Livro "O Wikiota" expõe sátira mordaz sobre a ascensão e a queda na era dos algoritmos *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Lançado durante o VII Encontro Nacional de Escritores, em Goiânia, pela Editora Reformatório, obra de Ademir Luiz mergulha no caos da cultura digital
O que acontece quando a biografia de uma pessoa é
escrita — e editada — em tempo real por milhões de desconhecidos? Em seu novo
romance, O Wikiota (Editora Reformatório), o escritor Ademir Luiz mergulha no caos
da cultura digital para narrar a trajetória de Mike Jardim, um jovem comum que
se transforma no porta-voz de uma geração após um vídeo de apenas 15 segundos
viralizar no YouTube.
Mike Jardim não nasceu para o sucesso; ele o editou.
Aos dezesseis anos, queria apenas dirigir o velho carro da mãe. Depois de um
vídeo viral, torna-se o "Exército de um Homem Só", o messias da
Geração Z e um fenômeno de massas que desafia o sistema. O que ele não
imaginava é que, no tribunal impiedoso da internet, a distância entre o ídolo e
o idiota é de apenas um clique.
Com uma narrativa que transita entre o analógico das
páginas de papel e o universo digital das redes sociais, O Wikiota apresenta
Mike como uma versão contemporânea do "idiota" de Dostoiévski: um
protagonista que navega por um mundo onde "se está na internet, é
verdade".
De youtuber militante pelo direito de adolescentes
dirigirem a participante de reality shows e, mais tarde, deputado federal, a
vida de Mike é uma sucessão de acontecimentos moldados por curtidas,
compartilhamentos e polêmicas milimetricamente calculadas.
Em uma sátira afiada sobre a cultura dos
influenciadores, Ademir Luiz retrata um universo em que o ego se tornou moeda
de troca e a realidade é apenas um detalhe passível de edição na Wikipédia. O
Wikiota é um mergulho ácido e bem-humorado na sociedade da viralização
permanente, questionando os mecanismos que transformam pessoas comuns em ídolos
— e, na mesma velocidade, em alvos do cancelamento.
Sobre
o autor
Ademir Luiz é escritor, quadrinista e ensaísta.
Professor universitário e doutor em História, realizou pós-doutorado em
Poéticas Visuais e Processos de Criação. É bolsista e pesquisador do Instituto
Camões, de Portugal.
Créditos: Davi Brandão
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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