No Mercado Central, o Matula uniu cinema e debate sobre comida de verdade *
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
O cinema chegou ao Mercado Central de Belo Horizonte na quarta edição do Matula Film Festival – Cinema e Comida, realizada de 6 a 8 de agosto de 2026. Foram 26 atividades em três dias, entre sessões, lançamentos, pré-estreias, cozinhas-show, debates e encontros, sob o tema “Gastronomia de Feira”.
O público acompanhou os três dias e não ficou só na
plateia: participou das conversas, dos encontros e das experiências propostas
pela programação, ocupando diferentes espaços do Mercado Central.
O festival apresentou dois longas mineiros inéditos:
Melhor Queijo do Mundo, primeira ficção de Lucas Assunção, em pré-estreia
mundial, e o documentário Cachaça, o Espírito Brasileiro, de Carlos Ribas. As
sessões de curtas também esgotaram a lotação. No sábado, o cortejo com
integrantes do Quilombo Ausente, do Serro, em homenagem a Dona Lucinha, saiu da
sala de cinema, percorreu os corredores do Mercado Central e seguiu até Dona
Lucinha e a Capela de Nossa Senhora de Fátima que fica no Mercado, levando para
além da tela memória, tradição e cultura popular.
As cozinhas-show na Cozinha Itambé por Cumbucca
foram um dos grandes destaques desta edição, com sessões sempre lotadas e
intensa participação do público. Chefs, produtores e convidados transformaram o
espaço em uma cozinha aberta, onde o preparo dos pratos virou também narrativa,
encontro e aprendizado. Entre receitas, histórias e demonstrações ao vivo, as
cozinhas-show reforçaram o espírito do festival de aproximar o cinema da
experiência da comida.
Outro eixo que ganhou força nesta edição foi o
território da cachaça, presente tanto na programação quanto nas conversas com o
público. A partir do documentário Cachaça, o Espírito Brasileiro e de encontros
com produtores, o festival destacou a cachaça como expressão cultural,
econômica e afetiva de Minas Gerais. A degustação comentada, conduzida por Léo
Gomes, ampliou o olhar sobre a bebida, conectando tradição, identidade e modos
de produção.
Nesta edição, o Matula também iniciou uma importante
parceria com a TV Globo em Minas, construída a partir de uma curadoria conjunta
e do desejo comum de ampliar os espaços de circulação de conteúdos audiovisuais
ligados à comida e à cultura alimentar mineira.
No primeiro dia, o professor Carlos Monteiro,
criador da classificação NOVA e referência mundial nos estudos sobre alimentos
ultraprocessados, participou da mesa de abertura e foi um dos homenageados
desta edição. Ao lado dele, o Matula homenageou também a chef Juliana Duarte,
reconhecendo uma trajetória profundamente ligada à cozinha mineira, à pesquisa
e à valorização da cultura alimentar. Carlos Monteiro permaneceu conosco
durante todo o festival: acompanhou filmes, debates, encontros e também o cortejo
de encerramento.
O Matula reafirmou, nesta quarta edição, seu
encontro entre cinema e comida, aberto à formação, à troca e à circulação. A
escolha do Mercado Central aproximou ainda mais o festival da cidade e permitiu
o encontro com um público que talvez não chegasse até ele por outros caminhos.
E o que se discutiu nesses três dias não terminou
com o último filme. As reflexões sobre cultura alimentar, comida de verdade,
mercados, feiras, memória e políticas públicas seguem agora na construção da
Carta de Belo Horizonte sobre Cultura Alimentar e Comida de Verdade, documento
que reúne contribuições surgidas durante o evento e será divulgado nas próximas
semanas.
O Matula termina sua quarta edição, mas deixa
abertas as conversas, as conexões e os caminhos construídos dentro e fora das
telas.
Sobre
o Matula
O Matula Film Festival – Cinema e Comida é uma
realização da Le Petit Comunicação Visual e Editorial e existe desde 2021. O
festival reúne audiovisual e cultura alimentar para discutir identidades, territórios
e modos de vida. Mais do que exibir filmes sobre comida, o Matula investiga o
que está por trás do prato: os saberes populares, as culturas de origem e as
histórias que organizam a vida nas cidades. A edição de 2026 tem como tema
“Gastronomia de Feira” e homenageia Bergamo, na Itália, Cidade Criativa da
Gastronomia da UNESCO, assim como Belo Horizonte. A escolha fortalece as
conexões internacionais do festival e abre uma frente de diálogo entre as duas
cidades sobre audiovisual, gastronomia, território e patrimônio cultural.
Realização
e apoios
Patrocínio: Belo
Horizonte Film Commission | Prefeitura de Belo Horizonte
Apoio: Prepara
Gastronomia | Sebrae Minas, MAX Audiovisual, Sebrae, Só Queijo Cura, UNA e
Serro
Parceria: Te
Encontro em BH, Belotur | Prefeitura de Belo Horizonte e Mercado Central de
Belo Horizonte
Cidade
homenageada: Bergamo, Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO
Parceria
institucional: Consulado Geral da Itália em Belo Horizonte
Apoio
científico, cultural e educativo: Cátedra UNESCO em
Economia Criativa e Políticas Públicas (UFV)
Emissora
oficial: TV Globo
Incentivo: BH
nas Telas | Prefeitura de Belo Horizonte
Realização: Le
Petit
Projeto realizado pela sociedade civil com recursos
oriundos da Política de Fomento à Cultura Municipal.
Créditos: Renata Alves | Renata Alves Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

Comentários
Postar um comentário