TV Brasil homenageia Luiz Carlos Barreto com exibição de entrevista especial e clássico do cinema *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Programa Cine Resenha traz bate-papo exclusivo com o diretor e a produtora Lucy Barreto
Em tributo ao consagrado produtor, diretor e
fotógrafo de cinema Luiz Carlos Barreto, que faleceu nesta quarta
(22), aos 98 anos, a TV Brasil apresenta uma entrevista exclusiva
do homenageado nesta sexta (24), às 21h, na edição especial do programa Cine
Resenha. Na sequência, às 21h30, a emissora pública exibe o
clássico "Dona
Flor e seus Dois Maridos" (1976). Os conteúdos
estão disponíveis no app TV
Brasil Play.
O veterano da sétima arte esteve no estúdio do canal
em 2023 para a gravação exibida na época para comemorar as seis décadas de
atividade da produtora L.C. Barreto. O cineasta e sua esposa, a ilustre
produtora Lucy Barreto, conversaram com a
apresentadora Priscila Rangel sobre clássicos do Cinema
Novo e revelaram histórias marcantes sobre grandes produções nacionais das
telonas.
O histórico longa-metragem "Dona Flor e seus
Dois Maridos" foi dirigido por Bruno Barreto e baseado na obra homônima de
Jorge Amado. A trama é estrelada pela diva Sônia Braga que divide a cena com os
atores José Wilker e Mauro Mendonça.
A premiada produção é uma das maiores bilheterias
brasileiras de todos os tempos. Fenômeno de público no circuito, o filme foi o
primeiro a superar a marca de mais de 10 milhões de espectadores nas salas do
país. Com o sucesso, a película se manteve como a líder de público por mais de
30 anos. A história acompanha uma professora viúva do malandro Vadinho que se
casa com um pacato farmacêutico.
"Dona Flor divide o cinema brasileiro em antes
e depois. Foi a prova de que o Brasil tem capacidade de produzir filmes de
interesse internacional do ponto de vista artístico e comercial. Abriu o
mercado americano e o europeu não só de cinema, como também de televisão",
afirmou Luiz Carlos Barreto na atração da TV Brasil.
Conversa
sobre bastidores e perspectivas do cinema nacional
Durante a entrevista, Luiz Carlos Barreto e Lucy
Barreto recordam o primeiro contato profissional com o cinema, mencionam a
participação em grandes produções nacionais, destacam a influência de grandes
parceiros como Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha.
Luiz Carlos Barreto assinou a fotografia de dois
clássicos do Cinema Novo: "Vidas Secas" (1963) e "Terra em
Transe" (1967). Barretão e Lucy contam histórias curiosas sobre as
produções de filmes como "Dona Flor e seus Dois Maridos", "Bye
Bye Brasil" e "O Beijo no Asfalto", entre outras.
No papo, os veteranos também explicam o fascínio da
família pela sétima arte. Os filhos Bruno e Fabio Barreto se tornaram
importantes cineastas. A produtora L.C. Barreto é responsável por mais de 150
títulos, entre filmes de ficção, documentários e programas de televisão.
A experiência de concorrer ao Oscar é outro destaque
do programa. Eles contam sobre como foi disputar a estatueta da Academia na
categoria Melhor Filme Estrangeiro com "O Quatrilho" (1995), de Fabio
Barreto, e "O Que é Isso, Companheiro?" (1998), de Bruno Barreto. Os
convidados ainda discutem o orçamento do cinema brasileiro.
Com bom-humor, Luiz Carlos Barreto ainda revela a
origem do apelido Barretão. A alcunha foi concebida por Nelson Pereira dos
Santos e o jornalista Ancelmo Gois ajudou a popularizar o nome pelo qual o
querido diretor é carinhosamente chamado.
Lucy analisa como a L.C. Barreto se mantém por tanto
tempo no mercado. Também conta sobre as homenagens que a produtora recebeu em
grandes festivais de cinema como Cannes. Ela destaca a importância do
reconhecimento para a sétima arte nacional. "É o valor que é dado à
produção brasileira. O cinema vende a paisagem, a música, a comida, a
vestimenta; enfim a cultura do país", disse.
Luiz Carlos Barreto ainda fala sobre a perspectiva
para o futuro do cinema brasileiro. Ao projetar sobre o tema, ele aborda
assuntos latentes sobre o presente da indústria audiovisual e ressalta a
importância de se fiscalizar a cota de tela para equalizar a concorrência entre
os produtores de conteúdo.
"A indústria do audiovisual e do cinema, além
do seu fator comercial, é formadora de hábitos e costumes", pontua o
diretor Barretão que ainda discute a capacidade de produção das emissoras
públicas do país.
A proposta do Cine Resenha é trazer diretores,
produtores e críticos para um bate-papo sobre um filme, que será exibido na
sequência. Ao apresentar produções cinematográficas nacionais premiadas,
a TV
Brasil amplia o espaço para o cinema brasileiro na sua
programação.
Trama
da comédia "Dona Flor e seus Dois Maridos"
A TV Brasil apresenta a primeira adaptação do
romance de Jorge Amado "Dona Flor e seus Dois Maridos" para o
audiovisual, lançado em 1976, com a atriz Sônia Braga no papel principal. O
elenco ainda tem José Wilker, como Vadinho, e Mauro Mendonça, como Teodoro.
O filme nacional ganhou dois Kikitos no Festival de
Gramado nas categorias Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora. O longa-metragem
dirigido por Bruno Barreto ainda foi indicado ao BAFTA, na categoria Melhor
Revelação (Sônia Braga), e ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme
Estrangeiro.
No início dos anos 1940, em Salvador, a sedutora
professora Dona Flor (Sônia Braga) é casada com o mulherengo Vadinho (José
Wilker) que só quer saber de farra e jogatina até altas horas nas boates da
cidade.
A vida repleta de abusos e noites em claro leva o
malandro à morte precoce em um domingo de Carnaval de 1943. Viúva, Dona Flor
fica inconsolável. Apesar dos inúmeros defeitos, Vadinho era um excelente
amante.
Em pouco tempo, a jovem se casa de novo, com o recatado
e pacífico farmacêutico da cidade. Teodoro Madureira (Mauro Mendonça) é
exatamente o oposto do primeiro marido. Dona Flor passa a ter uma vida mais
estável e tranquila, porém entediante.
Com saudades do falecido, Dona Flor acaba provocando
a volta dele em espírito que só ela enxerga. De tanto "chamar" por
Vadinho, um dia o fantasma do amado aparece nu para ela na cama. Seduzida pelo
finado esposo, a mulher fica em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos
que dividem o seu leito.
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Créditos: Divulgação EBC
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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