Rainbow: 20 anos de “Live In Köln 1976”
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| "Live In Köln 1976", do Rainbow, completa 20 anos de lançamento em 2026. |
Na última sexta-feira, 17 de julho, o álbum “Live In Köln 1976”, do Rainbow, completou 20 anos de lançamento. Lançado originalmente como parte integrante do box “Deutschland Tournee 1976” (2006), o material registra a formação clássica da banda de Ritchie Blackmore no seu auge durante a turnê do álbum “Rising”. O show foi gravado em 25 de setembro de 1976 na Kölner Sporthalle, em Colônia, na Alemanha. O material saiu pela AFM/Hummingbird.
O play eterniza a química inenarrável entre a guitarra aguçada de Ritchie Blackmore e os vocais poderosos de Ronnie James Dio. Nessa apresentação, o Rainbow atuava sem qualquer pressão comercial, focando na grandiosidade e peso do Hard Rock. A “cozinha” rítmica formada pelo baterista Cozy Powell e o baixista Jimmy Bain impulsiona a apresentação, enquanto o tecladista Tony Carey ligava a atmosfera épica das composições.
O CD 1 começa com a
introdução padrão de “Somewhere Over The Rainbow” segue com a, na época,
inédita "Kill The King". A
bateria soa um pouco azucrinante no início, mas melhora significativamente após
o primeiro minuto. O solo de Blackmore vai lento, mas depois que ele se solta é
absurdamente inacreditável. Em seguida, o ouvinte é contemplado com "Mistreated" (que eles já tocavam
com regularidade, como pode ser conferido também na “versão definitiva” em “On
Stage”). Aqui, a atuação é mais completa, o que inclui um solo de guitarra e
voz no final, que, novamente, é nada menos que suntuoso. Após os 15 minutos de
blues, "16th Century Greensleeves"
dá prosseguimento ao primeiro disco. Esta é exatamente a mesma versão do disco “Live In Germany” (1990), exceto pelo som
remasterizado, obviamente. A performance nesta faixa também é de primeira
qualidade, embora não seja uma das mais empolgantes. O próximo tema é "Catch The Rainbow" que, por outro
lado, é diferente. Esta música jamais deixa de nos surpreender: com seus solos
improvisados nas várias versões ao vivo, sejam nos lançamentos oficiais ou em
bootlegs, sempre apavora. Esta versão é impecável, simplesmente. O primeiro
disco é encerrado com "Man On The
Silver Mountain", com seu icônico riff que caberia muito bem no Deep
Purple, caso Blackmore tivesse continuado por lá. Para quem conhece “On Stage”, esta versão também tem as
simulações de “Lazy”, junto com o
jam de Blues, que também conta com Ronnie e Ritchie improvisando juntos
(lançamentos oficiais anteriores a apresentavam como instrumental completa).
Já o CD 2, embora tenha
menos faixas, é um verdadeiro deleite. Para começar, “apenas” “Stargazer”, para começar com tudo e,
mais uma vez, Ronnie James Dio provava porque era “o cara”: que voz, que
interpretação, senhores. O pequeno gigante era monstruoso demais nas suas
performances e aqui não poderia ser diferente, o cara se entregava de corpo e
alma. Enquanto isso, na instrumental “Still
I’m Sad”, o protagonismo fica por conta de Cozy Powell, que mostra muito
feeling e técnica em seu solo soberbo. E, para finalizar, “Do You Close Your Eyes”, que tem Ritchie Blackmore tocando de
maneira agressiva de sempre.
Enfim, “Live In Köln 1976” não se trata de um
material imperdível, mas é um ótimo registro, pois permite uma experiência mais
crua e completa em relação ao também excelente “On Stage” (1977), que fora o primeiro álbum ao vivo oficial do Rainbow.
A seguir, a ficha técnica
e o tracklist da obra.
Álbum: Live
in Köln 1976
Intérprete:
Rainbow
Lançamento:
24/05/2006 (como parte do box "Deutschland Tournee 1976) / 17/07/2006 (à
parte)
Gravadora/Distribuidora:
AFM/Hummingbird
Ritchie
Blackmore: guitarra
Ronnie
James Dio: voz
Cozy
Powell: bateria
Tony
Carey: teclados
Jimmy
Bain: baixo
CD 1:
1. Introduction - Over The
Rainbow (Arlen / Harburg)
2. Kill The King (Blackmore / Dio / Powell)
3. Mistreated (Blackmore / Coverdale)
4. Sixteenth Century
Greensleeves (Blackmore / Dio)
5. Catch The Rainbow (Blackmore / Dio)
CD 2:
1. Stargazer (Blackmore / Dio)
2. Still I'm Sad (Samwell-Smith / McCarty)
3. Do You Close Your Eyes
(Blackmore / Dio)
Por Jorge Almeida

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