Do metrô à Bienal: após alcançar mais de 8 milhões de visualizações em vídeos, Bruna Paiva lança Adolescente Demais, em São Paulo *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Depois de alcançar mais de 8 milhões de visualizações
ao percorrer as linhas do metrô para descobrir o que os passageiros leem
enquanto atravessam a cidade, a escritora Bruna Paiva transforma
a curiosidade em convite: fazer uma nova parada na 28ª Bienal
Internacional do Livro de São Paulo, onde lançará seu 4º livro, Adolescente
Demais. No dia 5 de setembro, a escritora independente participa do
painel Entre likes e sentimentos, às 14h30, no Espaço Educação, e
realiza uma sessão de autógrafos às 17h, no estande Seu Novo Crush Literário.
A Bienal acontece de 4 a 13 de setembro, no Distrito
Anhembi. Com 269 expositores e expectativa de receber mais de 700 mil
visitantes, o evento oferece o cenário para o encontro entre a autora e um
público que acompanha seus vídeos do metrô pelas redes sociais, além daqueles
que já cruzaram seu caminho — literalmente — nos deslocamentos cotidianos pela
capital paulista.
Com mais de dez anos de trajetória como escritora e
oito dedicados à publicação independente, Bruna combina experiência prática e
formação acadêmica voltada à literatura e ao mercado editorial. É formada em
Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), mestre e
doutoranda em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ) e pós-graduada em Edição e Gestão Editorial pelo Núcleo de
Estratégias e Políticas Editoriais (Nespe). Nos conteúdos gravados no metrô
paulistano, Bruna se aproxima dos passageiros falando sobre um tema que
surpreende por mobilizar tanta gente nas redes sociais: livros. Em vez de
indicar o que as pessoas deveriam ler, a escritora conversa com os passageiros
e mostra o que eles estão lendo em seus deslocamentos pela cidade.
A repercussão da série ultrapassou o público que já
acompanhava o trabalho da autora. O formato chamou a atenção de Pedro Pacífico,
criador do Bookster, um dos principais perfis brasileiros dedicados à
literatura e parceiro de conteúdo da CNN Brasil. Ao reproduzir a proposta em um
conteúdo da emissora, o influenciador creditou publicamente a inspiração ao
trabalho de Bruna.
A série também foi incorporada a uma ação oficial da Bienal do Livro Rio em parceria com
o MetrôRio. A iniciativa reforçou a capacidade do projeto de
aproximar literatura, mobilidade urbana e leitores para além dos perfis da
própria autora.
Na Bienal de São Paulo, Bruna propõe uma nova viagem — desta vez, no tempo. Em Adolescente Demais, a escritora, hoje com 28 anos, revisita e comenta textos que escreveu dos 14 aos 18 anos. As reflexões recuperam sentimentos, convicções e inseguranças daquele período e revelam o que mudou — ou permaneceu — entre a adolescente que começava a escrever e a mulher que construiu uma carreira independente na literatura. “É quase uma viagem no tempo, uma conversa comigo mesma. O livro mostra muito esse amadurecimento, o que mudou e o que permaneceu”, resume Bruna.
Escrever para adolescentes, uma
questão de escolha
O novo trabalho dialoga diretamente com os
adolescentes, público para o qual Bruna escolheu escrever e com o qual
construiu sua trajetória. Mas também se dirige a adultos e pais dispostos a
revisitar essa fase da vida e, quem sabe, desenvolver um olhar mais empático e
compreensivo sobre os dilemas, as descobertas e a intensidade da juventude.
A escolha ganha relevância diante dos desafios
enfrentados pela formação de leitores no país. A 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no
Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com
a Fundação Itaú e com levantamento do Inteligência em Pesquisa e
Consultoria Estratégica (Ipec), revela que o Brasil perdeu 6,7 milhões de
leitores entre 2019 e 2024. Embora a faixa de 11 a 13 anos ainda apresente a
maior proporção de leitores, a redução atingiu quase todos os demais grupos
etários, inclusive os jovens a partir dos 14 anos.
Nesse contexto, livros que reconhecem a linguagem,
os afetos e os conflitos dos adolescentes podem ajudar a preservar o vínculo
com a leitura justamente em uma fase de transição. Em vez de tratar a
literatura juvenil apenas como porta de entrada, a trajetória de Bruna permite
discutir seu papel na continuidade da formação leitora.
Uma trajetória construída no
encontro com os leitores
A origem de Adolescente Demais se
confunde com o início da trajetória de Bruna. Aos 14 anos, ela criou um blog
com o mesmo nome para publicar textos sobre amor, afetos, inseguranças e suas
primeiras interpretações do mundo. A experiência abriu caminho para Um
Diário para Alice, história que Bruna apresentou inicialmente na internet
como uma webnovela seriada, acompanhada por vídeos protagonizados por uma
atriz.
Em 2018, Um Diário para Alice tornou-se
sua primeira publicação independente em formato físico. Na edição impressa, os
conteúdos audiovisuais foram incorporados à narrativa por meio de QR codes,
conectando a leitura no papel ao universo digital em que a história havia
surgido.
No ano seguinte, Bruna levou sua obra à primeira
participação em uma Bienal do Rio de Janeiro, dando início a uma trajetória
marcada pela presença em importantes eventos literários. Em 2022, esteve na
Bienal de São Paulo com o mesmo livro, onde os exemplares se esgotaram durante
o evento. Um ano depois, a obra chegou à sua segunda edição e, em 2025,
ganhou uma reimpressão especial para a Bienal do Rio.
A proximidade com o público também orientou o
lançamento de seu segundo livro físico. Na retomada do Carnaval de rua após a
pandemia, em 2023, Bruna apresentou Amores de Carnaval em
diversos blocos no Rio de Janeiro, levando a obra diretamente aos foliões. O
espaço de lançamento dialogava com o universo das histórias e transformava o
cenário do livro em ponto de encontro entre autora e potenciais leitores.
Em 2024, lançou seu terceiro livro, Fã de
Carteirinha, romance que explora a relação entre fã e ídolo. A obra
acompanha Bruna em seu retorno à Bienal de São Paulo. Na Bienal do Rio de 2025,
quando celebrou dez anos de trajetória, teve pela primeira vez um estande com
seu nome na área dedicada aos autores independentes. A participação consolidou
um percurso construído livro a livro, combinando produção editorial, presença
em eventos e relacionamento direto com o público.
Ao longo dessa trajetória, a autora passou a
coordenar as diferentes etapas de seus projetos editoriais: da concepção e
edição dos livros à contratação de profissionais, produção, divulgação,
distribuição e venda. Agora, retorna à Bienal de São Paulo com uma obra que
recupera o ponto de partida dessa história e estabelece uma conversa entre a
adolescente que começou a escrever e a autora que construiu sua carreira de
forma independente.
“As Bienais são o maior momento de conexão com o leitor. Nesses eventos consigo conquistar mais leitores, conhecer aqueles que já tenho e mostrar meu trabalho para o mercado. O livro Adolescente Demais vai trabalhar questões latentes da adolescência como escolha de carreira, inseguranças com o corpo, bullying e as primeiras experiências com o amor”, finaliza a autora.
Créditos: Keyla Assunção | Caires Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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