Ilú Obá de Min leva música, dança e ancestralidade à Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo *
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| Créditos: Divulgação |
Atividade gratuita acontece no sábado, 29 de agosto, das 15h às 18h, e aproxima o público do universo que conduzirá o bloco ao Carnaval de 2027, dedicado a Vovó Cici
São Paulo, agosto de 2026 - O Museu Afro
Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e
Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Museu Afro
Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), recebe, no
sábado, 29
de agosto, das 15h às 18h, o Ilú Obá de
Min para uma atividade gratuita na Marquise. O encontro
aproxima o público da música, da dança e das referências às culturas de matriz
africana e afro-brasileira que marcam a trajetória do coletivo.
A atividade acontece em um momento especial para o
Ilú Obá de Min, que já prepara seu Carnaval de 2027. No próximo ano, o bloco
levará para as ruas o enredo “Iyá Agbá Cici de Oxalá – Agojie da Oralidade”, em
homenagem a Ebomi Nancy de Souza e Silva, Vovó Cici,
pesquisadora, contadora de histórias e iyá agbá reconhecida por sua atuação na
preservação, valorização e transmissão dos saberes das tradições
afro-diaspóricas.
Aos 86 anos e completando 55 anos de iniciação
espiritual, Vovó Cici é uma das grandes referências desse patrimônio de
conhecimentos. O enredo estabelece um paralelo entre sua trajetória e as
Agojies, corpo militar feminino do antigo Reino do Daomé. Se as guerreiras
protegiam seu território, Vovó Cici é apresentada como uma guerreira da memória,
responsável por proteger e compartilhar um patrimônio igualmente fundamental.
Essa memória também estará no centro do próximo
Carnaval do Ilú Obá de Min. Conhecimentos ancestrais, histórias dos terreiros,
tradições, cantos e fundamentos que sustentam a identidade negra ganharão as
ruas de São Paulo. O trabalho do coletivo articula essas referências por meio
da música, da dança e da poesia.
Para o Carnaval de 2027, o Ilú Obá de Min propõe uma
homenagem que ultrapassa a biografia de Vovó Cici para colocar em evidência um
patrimônio de conhecimento negro e a presença das mulheres negras nos espaços
públicos. A proposta reafirma a memória, a ancestralidade e a transmissão de
saberes como elementos vivos da cultura.
Fundado em 2004 pelas artistas Beth Beli,
Girlei Miranda, Nega Duda e Adriana Aragão, o Bloco Afro Ilú
Obá de Min reúne cerca de 400 integrantes entre bateria e corpo de dança e há
19 anos abre o Carnaval de Rua de São Paulo.
A atividade na Marquise do Museu cria, assim, um
ponto de encontro entre a trajetória do coletivo, a memória e a transmissão de
saberes entre gerações, aproximando o público de referências que também estarão
presentes no Carnaval de 2027.
Sobre
o Ilú Obá de Min
Ilú Obá de Min – Educação, Cultura e Arte Negra é
uma associação paulistana sem fins lucrativos que tem como base o trabalho com
as culturas de matriz africana, afro-brasileira e a mulher negra. É um
ecossistema afrocentrado e tem entre seus principais projetos o Bloco Afro Ilú
Obá de Min.
Serviço
Ilú
Obá de Min na Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Data: 29
de agosto de 2026, sábado
Horário: das
15h às 18h
Local: Marquise
do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Parque Ibirapuera – São Paulo (SP)
Entrada: gratuita
Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição
da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo
administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura.
Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo
(1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no
Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o
Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12
mil m², um acervo museológico com mais de 20 mil obras, apresentando diversos
aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas
como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população
negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu
exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições
temporárias.
Créditos: Maria Julia | 4F Com
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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