Mariana Paraizo apresenta exposição gratuita no Sesc BM com debate sobre o espaço público e privado *
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Mariana Paraizo expões no SESC Barra Mansa. Créditos: Mariana Paraizo |
Mostra leva ao interior do estado uma produção de arte contemporânea que já circulou por importantes instituições culturais no Brasil e no exterior.
Entre esculturas,
fotografias, gravuras e desenhos, obra reflete sobre os limites entre a casa e
a rua, entre o doméstico e o público.
Com curadoria de
Ana Carla Soler e Julia Baker, “Construir o Aberto” vai até 4 de outubro, com
entrada franca.
O Sesc Barra Mansa, através do edital Sesc Pulsar,
apresenta “Construir o Aberto”, primeira exposição individual de Mariana
Paraizo. Com curadoria de Ana Carla Soler e Julia Baker, a mostra reúne cerca
de 30 obras, entre esculturas, fotografias, gravuras e desenhos, numa reflexão
sobre os limites entre a casa e a rua, entre o doméstico e o público. De 3 de
julho a 4 de outubro, com entrada gratuita, a mostra amplia o acesso à arte
contemporânea no interior do estado do Rio de Janeiro, apresentando trabalhos
que já circularam por importantes instituições culturais no Brasil e no
exterior.
Doutoranda e mestre em Linguagens Visuais, graduada
em escultura pela UFRJ, Mariana Paraizo já expôs no Museu de Arte do Rio, no
MAM Rio e seu trabalho artístico já circulou por países como Canadá, França,
EUA, Haiti, Argentina, entre outros. Para o Sesc Barra Mansa, a artista traz
uma obra inédita: “Domo Dromo” (1,60m x 2m x 20cm), um conjunto de delicadas
cúpulas de lustre de vidro apresentadas com rodas, na forma de carrinhos, numa
referência aos limites entre os espaços interior e exterior urbanos. Destaque
também para “Amortecimentos” (20,5cm x 21,9cm), série de oito gravuras em
relevo seco, impressas com pedaços de solas de tênis e outros sapatos
encontrados na rua. Em “Condomínio” (1,80m x 1m x 1m), a artista apresenta uma
instalação composta de dezenas de caixas de ovos feitas em argamassa e
concreto, articula ideias de abrigo e moradia, fragilidade e resistência. Entre
os desenhos, destaca-se “Projeto para muro”, elaborado em giz pastel oleoso
sobre papel (35 cm x 50 cm).
Ao longo da mostra, Mariana Paraizo retira elementos
banais do cotidiano de seus contextos habituais, provocando estranhamento e
deslocamento de sentidos. Calçadas, bueiros e carros aparecem inesperadamente
ao lado de camas, sofás ou tapetes. "Ao mesmo tempo em que encontramos
signos do doméstico na rua, também levamos para dentro de casa questões que
pertencem ao campo público. Meu trabalho fala desse atravessamento de
fronteiras, desse movimento contínuo entre os territórios do íntimo e do
público. É a inevitabilidade do desejo do desvio", diz a artista, que
participou de residências na FAAP, no Instituto Hilda Hilst e na Despina.
Segundo Julia Baker, na poética de Mariana Paraizo, objetos e elementos simbólicos circulam entre os universos doméstico e da rua, desafiando as percepções habituais. "A artista observa os limites entre os espaços públicos e privados, mas também os pontos em que eles se cruzam. Esse deslocamento provoca o olhar e desperta novas interpretações", diz a curadora. "A produção de Mariana estabelece um diálogo com o espectador a partir de referências simples do dia a dia. Ao serem retirados de seus contextos originais, esses elementos ganham novos sentidos e abrem caminho para diferentes leituras. O nome da exposição, 'Construir o Aberto', remete a essa liberdade de imaginar e construir outras formas de ocupar os ambientes que compartilhamos", finaliza Ana Carla Soler.
MARIANA
PARAIZO - artista
Artista visual, pesquisadora e professora. Mestre e
doutoranda em Linguagens Visuais pela EBA/UFRJ. Graduou-se em Escultura pela
mesma instituição e cursou por três anos Letras na PUC-Rio. Tem ampla
experiência no circuito de publicações, tendo produzido diversos livros.
Realiza intervenções urbanas na cidade do Rio de Janeiro desde 2014. Em 2023 e
2024, foi contemplada nos Editais Fomento de Incentivo à Cultura Carioca e
Conexões Urbanas - Lei Paulo Gustavo, realizando o projeto CASA PÚBLICA, do
qual é fundadora. Suas obras estiveram em exposições coletivas em instituições
como o Museu de Arte do Rio, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
Centro Cultural de São Paulo, Museu Municipal de Cultura de Curitiba, Museu de
Arte de Ribeirão Preto, entre outras. Em 2016 foi premiada pelo edital de Narrativas
Experimentais (Des.Gráfica) pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo.
Participou de publicações artísticas no Brasil, Colômbia, Argentina, EUA,
França e Haiti, e de residências em instituições como Fundação Armando Álvares
Penteado, Instituto Hilda Hilst, Despina e Museu Bispo do Rosário de Arte
Contemporânea.
ANA
CLARA SOLER - curadora
Curadora e pesquisadora. Graduada em História da
Arte pela UERJ e em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero,
pós-graduada em Direção e Gestão de Marketing pela Universidade de Barcelona,
especialista em Marketing Digital pela ESPM. Tem sua pesquisa direcionada à
presença das mulheres no ensino e sistema da arte. Em 2023, foi selecionada
para a Residência de Pesquisa do Instituto Inclusartiz. Em 2022, foi premiada
no Edital OMA de curadoria, com o projeto de exposição “Houve-me”. Assinou a
curadoria de exposições em instituições como Museu de Arte do Rio (MAR), Centro
Cultural PGE-RJ, ArtRio, SESC Rio de Janeiro, Parque das Ruínas (Parque Glória
Maria), Centro MariAntônia – USP, Oficinas Culturais Oswald de Andrade.
Ministra cursos que investigam as relações entre a Arte e a Comunicação. É
cocriadora do projeto digital Elas Estão Aqui (@elasestaoaquinaarte), curadora
no Coletivo Artistas Latinas e parte do coletivo MOTIM – Mito, rito e
cartografias feministas nas artes.
JULIA
BAKER - curadora
Trabalha com pesquisa, produção e curadoria. É uma
das fundadoras da Coletiva curatorial NaPupila, onde desenvolve curadorias
independentes, pesquisa em artes e ações virtuais com foco na visibilidade de
artistas e profissionais mulheres, e é sócia da empresa Bomba Criativa. Fez a
curadoria das exposições “O Meu Lugar”, no Sesc São Gonçalo (2024), “Entre
montes brancos e espelhos d’água”, no Sesc Niterói (2023); “Decolonizando o
Grito - independência ou morte”, exposição virtual (2023); “Pelas Ondas do
Rádio”, no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro (2022); “a respeito do
fracasso e outras virtudes”, de rafael amorim, texto curatorial, no Sesc Ramos
(2022). Entre 2013 e 2018, integrou a equipe curatorial do Museu de Arte do Rio
(MAR), atuando na pesquisa e elaboração de exposições. Foi assistente
curatorial da exposição “À Nordeste”, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo (2019);
e fez a pesquisa iconográfica para o livro de 50 anos do Balé da Cidade de São
Paulo (2018/2020).
SERVIÇO
Exposição de arte contemporânea
Título: “Construir o Aberto”
Artista: Mariana Paraizo
Curadoras: Ana Carla Soler e Julia Baker
Local: Sesc Barra Mansa - Galeria de Arte
Visitação: de 3 de julho a 4 de outubro de 2026
Horário: de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das
10h às 17h
Entrada gratuita
Endereço: Av. Tenente José Eduardo, 560 - Ano Bom - Barra Mansa – RJ - CEP
27323-240
Telefone: (21) 4020-2101
E-mail: falecomagente@sescrio.org
Créditos: Junia Azevedo | Escrita Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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