou muito minha família como um todo. É uma música muito especial, que eu sempre toquei, mas que eu queria muito gravar, até para deixá-la eternizada”, relata Letícia, que pôde realizar esse desejo da melhor forma, graças à parceria com o Selo Sesc Minas Musical.

“Com o Selo Sesc eu pude gravar da forma como eu gostaria, com dois colegas de que gosto muito, e remunerando de forma justa cada profissional envolvido, o que nem sempre é possível nas produções independentes ou por conta própria. Foi um processo completo, de produção, gravação e lançamento”, relembra ela sobre o trabalho. 

Cena do rock representada
Surgida em 1999, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, a banda Pelos é um nome icônico na capital. Com trajetória sólida ao longo de gerações e três álbuns lançados, o grupo combina rock, soul, funk, jazz e blues em apresentações de forte energia performática. Com toda essa bagagem, o grupo lançou “Se eu fosse uma casa", pelo Selo Sesc Minas Musical. 

Transitando entre o soul, o rock e a MPB, a música fala sobre origem e lugar de pertencimento, sobre crescer em um lar construído a partir de muitos sonhos, sobre a desapropriação desse lugar pelas complexidades urbanas contemporâneas e sobre fazer as pazes com esse sentimento. 

Segundo o vocalista e compositor Robert Frank, “Se eu fosse uma casa" nasceu durante o processo de criação do último álbum da banda, “Noturnas”, lançado em 2025. Porém, acabou não sendo desenvolvida para o disco. Graças à parceria com o Selo Sesc Minas Musical, a canção tomou forma e chega agora aos ouvidos do público.

“Para nós, foi uma honra e uma satisfação estar nessa primeira leva do Selo Sesc Minas Musical, que surgiu para ser um canal de suma importância para fomentar a arte mineira. É uma alegria ter esse lançamento”, celebra Frank. 

Ele explica que o novo single deu “outro corpo” à ideia inicial da música, cujo nome é inspirado no livro de mesmo título, da escritora mineira Carol Fernandes: “É uma música que conversa com nossos últimos trabalhos, mas aponta outro caminho. É uma letra pensada sobre gentrificação, sobre a expansão dos grandes centros e de como a cidade manda as pessoas para lugares mais distantes, mas também de como podemos fazer as pazes com isso, chamar essa história para dançar e ressignificar isso dentro de nós”.

Histórico de protagonismo na música
Minas é o terceiro estado brasileiro a ter um Selo Sesc de música, ao lado de São Paulo e Pernambuco.

Com isso, o Sistema Fecomércio MG amplia os investimentos na cena musical mineira por meio do Sesc em Minas, que já atua na área de formação musical, com projetos como a Orquestra de Câmara Sesc, a Orquestra Sesc de Viola, o Coral Jovem Sesc e diversos cursos livres de prática musical; na realização de grandes shows, há o Minas ao Luar, o Palco Sesc, o Sesc Mesa Brasil Musical e o Sesc Palladium, além de outros projetos de destaque, como:

●     Encontro da Música Mineira
●     Sonora Brasil
●     Domingos Clássicos
●     Concertos Sesc Partituras
●     Salve o Compositor!
●     Quarta Instrumenta
●     Batuca Sesc

Sobre a Fecomércio MG e o Sesc em Minas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo cerca de 750 mil empresas e respondendo por mais de 50 sindicatos.

Hoje sob a presidência de Nadim Donato, a Fecomércio MG atua há 87 anos como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o poder público e a sociedade.

Outra importante atribuição da entidade é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários e comerciárias, empresários e empresárias e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Há quase 80 anos, o Sesc cumpre a missão de promover o encontro das pessoas com o bem-estar e a qualidade de vida. São encontros diários com a Ação Social, a Saúde, a Educação, o Turismo, o Lazer, o Esporte e a Cultura. Fundado pela Confederação Nacional do Comércio em 13 de setembro de 1946, o Sesc em Minas é uma instituição privada mantida pela contribuição sindical do empresariado do comércio. Em Minas Gerais, o Sesc atua em todas as regiões do estado, com 38 unidades fixas e 13 unidades móveis.

A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), hoje presidida por José Roberto Tadros, e atua ativamente na defesa dos interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Seu papel é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.

Créditos: Paula Machado | Sesc-MG 

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

 

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