Velhas Virgens: 25 anos de “Abre Essas Pernas - Ao Vivo”
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| "Abre Essas Pernas - Ao Vivo", das Velhas Virgens, completa 25 anos de lançamento em 2026. |
Aproveitando a data de hoje, 12 de julho, é aniversário de Paulo de Carvalho, o icônico vocalista das Velhas Virgens, vamos destacar os 25 anos do álbum “Abre Essas Pernas – Ao Vivo“, que completa 25 anos de lançamento em 2026. Gravado nos dias 8 e 9 de junho de 2001 no Teatro Mars, em São Paulo, o disco foi lançado pela gravadora da banda, a Gabaju Records, e a produção ficou a cargo da Fábio Haddad. O registro também saiu em DVD que recebeu o nome de “Abre Essas Pernas – Ao Vivo e a Cores“.
Em 2001, as Velhas Virgens já tinham 15 anos de atividades, então, os caras queriam celebrar esse tempo de existência. Logo, para isso, no começo daquele ano foi planejado fazer um disco e um filme. Assim, para assegurar, foram gravados dois shows para que, caso houvesse problema com alguma música de uma apresentação, usaria a do outro concerto.
Mas,
antes da conclusão do álbum, os caras passaram alguns perrengues até o
resultado final, indo desde a escolha do local de gravação, que acabou sendo o
Teatro Mars, situado no tradicionalíssimo Bixiga, em que o grupo acabou por
alugar e. depois, foram atrás de uma unidade de som para montar uma equipe para
a gravação de vídeo tudo sendo feito dentro do orçamento da banda.
A
ideia do grupo era gravar quatro temas inéditos durante os ensaios e passagem
de som e que isso entrariam como bônus no CD e uma gravação de vídeo “bem
meia-boca” para DVD. Mas, os problemas de gravações começaram no primeiro show.
Inexplicavelmente o problema prejudicou a captura do som de todo o primeiro
show, apenas as quatro inéditas que haviam sido gravadas na passagem de som,
mas na hora do show, nada saiu. Mas, no dia seguinte, tudo rolou, inclusive,
com direito ao baterista Lips colocar a bandeira de Portugal na bateria, mas de
cabeça para baixo.
Para
a fotografia, as Velhas Virgens contaram com o trabalho de Renato Soares que
tirou poucos registros por conta de um imprevisto. O fotógrafo, empolgado com o
show, não sabia que o teatro tinha um poço de elevador e acabou caindo de uma
altura de cinco metros e precisou ser levado para o hospital com fratura na
clavícula e várias escoriações.
Em
relação ao repertório, o grupo mandou 14 clássicos e mais quatro inéditas. O
show começa com “Senhor
Sucesso“, com Paulão debochando do mainstream do cenário
musical brasileiro da época, depois foi uma saraivada de clássicos “velhavirginianos”:
“Muito Bem Comida“,
“Só Pra Te Comer“,
“Rafael: Eu Amo A Sua Mãe“,
com direito a Paulão berrar no final que a Vera Fischer tem a maior… do mundo.
Depois, um dos pontos altos da apresentação: Cláudia Lino aparece em um traje
“diabolicamente sexy” para interpretar “A Mulher do Diabo“, levando os marmanjos ao
delírio. Posteriormente, mais pedrada, como a ‘masturbadora’ “Siririca Baby”
e uma das mais aclamadas do repertório: “O Que É Que A Gente Quer? (B.U.C.E.T.A.)“. Em
seguida, vem a balada composta por Alexandre “Cavalo” Dias, “Não Vale Nada“,
que deu uma acalmada nos beberrões.
A
outra parte do registro vem com a sadomasoquista “Madrugada e Meia“, seguida do hino da banda, a
obrigatória “Abre
Essas Pernas“, no velho e clássico dueto entre Paulão e
Cláudia. Aliás, a vocalista dá um show na sequência quando ela, juntamente com
duas garotas, interpreta a lesbiana “Blues do Velcro“. O repertório segue com uma
dobradinha de boteco: “De
Bar em Bar Pela Noite” e a ótima “Uns Drinks“. E, para encerrar a parte ao vivo sem
inéditas, o medley “A
Minhoca Que Acendia o Rabo” e “Beijos de Corpo“.
A
última parte do material vem com as inéditas: “Safadeza Pura“, um agradável Blues com um belo
dueto entre Paulão e Cláudia; “Toda Puta Mora Longe“, que tem uma dica valiosa
que, segundo Paulão, foi um conselho do Magrão, mas que, das quatro inéditas, é
a que prevaleceu no repertório das VV até hoje. A penúltima canção é “Baba Lobo Baba“,
um rock básico e direto que fala a respeito de um “velho tarado” que fica
apreciando a mulherada que passa. E, por encerrar, “Blues do Vinho Branco“, que começa com um belo
solo de gaita na ‘intro’ e uma letra com uma abordagem triste, afinal, se não
fosse assim não teria Blues no nome, né?
No
DVD, além do show feito no Teatro Mars, o material traz um documentário sobre
os 15 anos de Velhas Virgens.
Evidentemente
que, por ser lançado de forma independente, o material não é tão fácil de achar
(inclusive, nem no site da banda). Então, se quem gosta de rock e diversão,
esse registro das Velhas Virgens atende aos requisitos. E, por fim, vale
destacar que da formação da época, ainda estão na banda Paulão, Cavalo e
Tuca.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão CD).
Por
Jorge Almeida

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