O que acontece quando alguém ousa desafiar as normas *
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| Foto meramente ilustrativa. |
O escritor Eliander A. Costa traça críticas às desigualdades sociais e ao preconceito racial em obra que valoriza a empatia e a luta por justiça
Em O Homem-Máquina de Taruã, escrito por Eliander A.
Costa, um condomínio tem normas sociais e econômicas
tão severas que elas parecem impossíveis de mudar. O edifício é
dividido em dois: o “Lado de Lá”, onde moram os ricos, poderosos e escravagistas,
e o “Lado de Cá”, habitado pelas pessoas pobres que sobrevivem em
trabalhos degradantes, servindo às famílias endinheiradas.
No universo desta ficção científica, quem ousa se
rebelar contra essa filosofia e modo de vida sofre castigos severos. Até mesmo
as crianças são vítimas de humilhações, se considerado necessário para
manter a ordem do sistema. Em um mundo definido pelo autoritarismo, aqueles que
detêm o poder conseguem perpetuar a supremacia ao longo de muitas
gerações.
De um lado, uma
série de casebres miseráveis, construídos de forma padrão, dava ao
cenário uma singularidade única. Do outro, um paraíso de estruturas
sólidas, moldado com os materiais mais exuberantes que o planeta pode
oferecer. Assim, as fronteiras territoriais, entre patrões e empregados, eram
demarcadas por um aramado de ferro gradeado. (O
Homem-Máquina de Taruã, p. 43)
Esse contexto, porém, começa a
mudar quando surge Taruã. Morador do “Lado de Cá”, ele cresceu se
destacando em relação às demais crianças da sua idade porque tinha habilidades
cognitivas elevadas para a criação artística e tecnológica. Apesar
de seu destaque intelectual, o protagonista alimenta uma indignação
contra o mundo desigual e violento que condena sua própria
mãe – e todos que conhece – a uma vida árdua.
Decidido a transformar essa
realidade, Taruã embarca em uma jornada para construir uma
invenção capaz de destruir o condomínio. Essa aventura, porém, fará
com que o herói enfrente surpresas, revelações
e grandes desafios. Entre reviravoltas, ele contará com alianças
que potencializarão seu propósito de justiça.
“Apesar de a obra passar pelo campo da tecnologia, o
texto exalta a poesia e seu poder emancipador de contribuir com o processo de
humanização das pessoas. Taruã foca na construção de um
homem-máquina, mas a sua humanidade é tamanha que ele não permite que seus
sentimentos, valores e princípios sejam mecanizados”, complementa o autor.
Com capítulos curtos, uma história
intensa e uma linguagem poética, o romance retrata a
força transformadora das vozes dissidentes. Ao atravessar temas
contemporâneos, como o racismo, as desigualdades de classe e a exploração do
trabalho, Eliander A. Costa convida a refletir
sobre a importância de promover a dignidade humana e desenvolver a
empatia.
FICHA
TÉCNICA
Título:
O Homem-Máquina de Taruã
Autor:
Eliander A. Costa
Editora: Literando
ISBN: 978-6554088718
Páginas:
184
Preço:
R$ 20 (e-book)
Onde
comprar: Amazon
Sobre o
autor: Eliander Antônio Costa é biólogo pela
Universidade do Estado de Minas Gerais, com especialização em Biologia Geral
pela Universidade Federal de Lavras e mestrado em Ensino de Ciências pela
Universidade Cruzeiro do Sul. Trabalhou por quase duas décadas na rede estadual
mineira e publicou o livro “Ciências e Poesia, Amantes da
Informação” para a área educacional. Agora, tem uma carreira como artista:
é ator formado pelo Centro de Capacitação Profissional em Artes Cênicas do
Rio de Janeiro, roteirista de peças de teatro e escritor. Na literatura,
publicou o romance “O menino que não dorme” e O Homem
Máquina de Taruã.
Instagram: @
Facebook: Eliander Antônio Costa
Créditos: Lara Montezuma | LC Agência de Comunicação
* Este conteúdo
foi enviado pela assessoria de imprensa

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