Prêmio Shell de Teatro anuncia indicados com destaque para musicalidade, memória e renovação da cena brasileira *
Lista do primeiro período de
2026 reflete o protagonismo feminino na cena teatral, o crescimento de musicais
e o retorno de obras já consagradas em novas linguagens
A 37ª edição do Prêmio Shell de Teatro anuncia os
indicados do primeiro período de 2026, selecionados pelos Júris do Rio de
Janeiro e de São Paulo. Nesta edição, as mulheres ocupam o centro da
criação teatral: elas representam 63% dos nomes indicados, com reconhecimento
que atravessa praticamente todas as áreas da cena, incluindo atuação, direção,
dramaturgia, música, cenário, figurino e iluminação.
Entre os nomes indicados está Taís Araújo,
por Mudando de Pele, espetáculo que acompanha a trajetória de uma mulher
em processo de reinvenção e afirmação de identidade, abordando temas como
pertencimento, racismo, gênero, autonomia e transformação pessoal. A montagem
também rendeu indicação à diretora Yara de Novaes, além de
concorrer nas categorias Figurino, Iluminação e Música.
Outro destaque é Helga Nemetik, indicada
por Fafá de Belém, o Musical, em uma interpretação que homenageia
uma das grandes vozes da música brasileira. Já Daniela Thomas,
indicada por Fim de Partida na categoria Cenário, chega a esta
edição como uma das artistas mais reconhecidas da história do Prêmio Shell,
acumulando 14 indicações ao longo de sua trajetória.
A lista reúne ainda Georgette Fadel e Juliana
Linhares, indicadas nas categorias de atuação, além de profissionais
como Marcela Andrade, Julia Bernat, Ana Kfouri, Claudia Schapira, Carla
Zanini, Ana Rosa Tezza, Dani Nega, Juh Vieira, Gabriele Souza, Teresa Nabuco,
Kika Lopes, Heloisa Stockler, Helena Tezza e Karen Brustolin,
entre outras.
Além do protagonismo feminino, a seleção deste
primeiro período também revela movimentos importantes da cena brasileira
contemporânea, como o fortalecimento da música como linguagem dramatúrgica, a
presença de obras atravessadas por memória histórica e questões identitárias e
a revisitação de clássicos sob novas perspectivas.
Entre os destaques da edição, Edson e Mudando
de Pele lideram a lista, com cinco indicações cada. Inspirado na
história de Edson Luís de Lima Souto, estudante assassinado durante a ditadura
militar, Edson recoloca em cena discussões sobre memória,
violência de Estado e apagamento histórico. Já Mudando de Pele acompanha
a jornada de uma mulher em busca de pertencimento e autonomia. Com três
indicações cada, As Centenárias marca o retorno da obra de
Newton Moreno em uma nova versão musical, enquanto Hip Hop Hamlet reafirma
a potência das releituras contemporâneas ao aproximar Shakespeare da cultura
hip hop.
Para Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca
da Shell Brasil, a nova lista de indicados reafirma o papel do prêmio
como uma plataforma de valorização da cultura brasileira e de reconhecimento da
diversidade criativa dos palcos.
“O Prêmio Shell de Teatro acompanha há mais de três décadas a evolução da cena teatral brasileira, reconhecendo artistas, técnicos, criadores e coletivos que ajudam a traduzir os debates, as memórias e as transformações do país. Para a Shell, apoiar a cultura é parte do nosso compromisso de contribuir para o desenvolvimento da sociedade, valorizando iniciativas que ampliam o acesso, fortalecem a diversidade e estimulam novas formas de criação”, afirma Glauco.
Música como linguagem teatral
A 37ª edição do Prêmio Shell de Teatro
também evidencia o crescimento da música como elemento estruturante da cena. A
presença de espetáculos como As Centenárias, Fafá de
Belém, o Musical, Mudando de Pele e Massapê aponta
para um movimento mais amplo: o teatro musical vive um novo momento no
Brasil.
“Há uma tendência muito forte do teatro musical. Antes, os musicais eram mais festivos; agora estão mais densos e discutem questões fundamentais para nossa sociedade”, afirma Celso Curi, coordenador do Júri do Prêmio Shell de Teatro. “O Prêmio Shell vem acompanhando de perto essa mudança e reconhece essa nova forma artística no teatro brasileiro.”
Segundo ele, a mudança não está apenas nas
produções, mas também no público, nos criadores e no olhar crítico. “É um outro
momento cultural, tanto para o público quanto para os criadores. O teatro
tem um papel social importantíssimo e o musical vem ocupando
esse novo espaço”, completa.
Sobre o Prêmio Shell de Teatro
Criado e realizado pela Shell Brasil desde 1988, o
Prêmio Shell de Teatro é uma iniciativa proprietária da companhia e o mais
longevo reconhecimento das artes cênicas em atividade no Brasil. Anualmente,
contempla produções nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, premiando
profissionais em categorias como Dramaturgia, Direção, Atuação, Cenário,
Figurino, Iluminação, Música e Iniciativas de Impacto Social. Em 2023, o prêmio
ampliou sua atuação com a criação da categoria Destaque Nacional, voltada a
reconhecer espetáculos e artistas de outras regiões do país, fora do eixo
Rio-São Paulo. Ao longo de mais de três décadas, o Prêmio Shell tem acompanhado
as transformações da cena teatral brasileira, incentivando a diversidade
estética, a inovação e o compromisso social da criação artística. A iniciativa
reafirma o apoio contínuo da Shell à cultura como força crítica, criativa e
transformadora.
Lista completa de indicados do Prêmio Shell de
Teatro – primeiro período 2026
Indicados pelo Júri do Rio de
Janeiro
Ator
· Matheus
Macena - Edson
· Uriel
Dames - Visto
Atriz
· Helga
Nemetik - Fafá de Belém, o Musical
· Taís
Araújo - Mudando de Pele
Cenário
· Bidi
Bujnowski - Edson
· Nello
Marrese - Hétero Sigilo
Direção
· Marcela
Andrade - Visto
· Yara
de Novaes - Mudando de Pele
Dramaturgia
· Julia
Bernat - Minha Vó Ri
· Matheus
Macena - Edson
Figurino
· Kika
Lopes e Heloisa Stockler - As Centenárias
· Teresa
Nabuco - Mudando de Pele
Iluminação
· Gabriele
Souza - Mudando de Pele
· Renato
Machado - Diabólica Vingança
Música
· Dani
Nega - pela direção musical, arranjos eletrônicos e criação musical de
"Mudando de Pele"
· Pedro
Nego - pela direção musical de "Edson"
Energia que Vem da Gente
· Ana
Kfouri - pelo livro pedagógico-artístico “Focos Móveis —
Atuação no Campo Intensivo das Artes da Cena”, em que compartilha ideias e
práticas desenvolvidas ao longo de sua trajetória, sistematizando sua
metodologia e tornando-a acessível também de forma audiovisual.
· Grupo
Lume Teatro - pelos mais de 40 anos de criação, ensino e pesquisa em
teatro e pelo modo de narrar essa história no espetáculo “Kintsugi - 100
Memórias”.
Indicados pelo Júri de São Paulo
Ator
· Genezio
de Barros - Uma Velha Canção Quase Esquecida
· Matheus
Macena - Edson
Atriz
· Georgette
Fadel - Gota d’Água - no Tempo
· Juliana
Linhares - As Centenárias
Cenário
· Bijari
- Hip Hop Hamlet
· Daniela
Thomas - Fim de Partida
Direção
· Ana
Rosa Tezza - Sonho de uma Noite de Verão
· Guilherme
Leme Garcia e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Hip Hop Hamlet
Dramaturgia
· Carla
Zanini - Coragem, um Lugar Melhor do que Aqui
· Claudia
Schapira e Lucas Moura - Hip Hop Hamlet
Figurino
· Ana
Rosa Tezza e Helena Tezza - Sonho de uma Noite de Verão
· Karen
Brustolin - TIP - Antes que me Queimem, Eu Mesma me Atiro no Fogo
Iluminação
· Matheus
Brant - As Armas Milagrosas
· Wagner
Antônio - Hamlet, Sonhos que Virão
Música
· Chico
César - pelas canções originais de "As Centenárias"
· Juh
Vieira - pela direção musical e composições de “Massapê”
Energia que Vem da Gente
· “Farofa
do Processo” por fazer do processo artístico, integrado à acessibilidade, o
centro de seu movimento de produção e ocupar a Rua 13 de Maio, em diálogo com a
cultura e os moradores do território.
· “Ser
em Cena - Teatro de Afásicos” pela atuação contínua na
reabilitação de pessoas com deficiência de linguagem a partir do teatro, ação
que resulta em interessantes espetáculos contemporâneos, como “Dodô”.
Sobre a Shell
Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia
de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções
Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da
comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no
segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil
também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil
trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica,
ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para
responder ao desafio do futuro da energia.
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Créditos: Elisabete Pinheiro | Edelman SP
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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